domingo, agosto 27, 2006

O futebol e o Sol espectador


Não quero perder o pôr-do-sol
Eu quero pôr no gol e ir pro lual
Reúno os amigos, enterro na areia a gelada
A loira cerveja ao lado da linha traçada
De braçada o goleiro tira da mira
Era pra ser gol, só entrou areia
O atacante amarelou, todos com esta cor
Do Sol que jorra nos pés dos meias
Sem meias
Armam com a levantada do pé
No peito do Zé banheira-mor
Na areia sem impedimento, com lamento
Sem juíz vale qualquer regulamento
Ninguém sabe a cor da bola de cor
Decoraram a arquibancada com o céu
Os torcedores ao léu
também são time
Eu jogo futebol na praia
lá não tem raia
Nem o raio que parta pra " reive"
pós-pelada é reggae
depois
depois

* foto que inspirou o poema: de Mônica Santos

Poefrase-2

Hoje, para ser voluntário, não é mais preciso ser sexagenário.

sábado, agosto 26, 2006

Voluntariado em voga


Esta semana me parece marcada por várias ações incentivando o voluntariado.
E isso é ótimo.
Este Sábado está sendo o Mc Dia Feliz, e vejo o Rotaract da Tijuca, no Rio de Janeiro-RJ, fazendo um belo trabalho para ajudar o dia a deslanchar em sua região.
Amanhã, Domingo 27 de Agosto, será o Dia de Fazer a Diferença , que este ano recebe uma ajuda forte da Rede Record.
Aqui em Araxá, a ACIA Jovem tem divulgado o evento nas rádios, Internet, e mídia impressa.
Estão esperando 3 milhões de voluntários em ação.
Eu farei minha parte.
Coincidência ou não, este dia 26 de Agosto marca a segunda etapa da Campanha da Vacinação contra a poliomielite no ano.
No mundo, o esforço para a erradicação da pólio é conduzido pelo Rotary International .
Quando começaram o programa PólioPlus, a pólio paralisava 1000 crianças por dia.
Hoje a doença continua em apenas 4 países do mundo: Nigéria, Índia, Paquistão e Afeganistão, tendo sua incidência caído em 99% mundo afora.
Bom, muito bom, mas pode melhorar.
Fazendo a nossa parte já conta demais.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Gesso pra dois

Não dá mais para confiar no trânsito. Aliás, nunca deu. Carlinhos Goma estava descendo a avenida do seu bairro de bicicleta, como sempre respeitando as leis do trânsito. Freios em dia, velocidade compatível com sua idade de 17 anos. Nada disso conseguiu antever a chegada de um carro quase zero km, dirigido por um motorista com carteira também quase zero km. Detalhe adicional do perfil do motorista: distraído. Combinação perfeita para o trio "menino voando longe caindo de mau jeito-corre para o hospital-susto grande gesso na perna ".
A poucos quilômetros, Lucas Geleca, colega de sala do Carlinhos Goma, aproveitando a tarde livre após a chorada tarefa de casa cumprida, passa por uma situação praticamente igual. Troca-se apenas o carro e carteira zero km por uma pedra de 40 cm de altura no meio do caminho. Aquele trio se repetiu. Encontro marcado na Santa Casa.
Carlinhos ainda em choque e passando pelas sessões de ultrassom para detectar a extensão dos ferimentos, encontra com Lucas se dirigindo para este mesmo local. E solta:
- Geleca! Aiii! Você também??? Aiii! Escorregou no seu apelido?
O troco vem no mesmo nível:
- Chiii, a Goma grudou no chão?
Com este humor típico da idade, Carlinhos e Lucas, ou Goma e Geleca, cresceram uma consistente amizade. Durante as sessões de ultrassonografia, brincaram até que se fossem viados, estariam ligados na saúde e na doença, como os casados.
No final das sessões, diagnóstico idêntico para os dois: perna quebrada. O menor dos males para acidentes feios como os deles.
O plantonista chamou os dois:
- Olha só, vamos ter que engessar estas pernas aí. O ortopedista já deu o aval.
Já que ninguém avisou de quem o plantonista era parente, os dois amigos acidentados começaram a achar que o motorista quase zero km deveria ser primo desse sujeito.
Em poucos minutos, deixou cair a cestinha de remédios contra dor, trouxe soro fisiológico no copo para beberem ao invés da água esquecida no balcão.
Já começavam a ficar com raiva do ortopedista preguiçoso que não tem a capacidade nem de engessar duas pernas, deixando a sorte deles nas mãos de mais um distraído. O mundo tá sendo dominado pelos distraídos.
Do possível ficante noturno da Catarina, rainha da sala, até os motivos pelos quais a professora Janete só dava aula de decotaço, varreram todos os assuntos disponíveis no cardápio do dia, aumentado pela disponibilidade de tempo causada pela demora no engessamento das pernas.
Não tinham levado livros, e a companhia era boa.
Relembrando os comportamentos do dia:" amizade crescente", " juntos na saúde e na doença se fossem viados", " distração domina o mundo", " boa companhia".
Todo este resumo para traduzir o que viria a seguir.
" Já que são amigos, vou poupar tempo e fazer os dois gessos de uma vez", pensou pra ele o plantonista.
Enquanto procedia com o engessamento da perna de Carlinhos, o plantonista fazia cálculos de quantos passos precisava dar entre a Santa Casa e sua casa depois do expediente. Já tinha calculado os passos em um quarteirão, resolveu somar os quarteirões, sem queijo, mais os intervalos inter-ruas, para chutar com quantos passos chegaria em casa.
Os passos devem ter sido muito longos dentro de seu raciocínio, pois o gesso secou.
No auge da conversa com Lucas, piorando ainda mais a situação do Dia Mundial da Distração, o gesso grudou as duas pernas. Um gesso para dois.
Não tendo ferramentas disponíveis para separar as pernas, afinal a Santa Casa vivia em constante crise financeira, o plantonista teve que dar a ingrata notícia ao Goma e ao Geleca:
- Goma e Geleca, como vocês se chamam, desculpem a minha distração, por tudo que é sagrado. Mas um terceiro g irá acompanhar vocês: o do gesso. Não há como retirá-lo hoje, só amanhã.
Os dois amigos transtornados levaram a raiva siamesa para a festa da noite, já que A Turma viera sequestrá-los para a balada, após descobrirem não ser nada grave.
Horas depois, a raiva siamesa foi transformada em realização de fetiche da Catarina, a rainha da sala. Desde os quatorze anos, ela crescia seu desejo de beijar gêmeos siameses, caso encontrasse com uma dupla deste tipo.
Uma noite intensa, rabiscadas de batom no gesso e beijos escandalosos depois, Goma e Geleca amanheceram planejando esticar a permanência do gesso. Não queriam mesmo rever o plantonista. O gesso pra dois poderia render frutos. Professora Janete e seu decote...

quarta-feira, agosto 23, 2006

Liga de Sudoku


Sudoku é um jogo muito interessante, que começou a ser publicado em revistas americanas, depois levado ao Japão, e logo virou uma febre mundial.
Este jogo é responsável por boas horas de passatempo na minha casa, para a família toda. Agora descobri uma liga de Sudoku na internet, a Airwaves Sudoku League . Confesso que não é mesma coisa. Pelo menos nesta liga, você tem que resolver o jogo de uma tacada só. Não pode deixar pra depois que o jogo recomeça do zero. Mesmo assim, é desafiante.
Bom, acabei de descobrir outro site de Sudoku . Não é uma liga de sudoku com rankings e recordes. Mas parece legal. Bilhões de jogos de sudoku, do fácil ao infernal de tão difícil. Depois eu conto pra vocês o que achei...

Escreveu Fred Neumann, aos 174.063 artigos em português da Wikipédia.

terça-feira, agosto 22, 2006

Cedameublog informa


O Cedameublog ( Centro de Dados Matemáticos e Estatística Unidos do Blog) informa que praticamente 24 horas depois da postagem da " Palavra de Segunda:suspiro" e após um comentário do André, do excelente Garibada, atentei ao fato de que a Wikipédia em português já conta com 173.495 artigos em português, ou seja, 496 artigos em um dia foram adicionados.
Um dos principais fatores que levaram à extinção, ou quase, da figura do vendedor de enciclopédias.
Quase, porque hoje mesmo encontrei com um. Na verdade ele não vende mais enciclopédias. Vendeu por muitos anos, e conheceu 14 estados do Brasil fazendo isso.
Hoje ele vende palestras motivacionais sobre bons hábitos alimentares e condenando o fumo.
É, pode-se dizer que esta é a versão moderna do vendedor de enciclopédias.

* Postou Fred Neumann, para este blog, aos 173.495 artigos em português da Wikipédia ( obrigado pela dica, André, posso dizer que você é o inventor deste relógio diferente)

Notícias que só existem aqui- 5


O Presidente da República, Juro Quenãosei, acaba de divulgar o fim do Congresso.
Depois de inúmeras reuniões com as principais figuras de seu governo, Juro decidiu colocar um ponto final na história desta instituição que foi muito importante para o país, mas que também foi palco de muitas crises e CPI´s.
A expectativa é de uma economia da ordem de R$200 bilhões anuais, já inclusos desvios de verbas, despesas com transportes, salários de deputados, propinas em nome do governo disfarçadas sob outros nomes, bom, melhor parar por aqui.
Aproveitando a entrevista, o Presidente Juro comentou as especulações de que seu décimo-primeiro dedo não serve para nada. " Serviu para que eu colocasse o dedo nesta história do Congresso, oras", disse o Presidente.

* Foto de Marcelo Jorge Vieira

segunda-feira, agosto 21, 2006

Palavra de segunda:suspiro


Para estrear esta Palavra de Segunda, vamos de suspiro.
A Wikipédia, que está a um artigo de completar 173 mil artigos , pensou primeiro em suspiro, o doce.
Eu pensei em suspiro, aquele que dou emocionadamente quando olho Aline, a qualquer momento do dia.
Já os autores de suspense como Stephen King, preferem aquele último suspiro antes de morrer.
E você, qual prefere?
No Google, o primeiro resultado nos leva a um site de culinária dando uma receita de suspiro.
O centésimo resultado do Google nos leva a um site chamado La Butaca, de cinema em espanhol, cujo autor é da cidade de Valência, Espanha ( aqui o link foi em espanhol, pra treinarmos um pouquinho), que fala de um filme canadense que nesta língua, ficou com o título de " El último suspiro" . É um filme em um internato feminino, onde 3 jovens chegam, sendo que duas iniciam um romance, e isto gera todo o roteiro do filme. Já vi este roteiro antes, mas pelo suspiro talvez veria o filme.
A palavra " Suspiro" continua sendo usado de várias maneiras por aí.
Neste filme, pode ter sido usada de todas estas formas que citamos aqui.
Na vida, de muitas outras formas, como por exemplo dando o nome a uma praça de Nova Friburgo, retratada pelo Marcus Guimarães, que mora lá.
A tempo, ao completar este blog, a Wikipédia já estava com 173.002 artigos em português.
Mais do que em espanhol.
Gosto disto. Sou linguota?
O que é ser " patriota de língua"?
Deixa-me caçar na Wikipédia...

domingo, agosto 20, 2006

Nascente do Rio São Francisco


É o que falam para a gente. As fotos não são o local em si. Não traduzem a emoção. Pode ver quantas fotos quiser, que só uma viagem ao local irá trazer a emoção até você. Para fotógrafos amadores como eu, aí sim. Para profissionais como meu amigo Edu Barcellos, obviamente a expressão abre exceção.
No caso desta foto, minha, posso falar horas depois que a emoção de estar no local é bem maior. Afinal, esta é a nascente do Rio São Francisco, e não há como não se emocionar em local tão importante. Afinal, este rio é conhecido como o Rio da Integração Nacional , apesar do site da própria administração da sua hidrovia ter esquecido deste " pequeno detalhe".
Eu sempre agradeço aos deuses por morar tão perto do Parque Nacional da Serra da Canastra , apesar de ir tão pouco lá. É uma viagem muito prazerosa, saindo de Araxá, passando pela estrada da Tapira ou da Tragédia ( dessa vez fui pela da Tapira), chegando ao Arraial de São João Batista, que foi homenageado pela mais bela canção de meu amigo Germano Soraggi na minha opinião.Lá no arraial, a maioria costuma almoçar no Seu Vicente ( não tem site de jeito nenhum, mas quem sabe um dia...). O feijão de lá é uma maravilha. Você se serve, na cozinha da casa dele e de Dona Elza. Pode trombar na rua com uma velha senhora de 100 anos que tinha 20 cachorros, matou-os todos, e agora vive com outra cambada de gatinhos amaldiçoando os caninos dos outros. Foi o que Seu Vicente me explicou, depois que eu perguntei por que vi a tal senhora xingando tanto os cachorros. Bom, e isso tudo nós nem chegamos ao Parque Nacional da Serra da Canastra. A portaria está a uns 500 metros de lá. Se você tiver mais de 60 anos, avise ao porteiro que a entrada é franca. Não é o meu caso ainda, mas se for o seu, avise. Não custa nada ( se você avisar!!!).
A nascente do Velho Chico é a grande atração, junto da Cachoeira da Casca d´Anta.
Se você quiser ficar no arraial mesmo, que é um lugarejo pequenino e simpático, já existem duas ou três pousadas, e casas para alugar. Se quiser atravessar o parque e ficar em São Roque de Minas , eu sugiro a Pousada Barcelos , que é não é de propriedade do Edu Barcellos meu amigo fotógrafo de lá de cima nesta postagem, mas do Barcelos, um bom aventureiro que fez o Caminho de Santiago em 32 dias no ano passado, e mantém uma bela biblioteca ( com a coleção do Harry Potter, Os Sertões, Vinicius de Moraes..) e videoteca ( com uma coleção do Hitchcock e Pulp Fiction ) na pousada. Além da boa pousada, você corre o bom risco de trombar com ornitólogos , autores de calendários , e por aí vai.
Tô leve pra começar a semana.

sábado, agosto 19, 2006

A conversa-11

Filho do dono da pousada, pela manhã: Ok, senhor, sua reserva está efetivada.
Senhor: Muito obrigado. Nos vemos aí.

Horas mais tarde...

Filho de um que recebeu uma ligação do senhor acima:Alô.
Senhor: Alô, aí é o filho do dono da pousada?
Filho de um que recebeu uma ligação do senhor acima: Não, aqui é o filho de outra pessoa.
Senhor: Ah, sim, você é o filho do Paulo.
Filho de um que recebeu uma ligação do senhor acima: Ué, meu pai é dono de pousada?
Senhor: Não, eu que liguei errado. Conheço seu pai, e liguei pra ele mais cedo. Coisas de celular com memória melhor que a minha.
Filho de um que recebeu uma ligação do senhor acima: Ah, tá...

sexta-feira, agosto 18, 2006

E lá em Cincinatti...

Primeiro Murray fez Federer despedir-se cedo
Cinquenta e cinco vitórias depois, finalmente
Quando todos esperavam semi Nadal e Robredo
Veio Ferrero ressurgir, pareceu jogar contente

Connors, aquele que mais ganhou torneios
Surgiu para Roddick renascer, seu tênis crescer
Mostrou para o ex-Gilbert todos seus voleios
O inglês estava cansado, não quero desmerecer
Mas...
Hoje dá Gonzalez ou quem com ferro Ferrer?
O vencedor pega o Andy, pupilo de Connors
Com todas honras
Já nas damas, continua bonito com Hingis
A campeã que o mundo sempre quis

Blues da mercearia

Hey, seu Zé, vê a conta pra mim
O dinheiro não chegou, mas eu já quero mais
O fiado me persegue sem fim
Ô, Don´Ana, já chegou caqui?
Não, colega, mas eu vou ver ali
Consegui jabuticaba, pode ser?
Pode embrulhar, Don´Ana, e já vou pagar
Ô, do caixa, cê tem troco pra cinquenta?
Vê se guenta aí, que eu vou logo ali
Tenho quase tudo, mas o resto vai em bala?
Bom, dá umas chitas e o resto põe na conta
Tá na ponta do lápis, ou senão isso me abala
Vou comprar em 100 dias, se continuar assim

quinta-feira, agosto 17, 2006

Palavra de quinta: divulgação não oficial



Esta seção é para destacar uma palavra interessante.
Seja pelo significado, som, ou uso criativo dela por outras pessoas.
A brincadeira é a seguinte.
Você que está lendo este post, pegue esta palavra, passe para um amigo, e peça uma outra em troca.
Peça para seu amigo pensar em mais uma outra e vir para este blog divulgá-la para a turma aqui.
Você, no caso, por favor, escreva a palavra que o amigo lhe passou aqui neste post.
Só isso.
Vamos dizer que esta foi a forma de divulgação não oficial que encontrei deste blog.
E com um pouquinho mais de sensibilidade do que um spam descarado.

Pois não: a palavra de hoje é MERGULHO .
Voltei a nadar, então acho esta palavra...profunda.
E bonita. Viva o português, por sinal, melódico demais.
No Google, a primeira ocorrência para mergulho é o site da revista Mergulho.
Pra não dizer que privilegio só os primeiros, a ocorrência de número 100 no Google é um site português relacionando sites sobre...mergulho.
aqui ó, tem várias dicas para iniciantes em mergulho.
Como não poderia faltar, tem um poema do Soares Feitosa cujo título é esta palavra de hoje.

Então, tá, vamos fazer assim: a primeira palavra que alguém postar em comentário aqui, que não seja palavrão, será o tema do próxima palavra de sexta. Ou de Sábado, sei lá.
E as palavras que chegarem a seguir entrarão para a fila.
Poderão ser temas de poemas também.
Tudo depende dela: a inspiração.
Até a próxima!

Foto de Isa Costa

quarta-feira, agosto 16, 2006

Simplicando os degraus

Em dez minutos entra a nova seleção em campo
Uma nova era Dunga pode estar se formando
O suor deve substituir o pranto
O futebol, simples e compacto
É o que espero
E muito gol
Muito

( foto do paraense Breno Peck)

terça-feira, agosto 15, 2006

Plantão Fred Neumann

Da série "Notícias que só existem aqui"...

Descoberto o mentor intelectual da greve das carroças na cidade de Santa Juliana-MG.
Foi o festeiro Carlos Miguel Ronaldo, célebre organizador de festas em fazendas, que ao descobrir que seu principal concorrente Ronaldo Miguel Carlos, o Ronaldo M.C., faria hoje uma festa de público aproximado de meia cidade de Santa Juliana, convenceu os 89 donos de carroças da cidade a entrarem na greve.
Empresas distribuidoras de refrigerantes e águas minerais, além da principal fábrica de picolés de Santa Juliana, ao descobrirem quem foi o mentor da greve, ao invés de denunciarem o fulano, preferiram patrocinar uma verdadeira procissão à festa na fazenda do Ronaldo M.C. Cada roça vizinha terá uma seção de barracas patrocinadas por estas empresas, que darão força para os habitantes e baladeiros de Santa Juliana para chegarem até a festa.

Mais notícias em breve aqui no blog.

Frase matemática

( foto de Leo Reynolds)

Balança eletrônica caseira é igual ao Ibope: mesmo pesando um minuto depois, sempre varia 200 gramas pra cima ou pra baixo.

segunda-feira, agosto 14, 2006

A vida de Quatromila depois de Dark Silvester

* Continuação das andanças de Manoel Quatromila, cujo primeiro post está aqui

Manoel Quatromila apostou quatro mil reais no Dark Silvester. Só para não fugir à tradição da família. Um bom Quatromila que se preze acredita profundamente no número quatro mil.
Vezes cento e vinte que cada real dava ao apostador do Silvester, totalizaram qua-tro-cen-tos-e-oi-ten-ta-mil reais. Foi desta maneira mesmo que o Quatromila acompanhou a leitura labial do Guto Maia, organizador do GP de São Paulo, ao anunciar seu prêmio.
Ao mesmo tempo, os seus neurônios também processavam assim, silabiando expressões de êxtase.
Ca-raaaam-ba. Puuuuu-ta-meeeeer-da.
Tô-rrrrrriiiiiii-cooooooooo.
Em silêncio, claro. Os cientistas ainda não inventaram neurônios que se despedem temporariamente do cérebro de seu dono e vão tomar um açaí na esquina, voltando em vinte minutos.
Neste momento, eles ganhavam tempo para começar a organizar a festa de comemoração do prêmio do Quatromila.
Convocaram reunião urgente do sindicato dos neurônios quatromilaneses, para que a coisa não descambasse para um possível conflito de interesses.
Já há um certo tempo que os neurônios da ala direita-leste queriam partir para um lado mais sombrio da vida, de baladas e bebidas, sendo segurados fortemente pelos neurônios da ala esquerda-norte. Estes sim, os grandes vencedores, foram os que conseguiram convencer Quatromila a seguir para uma vida de apostas em corridas de cavalo.
Tá, foi algo recente, logo na primeira aposta ele já ganhou. Mas o número qua-tro-centos-e-oiten-ta-mil-reais tilintava na reunião do sindicato. O favoritismo era todo para a ala esquerda-norte.
E ela defendia apenas um jantar italiano para os amigos mais chegados de Quatromila.
Regado de vinho. Moderado. Chileno. Suave. Custo-benefício.

domingo, agosto 13, 2006

Pai é, pai não é

O pai dos burros não tem quatro patas
Em nome do Pai não é comprar fiado
Pai-de-santo não é o progenitor dum iluminado
Pai morrer antes do filho, deveria constar nas atas
Vida longa no entanto
Pra não perder nenhum encanto
Pai é maternal, colegial, superior
Seu interior, pai, é seu presente
Pai presente, compartilha o que o filho sente
Pai ausente, não entende filho descontente
Faixa no olho não é o que cega
Mega-sena é o sorriso do seu filho
Uma manhã, água de côco, milho
Pai é para o filho
O que foi o seu pai
Pai não é para o filho
A parte ruim do samurai
Educar bem seu filho, vitória
A seguir, complete aqui
com a sua história
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etc, três pontinhos

sábado, agosto 12, 2006

Espetáculo invertido

O time vai defender com um atacante
No meio, um zagueiro para conflitos
No ataque coloco um jornalista
Será uma goleada acachapante
Receberemos elogios esquisitos
E talvez precisaremos de um analista

A goleada foi contra, perdemos, feio
O jornalista tentou fazer gol de teoria
O atacante, de letra, levou um alfabeto
O defensor agora líbero nota meio
O treinador no final conversou com a pia
A branca que esvai o escalou um inseto
Para o próximo jogo
Para o próximo circo

sexta-feira, agosto 11, 2006

A conversa-10

Eu: Olá, amiga.
Amiga: Olá, tudo bem. Como vão todos?
Eu: Muito bem. E com vocês?
Amiga: Tudo ótimo.

Algumas horas depois...

Eu: Olá, irmã da amiga, tudo bem? Encontrei com sua irmã tal mais cedo.
Irmã da Amiga: Ah é, e tudo bem contigo?
Eu: Tudo, só falta eu encontrar com sua outra irmã.
Irmã da Amiga ( meio intrigada): Pois é...

Logo em seguida...

Segunda Irmã da Amiga: Oi, tudo bem?
Eu: Tudo jóia. Tô encontrando com a sua família toda hoje...

Mal sabia o que me esperava.
No final da tarde, re-encontro com a amiga inicial.

Eu: Pois Amiga, e não é que minha família encontrou com sua família toda ontem e hoje?
Amiga( intrigada): Como assim?
Eu: Ontem, minha esposa encontrou com seu irmão. Hoje encontrei contigo de manhã, depois com suas duas irmãs.Isso significa que faltam só...( deixei para ela completar, achando que faltavam um ou dois somente...)
Amiga: Nove.
Eu ( querendo disfarçar, gênio da matemática e do furo): Ah, são treze irmãos!! Uau!!

Notícias que só existem aqui-4


O primeiro-ministro do Israel, Estupin Curton, acaba de divulgar o lançamento de uma bomba de chocolate sobre a cidade de Beirute.
A atitude contou com os protestos do grupo Rebolah, comandado pela ativista internacional Gretch End, que preferia uma bomba de calcinhas fio-dental sabor cereja.
A cidade de Beirute, a Paris do Oriente Médio, que estava com falta de M & M´s nas lojas da cidade, agradeceu ao Primeiro-Ministro Curton pela remessa gigante. Mas com cautela.
A associação de dentistas da cidade preferiu não comentar o assunto.
A previsão é de que mais de 500 mil abelhas cheguem à cidade nos próximos dias.
As clínicas de emagrecimento em todo mundo já acusaram o sumiço de 480 pacientes.
Aqui no Brasil, tentamos entrevistar Jô Soares, mas fomos avisados de que ele está sumido desde o anúncio do lançamento da bomba de chocolate.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Paulo, Maranhão


Manter um blog nos reserva descobertas interessantes. Para um craque na linguagem dos computadores, este texto deve parecer escrito por um completo imbecil. Mas para outros desavisados, pode ser uma aventura engraçada.
Por exemplo: nunca participei de um reality-show, mas creio que estou no meio de um. Eu sei, e ao mesmo tempo posso estar totalmente enganado, que existe um internauta, que vem talvez de dez em dez dias aqui no blog para saber o que ando escrevendo, para divertir-se, ou enviar um dos posts via e-mail para um amigo, e que mora em Paulo, Maranhão.
Resolvi então primeiramente fazer uma homenagem a esta cidade. Mas antes disso, preciso saber se ela existe. Afinal, o reality-show do Site Meter me diz que moro na cidade de Belo Horizonte. Ás vezes, moro na cidade de Relgio, Espírito Santo. Outra cidade que não conheço. Mesmo assim, dizem que sou morador de lá. Na verdade, moro mesmo com muito orgulho, na cidade de Araxá, terra de Beja, onde o Sol nasce primeiro.
Fui no Google. Procurei pela cidade de Paulo, no Maranhão. Não achei. No site do governo do Maranhão , achei a cidade de Paulo Ramos. Então, declaro que a partir deste momento sou fã da cidade de Paulo Ramos. A não ser que o caro leitor da cidade de Paulo, Maranhão proteste, e nos informe a verdadeira cidade dele. Aí, eu o ajudarei a protestar contra o Site Meter, pra nomear a cidade dele de forma correta. Enquanto isto, viva Paulo Ramos.
Já de posse da informação sobre a nova cidade do qual sou fã, achei suas informações na fantástica Wikipedia.
Em 2004, a cidade tinha 19.154 habitantes.
De um deles, eu sou fã de carteirinha. Por voltar a este blog com frequência.
Peço até a ajuda dele pra descobrir quem foi Paulo Ramos.
É a minha próxima missão.

quarta-feira, agosto 09, 2006

A conversa-9

Amigo das Antigas 1: Ô, Amigo das Antigas 2, tô procurando por um e-mail que eu vi tempos atrás, onde mostrava um homem andando por cima das águas de uma piscina.
Amigo das Antigas 2: Ô, Amigo das Antigas 1, eu soube de um cara que andava por cima do Mar Vermelho, mas isso faz um tempão...

* A série " A conversa", presente neste blog, só registra conversas que realmente aconteceram.

terça-feira, agosto 08, 2006

Cachorros no campo, não


Cabeceadores, postem-se do lado direito
Voleiadores, achem seu local no ataque
Cruzadores, na cabeça é o que aceito
Açougueiros, não entram nem com achaque
Da mesma forma, os cachorros

Veio aqui o representante canino principal
Até que não falou mal
Reivindicou uma posição no gramado
Seja ele em qualquer estado
Não conseguiu, só no canil


Ouço falar que centroavantes chegam a ser cachorros
Não conheço cachorrros sendo centroavantes
Podem até trazer trinta e três exemplos
Não darei aos caninos coletes, calções ou gorros
Não adianta chegar aqui dez horas antes
Não farei de vocês heróis destes templos

Permaneçam exaurindo seus excessos nas calçadas
Procurem por suas amadas
Reservem um lugar nas arquibancadas
De lá, sempre serão melhores amigos

* Poesia inspirada nesta foto do jornalista Nemo Nox

A conversa-8

Desde já aviso que o conteúdo desta conversa real travada há uns dias não tem o menor propósito de diminuir intencionalmente o nome, apesar de que é da crença de todos que já a escutaram que o dono do estabelecimento deveria pensar seriamente em nomeá-lo de outra forma.

Marido: Esposa, olhe ali, aquela é uma loja que parece vender doces e salgados regionais, mas o dono foi azarado.
Esposa: Por que você diz isso, Marido?
Marido: Olhe ali, Esposa, a loja se chama Cantinho Cheiroso. Se chamarmos a loja somente pelas iniciais, viraria CC.
Esposa ( já rindo muito)
Marido ( continuando): Eu é que não me inspirei a visitar o local. Ele deve sim é chamar a atenção da Vigilância Sanitária.

A conversa terminou em risos. O dono do local, que não tem culpa nenhuma, foi vítima de uma tiração de sarro típica de um casal procurando algo pra se divertir no início do dia.
Mas o autor deste blog acredita seriamente que ele deveria mudar o nome do seu estabelecimento. Ou não, caso queira continuar ganhando publicidade gratuita. O problema é a qualidade desta propaganda.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Derivações do futebol

Quem ama futebol acaba se descobrindo envolvido em várias derivações dele.
Não somente assistir ao jogo de quarta-feira à noite na Globo.
Eis algumas possibilidades de derivações do futebol encontradas por aí:

1- Colecionar figurinhas da Copa do Mundo, da Panini. Para o meu álbum, faltam 86 figurinhas. Quem tiver também, mande um post.
2- Jogar jogos de gerenciamento de times de futebol. Atualmente eu gerencio o Araxá no GameGol , o Gornik Zabrze da Polônia e o Kingstonian da 3a. divisão inglesa no ManagerSim
No GameGol, criei até uma liga, a Liga TDO, sigla de Turma do Olé, sendo Olé proveniente do extinto jogo Olé ( coloquei o link só por saudade, você não achará nada nele).
3- Ao invés de enciclopédia ou wikipedia de assuntos gerais, um anuário só sobre futebol. Eu tenho o do ano 2002 lá em casa.
4- Quando eu tinha 10 anos, meu pai prometeu me levar à final do Brasileirão, onde quer que fosse. Eu torci como nunca para o Bahia, para poder conhecer Salvador. Naquela época, 1984, o Bahia tinha time. Mas acabou dando Flamengo e Santos na final, 3 a 0 para o time de Zico. Eu e meu pai acabamos presenciando o recorde de público da história do Brasileirão, até hoje, 155 mil pagantes. Com direito a Serginho Chulapa dando voadora no juíz. Na entrada do jogo, bandido à moda antiga, tentou roubar a corrente do pescoço de meu pai, que fechou a janela pela maçaneta. O ladrão desistiu. Caso fosse a final de 2006, eu não estaria aqui pra relatar esta história.

Melhor ficar por aqui hoje. A lista é extensa.
Depois eu volto e conto mais.
Um mês depois da série de poesias sobre a Copa , eu já estava com saudade do tema.

domingo, agosto 06, 2006

Rito de bons fluídos ao Bernardo

Sou tio, pela primeira vez
Vejo na minha frente meu sobrinho
Primo de nosso filho, lindo
Bernardo, foi meu irmão que fez
Idaiane também, obrigado, Lilinho
Cinco de Agosto, Bê, seja bem-vindo

Foi cesária, três quilos, seiscentas gramas
Cinquenta e um centímetros belos
Os olhos no fraldário já abrindo
Um momento só pra eles, amor em chamas
Ardendo de alegria, aumentando os elos
Vejo nossa família cada vez mais sorrindo

Idaiane guerreira,Bernardo belo recém-nascido
Bruno, troque a fralda, querido
Que venham décadas muito felizes

sexta-feira, agosto 04, 2006

As notas do senhor

Quatorze mil por mês, pagos nota a nota
Pergunto se já está bom para o senhor
Não, não, quero bagunçar, chutar planalto
Mais dois milhões e reconheço derrota
Mas senhor, não é muito pra banir terror?
Esta quantia de notas não te pegam de assalto?

Não, não, as notas são minha vida, viva, viva
Recolho algumas delas e vou para a bagunça
Quero destruir tudo, quero viver impune
O que é isso, senhor, outros não criam nem saliva
Não conseguem comprar pirulito para a criança
São estes pensamentos que vos une?

Errado, eu quero as notas para o oposto
Deixo o país a passar fome, destruo o que posso
Vivo como marajá, anão, sanguessuga ou ladrão
Ok, senhor, você vive para as notas sem rosto
Para as notas dos jornais, com quatorze mil reais
Eu só posso terminar esta poesia lhe dando um safanão
paaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaf

quinta-feira, agosto 03, 2006

Notícias que só existem aqui-3

O técnico Telê Santana, aproveitando a Desenterra, nova invenção da medicina que ressuscita mortos com até 1 ano de óbito, voltou à vida, e logo foi convocado pelo presidente da CBF, o ex-jogador Raí, para comandar a seleção.
A CBF por sua vez está se utilizando do Fisicamina, um programa hospitalar que rejuvenesce em até 30 anos quem for a ele submetido.
E com isso, nesta quinta-feira, 3 de Agosto de 2006, o técnico Telê Santana anunciou sua convocação, que promete abalar o mundo do futebol com tantas feras.
Contando já com alguns atletas que passaram pelo Fisicamina, eis os 23 convocados:

Goleiros
Taffarel
Marcos
Leão

Laterais
Carlos Alberto Torres
Cafú
Júnior
Nilton Santos

Zagueiros
Aldair
Lúcio
Luís Pereira
Márcio Santos

Meio-Campo
Dunga
Falcão
Rivelino
Gérson
Tostão
Sócrates
Cerezo
Zico

Atacantes
Pelé
Romário
Ronaldo
Jairizinho

Vale lembrar que nem todos os grandes do futebol brasileiro passaram ainda pelo Fisicamina.
Dependendo dos resultados desta nova convocação, poderão ser chamados outros craques, que venham a substituir aqueles dentre as legendas que estejam jogando só com o nome.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Tour de blogs-1

Resolvi fazer uma tour de blogs, partindo da lista de links deste blog aqui mesmo.
A idéia é viajar até cansar por hoje, ou até o tempo permitir, ou ainda, até chegar a um blog sem links.
Coisas de mochileiro-com-necessidade-latente-de-viajar-mas-impossibilitado-no-momento.

Começo então pelo blog da Mariana Nisemblat. Lá, o Gilco demonstrou ser um inveterado mamador, cruel, não poupando ninguém. Belo conto, com a marca registrada-ácida da Mariana.
Da lista de links dela, gostei muito do título " incremente a tela escrita", já que sopinha de letras ainda é meu forte/fraco, e lá fui eu.
Descobri que preciso de um design bacana como o desse blog.
Ele é escrito na língua inglesa. Descobri que existe algo no mundo chamado " Pullip Pixels", algum tipo de categoria de pixels que parece deter o amor de muitas pessoas. Ela até criou um tipo de comunidade para esses pullips, no tal de Hyves . Para mim, ainda é " tal" porque não fui visitar. Algo como o My Space.
Mas prossigamos a viagem. Fui parar no Oh-Bebe, e descobri que esses pullips realmente devem estar virando mania, pelo menos em alguns grupos.
Afinal, deste blog fui para o blog da Kanu. Lá também estava recheado de abelhinhas e flores.
O único link da lista dela também já antecipava cenários bonitinhos.
Nesse momento, a viagem me pareceu ficar como uma estrada reta da Bandeirantes.
Pacata, porém muito eficiente.
Resolvi desempacotar a mochila, hospedar-me numa pensão conhecida do seu Daio, passar um tempo lá, para quem sabe recomeçar esta viagem outro dia.

De política

Fidelizar é ser fiel a Fidel?
Podem ser as últimas charutadas vermelhas
Passará ele o anel?
O de ouro, o de fogo ou as últimas centelhas
Juros baixos, economia plena
Promessas de Heloísa Helena
Politizar ou poetizar eis a questão
Passar o bastão, ou ficar mais tempo no ar
No mar, qualquer lugar, menos no palácio
Mais de mil dias viajando
Critiquei o Fernando
E viajei mais do que ele
A conta vai pra quem?
Passo

terça-feira, agosto 01, 2006

A refeição do senhor

Olá, senhorita acolá, veja-me um chá de poesia
Meu senhor, pode ser com duas colheres de alegria?
Com agrado, mas coloque a tristeza de lado
Desta forma, virá açucarado, meu senhor

Para comer, aquele sanduíche de inocência de sempre
O senhor gostaria de uma pitada de malandragem?
Devo recusar, pra não alterar meu nível de camaradagem
Tudo bem, desde que o sabor seja um que se lembre

De sobremesa, uma torta que não entorta?
Desde que não seja diet em índices morais
Mas senhor, deu hoje nos jornais
A torta que não entorta absorve os tribunais
Cara senhorita, absorvendo a parte boa, traga

Teria neste restaurante um banheiro honesto?
Seria meu senhor um com bidê que não mente?
Pode ser, senhorita, mas deve ter onde lavar almas
Isto tem, só não peça toalhas brancas, que detesto
Atendente que não mente, me sinto presente
Volte sempre, meu senhor, terá sempre nossas palmas

segunda-feira, julho 31, 2006

Poefrase-1

As guerras deveriam acabar em milésimos
As belas relações entre pais e filhos, estas devem durar por infinitésimos.

quinta-feira, julho 27, 2006

A conversa-7

Essa é recém-saída do forno. Acabei de manter esta conversa com um dono de van, amigo meu.
Pode se preparar para rir, principalmente se você contar esta história pra outro, enfatizando o lado engraçado.

Fred Neumann: Olá, Dono de Van,Amigo Meu, tudo bem? Olha só, eu estava passando pela Calimério Guimarães ( você, contador de causos, pode substituir este nome desconhecido por "rua ali embaixo"), e vi uma van parada, com um adesivo colado no vidro escrito " Excurções", com c cedilha mesmo. Você sabe quem é o dono desta van?
Dono de Van, Amigo Meu: Uai, Fred, a minha van não é não. Na minha, está escrito com x.

segunda-feira, julho 24, 2006

Notícias que só existem aqui-2

Nesta segunda-feira, 24 de Julho, belo dia de Sol por sinal, cientistas descobriram a fórmula para uma famosa fábrica de chocolates fabricar o primeiro chocolate que emagrece quem come. Dentro desta inovadora fórmula, descobriram também que o chocolate Deslimcioso, como está sendo chamado, faz diminuir a taxa de colesterol ruim. 30 minutos após a divulgação da descoberta, já estava no site da empresa a possibilidade de adquirir lotes do chocolate. Segundo a assessoria de imprensa da fábrica do chocolate, Jô Soares já encomendou 19 mil caixas do chocolate. Segundo ele, " apesar de gostar de ser gordo, não posso resistir á tentação de emagrecer fazendo o que mais gosto no vida, que é comer chocolate".
A fábrica do chocolate Deslimcioso afirmou que restringirá a venda do chocolate para modelos anoréxicas. Para elas, somente com receita médica, e limitada á quantia de uma barra por dia.
Segundo o economista Lúcio Chato, as vendas do chocolate prometem fazer a indústria do chocolate ultrapassar a do petróleo. " Temos um novo Diamante Negro. E desta vez, não é apenas o nome de um chocolate, mas sim o próprio chocolate que será mais diamante que o petróleo", disse o Chato.
Os autores de livros de dietas prometem um boicote, programado para acontecer nesta quinta-feira.

domingo, julho 23, 2006

Sons bêbados

Senti pedra
Sumi tanto
Marquei, sim
Como quis estar
Não sem dó
Amor em dó
Cria pia
Afoga dor
Água na barra
Farra na pilha
Ré, saco
A ré pende
Ao lado mais frasco
De ramo desconhecido
Ré saci dó
Ré nasce
Em frente

sábado, julho 22, 2006

Notícias que só existem aqui-1

Neste Sábado, na Fazenda Ribenlouquers, foi achado um pé de dinheiro. Segundo cálculos do Ministério da Fazenda, que neste caso fez-se representar pelos dois sentidos da palavra, o pé consegue produzir 100 euros, 50 dólares americanos e 5 reais por hora.
Não se sabe a razão da preferência do pé de dinheiro pelo euro, mas imagina-se que é um pé antenado com a atual realidade.
Segundo o proprietário da fazenda, Riben Louquers, até o presente momento nenhum movimento sem-terra conseguiu adentrar sua propriedade. Acredita ele que a astronomia poderia explicar.
Com o dinheiro arrecadado com seu pé de dinheiro, Riben pretende ficar rico.
Descobriu também que consegue retirar uma muda de seu pé por mês.
Pretende doar uma muda para O.N.G.´s de combate à fome, à corrupção e para pesquisa de doenças.
Caso dê certo, continuará morando no Brasil.

quarta-feira, julho 19, 2006

Buscando a máquina fotográfica digital do ano

Cinquenta e tantos quilômetros rodados e Gui Jones foi sentir falta de sua máquina fotográfica digital do ano, com trocentos pixels e centenas de reais de valor sentido no bolso. O problema era o horário avançado. Cinco e meia da tarde. Gui Jones não viaja à noite. Pediu à sua trupe no carro ( três pessoas) pra vasculhar tudo em busca do ouro perdido. Nada. Apenas alguns telefones de filiais das lojas do shopping de Uber-Land onde foi, mas nenhuma filial era do próprio shopping. Não importava. Ligou para as tais filiais em outras cidades, conseguiu alguns telefones. Nada. Sobrou apenas uma loja, que não tinha telefone na sacola.
Devido ao alto valor da máquina fotográfica digital do ano, Gui Jones e sua trupe voltaram para Uber-Land. Foram direto para a primeira loja onde Gui havia feito uma piadinha com a atendente, sobre sua nada confiável memória. A atendente havia ofertado o espacinho atrás do balcão para colocar suas diversas sacolas de livros e roupas, mas Gui inicialmente recusara, só aceitando depois e explicando mais uma vez seu problema memorial. Por estas arrumações do destino, em sua primeira tacada acertou. Esquecera sua máquina fotográfica lá, na loja sem telefone na sacola. Não no espacinho atrás do balcão, mas pendurada no trocador que utilizara para escolher duas camisetas cujo preço total foi de algumas centenas a menos que o preço da máquina fotográfica digital do ano. Agradecimentos feitos, elogios á honestidade do local, Gui Jones e sua trupe partiram. Não pra seguir viagem, já era tarde, mas para a segunda parte deste mini-conto-blog: a busca por um hotel com preço baixo, só pra passar uma noite.
A maioria destes hotéis modernos não têm muita agilidade para a negociação, é aquele preço e pronto. Falta gerência ativa no local, talvez diriam os consultores-gurus-que-ganham-fortunas-em-palestras-prontas. Só esquecem que o cliente também fixa um preço na sua cabeça e pronto. Desta forma, o primeiro hotel que finalmente mostrou aquela simpatia estampada na cara, e uma possibilidade de negociação já que o gerente deles certamente era um gerente-ativo, conseguiu a nossa aprovação. Preço que queríamos, bom atendimento. Pra que mais?
Bom, um confortozinho não faz mal. Uma TV a cabo no dia que está passando mais um capítulo inédito de " Lost" na TV fechada caiu muito bem. Para os que lerem este mini-conto blog daqui a alguns anos ou décadas, " Lost" foi um seriado de muito sucesso mundial, em várias mídias ao mesmo tempo: TV, Internet, revistas, jornais. Como pré-jantar então, foi um belo aperitivo. Acabado o episódio, faltando alguns minutos para o encerramento das atividades culinárias do hotel no dia, lá fomos nós buscar o restaurante. Quarto andar, disse Clenivaldo. O Baiano como ele prefere. O moço da recepção, para memórias fracas como a de Gui Jones. Deveria ser uma tarefa simples para hotéis simples. Mas no Uber-Land Super Mágico Hotel, nada é igual aos outros engessados hotéis. A experiência precisa ser diferente, "encantar o cliente é nossa missão". Lá foi então a trupe de Gui Jones para o jantar no quarto andar. Pegaram o elevador. Olharam para os botões. Não havia um para o quarto andar. O último era o terceiro. Tudo bem. Mágica.
A chegada ao terceiro andar foi tranquila. Dez segundos para todo o processo. Ao sair do elevador, Gui Jones olhou para o canto superior direito da parede do corredor, uma placa indicativa. A seta indicando o restaurante do quarto andar não indicava exatamente a escada. Se fizessem o que a seta pedia, a janela era o destino. Como Gui Jones não acreditou se tratar de um hotel suicida, subiram a escada. Pareceu a chegada ao melhor e mais famoso parque de diversões do mundo, mas ao invés do castelo lá estava no final do corredor o famoso Restaurante do Quarto Andar. Três pratos executivos para quatro pessoas depois ( um da trupe, o Neném de Um Ano, come menos) , e o miniconto-blog chega ao fim. A viagem só terminaria no dia seguinte, junto com o resto do dinheiro.

domingo, julho 16, 2006

As 10 melhores frases pra se dizer ao seu cachorro

10- Fora, Tiu!
9- Quer esse resto de macarrão que eu jogaria no lixo?
8- Bom dia, Rex...schlurrrp ( o resto da frase não houve devido á intervenção canina)
7- Tiu, Tiu, lambe o chão aqui, ó ( caiu molho de cachorro quente, você adia um pouco a limpeza pra manhã seguinte)
6- Hey, Bill, vamos comigo pra uma corridinha de 10 quilômetros! ( ponto de exclamação, não interrogação)
5- Cara, minha noite ontem com a sua dona foi incrível ( continuei a conversa, mas censuro aqui)
4- Pega a bola, Toby( aí, você finge que joga, mas esconde a bola, ele sai correndo feito um louco e volta, aí você joga a bola)
3- Pega essas pipocas aqui, Pluto ( sempre cai pipoca no chão, ele é um bom amigo nessa hora)
2- Caramba, Snoopy, que dia difícil ( essa frase é boa se você estiver sozinho em casa, quiser desabafar, mas sem escutar algo de volta)
1- A gente te ama, Penélope ( declarar o amor ao cachorro sempre faz bem, assim ele/a vai continuar contribuindo para suas maluquices)

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Reconheço que esta lista é de minha autoria.
Afirmo não ser retirada de nenhum e-mail por aí.
Assumo inclusive as peculiaridades, e o nome da última cadela, Penélope, o único nome relacionado á minha realidade. É a cadela aqui de casa.
Preferi não citar o Fred, cachorro de minha prima.
Afinal, nunca soube se foi uma homenagem ou um pequeno ato de vingança bem-humorada.

sexta-feira, julho 14, 2006

Poesia dos números

Precisa explicação ao falar de sessenta e nove?
Infernalmente falando, um meia meia meia
No inverno ou não, ás 17 quase sempre chove
Mais em Londres, terra do chá bem antes da ceia

Já criaram o Expresso Dois Dois Dois Dois
Escutei, é música, das boas, do ministro
Um minutinho é quando deixam pra depois
100 pista é quando ninguém deixa rastro

Sete sete azar é usado por alguém malvado
Pode estar ao seu lado, mande-o um treze
24 pra não dizer mais é o número do veado
Na loteria, sei, me engana, um terço, reze

Vou contar até três pra você me devolver
A colher, das de sopa, dez gotas d´uma vez
Trinta e dois é o calibre do revólver
Nota zero pelo pouco que ele fez

Sete anos para entrar no primeiro grau
Dois anos para querer bem mais que mingau
Dezoito anos para entrar sozinho na festa
Ou serão dezesseis, para não ter que passar pela fresta?

Sessenta anos pra furar a fila do banco
Um sete um para fingir que tem esta idade
Camisa dez se joga mais do que só afinco
Nota dez pra quem só fala a verdade

Há quantos minutos você está comigo nesta?
Se ler um livro por semana, quantos lerá na vida?
Se o livro for ruim, mude, não deixe-o cair na testa
Pode ficar tarde demais pra curar a ferida

Qual o tamanho certo de uma peça literária?
Poesia boa tem tamanho exato?
Vinte e quatro horas é sua medida horária?
Quantas notícias compõem um fato ?

Ache as respostas e coloque-as aqui
Pode rabiscar, a poesia já é sua

quarta-feira, julho 12, 2006

A conversa-6

Uma estudante de intercâmbio, loira legítima e bem inteligente, após um ano no Brasil estava de volta á sua cidade natal nos Estados Unidos. Ao chegar lá, quando ligou para a família que a hospedou no Brasil, manteve a seguinte conversa com seu " pai de intercâmbio":

Pai de Intercâmbio: Olá, filha de intercâmbio, como foi sua viagem de volta?
Filha de Intercâmbio: Foi tudo muito bem, pai de intercâmbio, apesar de ter esquecido meus CD´s no seu carro, e o livro que eu comprei no aeroporto tava meio chato.
Pai de Intercâmbio: E me diga, quais são as primeiras sensações ao chegar de volta ao seu país?
Filha de Intercâmbio: Já sinto falta de falar português sempre. E Nossa Senhora ( sim, ela adquiriu muitas gírias e expressões brasileiras), nunca vi tanta gente loira na minha vida!

segunda-feira, julho 10, 2006

31o. dia, a grande final

A final começa com o encontro de dois craques
Zidane e Buffon, o gênio e o melhor goleiro
Zizou cobra diferente, a bola bate na trave antes
Um a zero, rirá melhor quem chorou primeiro

Antes de proferir sua mais decisiva frase
Aproveitando seus centímetros de vantagem
Estava lá para empatar o zagueiro Materazzi
Decidiu a Copa com a cabeça e a molecagem

A prorrogação começa, é hora de algo mais
São os minutos finais da carreira do Zinedine
São lances detalhistas que podem ser fatais
Mas o que viria, não há nada que nos vacine

Estavam lá as frases de Materazzi, apocalipse
O que seria um grand finale, virou vaia
Ninguém no mundo pensou nesta hipótese
O grande mestre Zidane saiu da raia

As penalidades máximas decidem novamente
Nestas coincidências, Trezeguet, vilão antigo
Para acertar, precisava do olhar presente
Não fez isso, foi da Itália seu melhor amigo

Um time azul foi tetra
O outro ficou próximo
A festa foi no Circo Massimo

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O autor deste blog agradece a todos que acompanharam os dias e mais dias de poesias futebolísticas.
Foi um deleite escrever cada uma delas!
Aos antigos leitores que não curtem muito futebol, é hora de voltar.
A variação de temas voltará também.
Assim manda a vida.
Assim agrademos a gregos e romanos ( homenagem á Itália, tetra-campeã, e sua grande festa de Roma, pra lembrar que o futebol continuará com seu espaço cativo neste blog).

30o. dia do terceiro

Na disputa pelo terceiro surgiu um chutador
Com dois mísseis, um agarrável, um sem chance
E um terceiro de Petit contra, que dor
A Alemanha terminou com lirismo o romance

Como se não bastasse escapar a vitória
Portugal não conseguiu igualar seu feito
Da Copa de 66, o terceiro com Otto Glória
Nada porém tirará o orgulho do peito

Para estes dois países
Vimos reforçar suas raízes

28o. e 29o. dias: a espera

Para os alemães, um prêmio de consolação
Para os portugueses, igualar o terceiro
Para os italianos, o tetra da consagração
Para os franceses, coroar a carreira do guerreiro

A espera fará
Uma nova era

sábado, julho 08, 2006

27 dias depois, os finalistas

A Copa dos volantes escolheu seus finalistas
Com um gol e de pênalti, a França avança
Henry achou um pé luso na frente, artista
Zidane cobrou no canto, vibrou como criança

Foi uma partida de malabarismos de Barthez
O goleiro sortudo rodopiou a bola após falta
Lance de se guardar, realmente um arqueiro cortês
Conta com a sorte ao seu lado, atrás, em volta

Quando Deco não brilha e Maniche também
Vemos Portugal sem alguém pra decidir
Quando nenhum dos times vai além
Convida o boi, o francês e o luso a dormir

Está chegando a hora da despedida de Zizou
Quando o campeão certamente vestirá azul

sexta-feira, julho 07, 2006

26o.dia: a Grosso modo

Se podemos resumir, a Grosso modo
Com um passe de Pirlo olhando pro lado
De amador a conquistador, a curva do lateral
Caiu em gol que abriu as portas da final

No meio da guerra do meio e da defesa
Atacou Lippi e sua arma secreta
Surgiu Del Piero de luz acesa
Disparado em linha quase reta

Dois gols na prorrogação contra os números
Alemanha nunca perdeu nos pênaltis
Itália aí não teve momentos prósperos
Por isso, lutou para definir antes

O espetáculo veio para quem teve faro
E por todo lado, o onipresente Cannavaro
Klose, Ballack e a emoção de Klinsmann
Valeram para a Copa como a força de um imã

quinta-feira, julho 06, 2006

25o. dia: relembrando

Parque de diversões maravilhoso
Gramado ovacionado por estrelas da bola nos pés
No vigésimo quinto dia não descanso
Vamos listar as alegrias proporcionadas
As sapatadas angulares de fora de área
Joe Cole e Maxi Rodriguez
Obrigado, mil vezes
A vontade germânica de unir um país
Levou ao campo toda vontade que quis
Que conseguiu, que lutou
Amou o jogo e não entregou-se no meio
O futebol sem receio de Gana
Como sempre uma surpresa africana
Sem este adendo não tem Copa
Só com perfeitos da Europa
É preciso saliência
A arte da desobediência
Que traçou histórias mais ricas
De países pobres mas na glória
De participar de uma Copa
Ficará na memória
Vejam a alegria mesmo na degola
De Angola
De um país que não teve muita audácia
A Croácia
Para eles, artistas de primeira viagem
Foi a mais bela paisagem
Esta Copa das defesas
Luzes acesas
A cada quatro anos
A explosão por todos os cantos
Horário bagunçado
Mas compromisso marcado
Com o auge do boleiro
A Copa é do mundo inteiro

quarta-feira, julho 05, 2006

24o. dia de Copa: a ressaca

Um país acordando com ressaca moral
Estomacal
Sentindo mal
O país do futebol acordou com Sol
Sem sal foi ontem
Isto é só um esporte
O coração tem que ser forte
Pela Seleção, não precisa de vintém
Já que faltou ação, renovação
Já que sobrou comercial, anúncio
De um novo técnico
De uma nova cara
Quem sabe sara
A ressaca do sono estrelado?

segunda-feira, julho 03, 2006

23o.dia lembra a maestria de Zidane

Eriksson despediu-se do cargo de forma familiar
Perdeu pela terceira vez para Scolari
O jogo foi sem gols, mas quase não deu pra respirar
A seleção de Portugal ainda não achou quem a pare

Disputa de pênaltis, loteria só pra quem não entende
No final só um contente, e o herói sempre o goleiro
Desta vez foi Ricardo, com três defesas decretou The End
E um treinador que incendiou de amor, um país inteiro

Para o Brasil, esta Copa acabou, mas 98 continua
A maestria de Zidane comprovou a freguesia brasileira
Aquela final no Stade de France, agora sim a verdade crua
A nação francesa mais uma vez talentosa e guerreira

A bola cortava a frente dos brasileiros, " opa, não vi "
Bola na mão de Ronaldo, sem marcar penalidade
Juíz bonzinho, Zidane não, cruzou nos pés de Henry
Mais um carrasco para a lista, ô maldade

22o. dia e a força da casa

A força da casa foi a energia dos alemães
Os argentinos abriram o placar com Ayala
O time da casa igualou com Klose
O jogo seguiu lutado como briga de cães
Nos pênaltis, Lehman lia um papel, analisava
Pegou dois, adeus Argentina, perderam a pose

A Itália acordou na Copa, fez três com estilo
Parecendo estar em cochilo, a Ucrânia caiu
Foi sua primeira Copa, volta orgulhosa
Luca Toni voltou a fazer gols a quilo
A bola a seguí-lo, sua artilharia surgiu
Azzurra passa para as semis em polvorosa

sexta-feira, junho 30, 2006

A conversa-5

Um rabino, pesquisador, chega a uma cidade do interior para descobrir quantos judeus moram nesta cidade.
Vai direto na casa de um judeu alemão, que mora há anos na cidade.

Rabino: Olá, estou fazendo um censo para descobrir quantos judeus existem no Brasil, e aqui nesta cidade, começarei por você.
Judeu alemão: Pois pode começarrr comigo e terminarrr aqui mesmo. Judeu aqui nesta cidade, só eu.

A passagem do rabino pela cidade foi bem rápida.

Descanso



Nestes dias 20 e 21 dia de Copa do Mundo, a poesia ganha um descanso.
Aproveito para comentar um fato engraçado que aconteceu na web brasuca hoje.
O Olé é um jornal argentino que adora provocar o futebol brasileiro.
Pois hoje os brasileiros descontaram.
O jornal online fez uma enquete perguntando qual seria o resultado da partida entre Argentina e Alemanha, nesta sexta-feira.
Algum brasileiro mais avisado descobriu, e espalhou por aí.
O resultado: em poucas horas, a opção " Alemanha ganha no tempo regulamentar" ultrapassou todas as outras.
O resultado 2: o jornal retirou a enquete do ar.
Provavelmente espumando de raiva.
Pelo menos hoje, a vitória foi brasileira.
Só falta levar esta avalanche para os gramados.

quinta-feira, junho 29, 2006

19o. dia e os recordes brasileiros

Ronaldo deve estar gordo de recordes
enganou o goleiro de Gana e pronto
em 4 copas já são 15 gols feito acordes
um jogador que serve pra ilustrar um conto

Cafu com 19 partidas é o recordista brasileiro
Ninguém jogou mais que ele, o moço do Jardim Irene
No jogo contra Gana, vimos um Lucio guerreiro
Um Zé Roberto com gol, fechou um Brasil solene

E Zidane acordou, terá sido a beleza torta de Ribery?
Ou o pênalti que abriu o placar para a Espanha?
Vieira decidido a ser a França a última a sorrir
E mestre Zizou completou a festa na Alemanha

As quartas-de-final merecem comentários
Brasil e França, final de Copa antecipada?
Ou uma vingança dupla para os canários?
Esperamos sim, que Zidane faça sua despedida
Animada

18o. dia, não levou gols, nem classificação

Um dia de poucos gols merece poucos versos
Um dia inteiro só com gols de pênalti
Um pênalti que não foi, socceroos aos soluços
Não vimos uma Itália que se exalte

Suíça e Ucrânia ganharam o Oscar do medo
Não me ataque que eu não penso em vitória
Os pênaltis decidiram quem foi mais cedo
Sobrou para os suíços, que entraram para a história
Voltaram pra casa sem levar gol
Castigo pra quem não quis alçar vôo

segunda-feira, junho 26, 2006

17o. dia, 11 partidas, 11 vitórias

Inglaterra e Equador deu dor de ver
Se a partida só teve um gol
Um grande responsável foi Ashley Cole
Desviu um chute que no gol ia morrer

O galã, o metrossexual, o popstar
Pode ser tudo isso, mas foi Beckham guerreiro
Cobrou uma falta que foi amiga do ar
Abriu o placar e correu no jogo inteiro

E como não louvar Luis Felipe Scolari ?
Com seu recorde de 2 Copas e 11 jogos
11 vitórias, ninguém surgiu ainda que o pare
Até agora, foram só alegrias para dois povos

Maniche é o volante do chute bonito
Miguel é o voador do corredor aberto
Vimos contra Holanda um Portugal infinito
Agradecemos aos lusos pela arte do incerto

domingo, junho 25, 2006

16o. dia, primeiro das oitavas

Furacão, tempestade, terremoto, energia da torcida
A seleção alemã, toda atenta e aguerrida
A Suécia pega na bola
Sem respirar
A Alemanha arquiteta jogadas
Para marcar
Parecia a Suécia num passeio no bosque
E a Alemanha destruindo com Podolski
Dois a zero, passaporte para as quartas
A Suécia não chegou a tirar fina
Será a Argentina?

Em seu jogo contra o México, Sorín pouco fez
Um petardo de Pardo na área, gol de Rafa Marquez
Em pouco tempo, empatou Crespo
Sem respirar
O jogo ficou equilibrado
Sem mais ninguém marcar
O tempo passa, o juíz anula gol
Messi faria, México cairia
Prorrogação
Voltam os latinos á ação
Então perto do fim
Ressurge Sorín
Com um cruzamento
Parecendo casamento
Entre seu pé e o peito de Maxi
Que se lembrou de Maradona
E a bola ficou lá paradona
No fundo do gol
Depois de uma pintura
Que formosura

Em 15 dias, terminou a fase de grupos

Quinze dias, valeu a espera, belos espetáculos
Os grandes mostraram todos seus tentáculos
Todos ex-campeões de Copas estão classificados
Menos o Uruguai, que não veio, foi pra outros lados

Neste último dia, alegria, Zidane sem aposentadoria
Presente de aniversário para mestre Zizou e Vieira
Pelo que hoje vi, gostei de Ribery, joga com sabedoria
Dois a zero em Togo, França volta na terça-feira

Encontrará com a Espanha, que ganhou os nove pontos
Sauditas e Tunísia tchau, vamos para o jogo da Suíça
Dois a zero na Coréia do Sul, que só levará seus contos
Começa a fase-mata-mata, a fase da precisão maciça

sábado, junho 24, 2006

14o. dia de Copa, Ronaldo passou Pelé

Gornaldo, Bolha...apelidos por brasileiros sem memória
Quem mais deu ao seu povo tanta glória?
Ronaldo fez o décimo quarto, no dia quatorze também
Foi um placar farto, quatro a um pra ficar de bem

Amém para Hiddink, o técnico dos milagres
Levou os coreanos ás alturas, agora os australianos
Fizeram o primeiro gol em Copas, não são mais bagres
Estão nas oitavas, e croatas esperarão mais quatro anos

Chegou a hora do E, o grupo equilibrado
A Itália conseguiu vencer a Tcheca, que se despediu
Gana manteve o brilho africano e o mundo maravilhado
Os americanos das últimas Copas, ninguém viu

sexta-feira, junho 23, 2006

13o. dia de Copa e as 10 de Felipão

Felipão já desfila 10 vitórias consecutivas
O recorde vai durar ou ser batido nas oitavas
Maniche e Sabrosa silenciaram mexicanos e seus vivas
Será que vão mandar os holandeses para as favas?

Irã e Angola, a partida da degola
Não tinham mais chances, perderam pontos antes
Argentina e Holanda, o clássico foi sem bola
Pareciam arfantes, amarrados por barbantes

Um país que chegou ao fim, e Costa do Marfim
Jogo histórico, o último de Sérvia e Montenegro
Que voltem separados, mas com muitos gols assim
Nada melhor que 5 gols, pra acabar com placar magro

quarta-feira, junho 21, 2006

A Alemanha foi o destaque do 12o. dia

Klose lembra " fechar" em português
Mas quem abriu o dia foi este polonês
Do país que saiu da Copa, mas deu 5 gols
Para Polônia e Alemanha, que naturalizou-os
No almanaque do dia, Alemanha é o destaque

O Equador viu o crescimento germânico
É de dar pânico, ou os locais pararão nos grandes?
Não se sabe se sairão antes, ou se levarão o caneco
Se escutarem o eco da imprensa, na final têm presença
Não querem o hexa, fazem de tudo para que o impeça

O joelho machucado de Owen foi uma pena
Ingleses e suecos empataram em dois
Ué, imprensa européia, onde estão os heróis da cena?
Podem até ganhar a Copa, mas isso ainda é depois
Ora, pois, ora, pois, olha ali o Felipão...

segunda-feira, junho 19, 2006

11o. dia de Copa, Dia de Sheva

Quiseram cegamente um prêmio, togoleses, receberam
Um chocolate...Suiço
Pequena barra dele, de 2x0, Frei e turma deslancharam
Prontos para as oitavas...ou sumiço?

Em seguida vimos Shevchenko acordar, pra Copa nasceu
A Arábia Saudita...já arma saudades
Ucrânia 4x4, de quatro apanhou, com quatro devolveu
A fome aumenta...por gols beldades

A Espanha não queria mais nas nádegas, colocou Fábregas
Para a frente...veio Raul
A Tunísia surpreendia, mas com defesa lançada ás pândegas
Caiu por Torres...ao vermelho e azul

domingo, junho 18, 2006

10o. dia de Copa, Brasil melhora

Zico persegue a qualidade, o atacante faz maldade
O técnico croata vê o filho concluir sem esmero
Substitui o filho Nico, que não deixou saudade
No Japão entrou Oguro, mas só veio zero a zero

Ronaldo acordou, deu passe pra gol, esperança
Adriano fez gol, comemorou a la Bebeto-criança
Seu filho quem nasceu, boa coincidência, hein Zagalo?
O Fred entrou-marcou dois a zero, o Robinho? iremos amá-lo

Depois de oito anos, surgiu um gol francês
O nome dele é Thierry Henri, evitou a pane
Mas o coreano empatou, num gol que quase não fez
Será que foi a última vez de Zinedine Zidane?

( o autor do blog homenageia este grande jogador francês, deixando como explicação para quem ler esta poesia dentro de algum tempo, que pelo fato da França ter somente 2 pontos até aqui, pode não se classificar para a próxima fase, e decretar o final já anunciado da carreira do mestre Zinedine.)

9o. dia de Copa, o dia em que Bussunda se foi

Perdão aos leitores, mas Bussunda se foi
A inspiração também some, é automático
Mas como homenagem, o grande futebol deu um oi
Deu um chute no futebol burocrático

Os colegas portugueses nos animaram com Deco
Voltou de contusão e foi o nome do jogo
Figo jogou muito, e o pênalty foi o eco
Irã despediu-sa da Copa, jogou sem fogo

Chegou a tarde, uma celebração ao casseta
Belos gols, grandes jogadas, boas surpresas
Bussunda, o que você rimava com casseta?
Pode ser o futebol de Gana, as luzes do belo acesas

Itália e os EUA completaram a bagunça
O Grupo E hoje é o mais inusitado
Todos podem passar, todos têm esperança
Bussunda, vai alegre, belo ser iluminado

sábado, junho 17, 2006

No 8o. dia, goleada ou nada, teve de tudo

Seis gols escreveram a obra argentina
Os hermanos deram sorte, isso sim
Não importa qual frase prefira, logo acima
Eu, brasileiro e rival assumo, um grande domínio enfim
Teve gol de todo jeito, e no final Tevez

No segundo jogo, o novo clássico da laranjada
Em time africano, ataque voa, defesa desanda
No primeiro tempo, os vans deram uma acelerada
No segundo, fim para o Marfim, classificou Holanda
Dois pênaltis sem marcar, juíz poupou Van der Sar

No último jogo do dia, zero a zero é covardia
Sem gols no cardápio, escrever vira fardo
Recorro ao som dos nomes pra salvar a poesia
Loco, Jamba, Kali e Akwa, Torrado, Zinha e Pardo
Que eu acorde amanhã, com um belo Portugal e Irã

quinta-feira, junho 15, 2006

7o. dia de Copa e o que fica datado

Ljunberg, Crouch, Tenorio, Kaviedes, Gerrard ou Delgado
Os autores dos gols de hoje serão algo datado
O leitor que se deparar com estes nomes em 30 anos
Não fixará seus olhos neles, salvo algum engano

Mesmo assim, para historiadores e fanáticos
Ou para os leitores de hoje mesmo, relato em poesia
A Inglaterra passou infinitos minutos sabáticos
O gol não saía, o chuveirinho voltou, como se fosse outro dia

A Costa Rica não cruzou a linha do Equador
E com dor, levou 3 gols e na Copa não mais fica
A Suécia ganhou sem luz, Paraguai perdeu sem amor
Trinidad e Tobago tomou chá inglês, mas quase salpica

Esta é a Copa dos últimos minutos
Do desaparecimento dos insultos
E dos juízes que, afinal, apitam invisíveis
Por enquanto...

quarta-feira, junho 14, 2006

6o.dia de Copa, onde a Fúria toureou

La Fúria Espanhola atropelou a Ucrânia e assim vou também, em homenagem, numa goleada de versos, ou palavras em seguida, assim como foi a primeira goleada da Copa, quatro touradas a zero, e Shevchenko parecia de velho Chevette, vodka?, ninguém sabe, perdidos como em cidade grande, mas com gols de Villa moleque estreante, é assim que faz, rapaz, mostra á bola seu capataz, o segundo jogo do dia não estava sem roupa na cozinha, mas foi pelada de Copa, profusão de gols entre times fora da Europa, árabes dois, tunisienses também, mas a bola está com quem? ninguém, vem o jogo da Alemanha, dois poloneses fazendo manha, Klose e Podolski nasceram lá, e contra eles nada fizeram, os alemães quase perderam, se antes os árabes não fizeram beirute, a Polônia tinha Boruc, em português o c final tem som de tchhh, assim como o tim-tim, que é som de alegria, ou de Klin-Klin...Klinsman, meio odiado, meio americano, mas adentrou Neuville na peleja, que garantiu aos alemães sua cerveja, ao fazer o gol chorado, demorado, suado, acabou, mais um dia, poesia, alegria.

terça-feira, junho 13, 2006

5o.dia de Copa e 1o. de Brasil

Ahn, não a onomatopéia, mas o jogador, decidiu
Coréia do Sul, ex-sede, continua com sede
O segundo jogo do dia, não lembro, existiu?
França há 8 anos em Copas sem balançar a rede

Deixo o resto para o Brasil e a Croácia
Mesmo opaco, o Brasil sempre mostra audácia
Para sair rindo quiáquiáquiá, tivemos o Kaká
1x0 é muito para a estréia, pra acalmar dá

Quem esteve gordo até aqui, o olho ou Ronaldo?
Brecado por tensões ou por gramas a mais
Parece que parou nas relvas, mas ainda tem saldo
O Brasil mesmo devagar, sempre tem talentos naturais

Deixo para este finalzinho, a alegria do Robinho

segunda-feira, junho 12, 2006

Resumo do 4o. dia da Copa

Façamos um exercício
Simon and Garfunkel
ou Simon garfou Gana?
É como cair de um precipício
Tentar fugir de um quartel
E aumentar a pena em uma semana

O dia começou com cangurus comendo sushi
Não só o primeiro gol australiano até aqui
Mas três de uma vez, inspirando kamikazes

E continuou com duas poesias angulares de Rosicky
Tcheco este, que aprendeu a dizer goodbye, yankee
E que futebol é no campo, e não só frases

O 3o. dia da Copa, ora pois

Robben, clássico da língua portuguesa, mexe com a rã
Eu disse México e Irã
O Figo aproveitou seu doce nome e açucarou
Mas no segundo tempo, Portugal parou
Dormiu, acovardou
Se opôs á raça, vai demorar até que sare
Ficou na era pré-Scolari
E na copa do placar magro
Um gol basta, não, Van Basten?
Ou a Sérvia ex Montenegro
Foi comida do fominha, o tal Robben?

domingo, junho 11, 2006

Resumo do 2o. dia de Copa, uma poesia

Poesia sendo escrita nas horas de sono dos jogadores
Chuteiras descansando, alguns não dormindo
Times que entram e praticam futebol de horrores
Outros que chegam e já estão saindo

Presidente é para saudar oficialmente
Ironia, presidente, só com maestria
O que a Internet não diz, o coração não sente
Hexa se vier, é com o gordo que nos traz alegria

Trinidad e Tobago me lembra o chiclete trident
Pois grudaram nos suecos e já viraram surpresa
Foi um jogo feio, o placar não mente
Depois veio los hermanos, trazendo futebol-beleza

Os ingleses parecem whisky paraguaio
Parecem qualidade, mas só dão dor de cabeça
Aos seus torcedores, claro, nessa eu não caio
Fecho a poesia agora, antes que eu me esqueça

segunda-feira, junho 05, 2006

Poesia cruzada

Gosto muito de palavras cruzadas.
E de poesia, como vocês podem perceber.
Resolvi misturar as duas coisas.
Abaixo está o primeiro " experimento".
Convoco os amigos leitores a entender que raios preparei para vocês.
Mandem seus comentários, que eu mando o " gabarito " no final.

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Para uma árvore florida, uma salva de palmas
Ao começar a primavera, uma salva de flores
Ainda tímida, a rosa dá um alô a novas almas
Qualquer pétala vira poesia e cura dores

Pode até surgir uma cruzada pela beleza
Pode até juntar estações em uma só
A cor do dia no ínicio mais acesa
Transforma complexas paisagens num cada vez mais simples nó

quinta-feira, junho 01, 2006

Verbos do mercado popular

Eu deleto
Tu crefas
Ele bisóia
Nós esturricamos
Vós zoarais
Eles pentelham

Eu balaço
Tu badalas
Ele corneta
Nós deduramos
Vós chifrais
Eles ressabiam

Soldado Pintado

O soldado pintado saiu do quadro
Criou pernas que não mais tinha
Foi pra guerra do dia-a-dia
Lá encontrou novas armas
Levou tinta, lavou roupa
Foi pra fila da sopa
Já ninguém mais conhecia
O quadro nasceu na Croácia
Em roubo parou no Brasil
quanta audácia
sem suas patas um croata
em busca de novas camas
já não mais sofria
sozinho se detinha
na vitrine dessa vida
voltou
soldado dentro do quadro
soldado
o seu sangue era vermelho
dos pincéis de um pintor
que pintava sem dor
de um soldado em conflito
que se assusta com um apito
do leilão vindo a seguir
será que vai sorrir
com seu próximo destino?
Haja intestino

quarta-feira, maio 31, 2006

terça-feira, maio 23, 2006

A casa do rato

O veneno ainda não povoa seu território
A casa, apesar de limpa, é o local ideal
Uma nova família vai servindo-se do empório
Debaixo do fogão, sob um silêncio anormal

Como toda uma família de ratos cala-se?
Não deixa sons nos caminhos percorridos
Nem vestígios de queijo, nem marcas no cálice
Com pouca opção alimentar e não estão subnutridos?

O veneno não chegou, mais um dia de calmaria
Rápidas excursões para a sala de TV, para a de CD´s
São frações de minutos, mas já geram correria
A casa do rato está lá, mas só se escuta... cadê?

O veneno, que atrasou-se bastante, deu o ar da graça
Depositado no mesmo local da casa do rato
Será que cabem estes mesmos habitantes, sem desgraça?
A resposta é não, foi-se o rato, levou o veneno, ás vias de fato

quinta-feira, maio 18, 2006

A conversa-4

Uma agência de propaganda, á tarde.
O homem de vendas chega, com um corte horroroso de cabelo.
O homem da Internet guarda esta cena com ele.

Dia seguinte.
Cenário: cabelereiro.
Pergunta do homem de Internet ao cabelereiro.

Homem de Internet: Cabelereiro, por acaso veio aqui ontem o Luis da Silva Claudio cortar o cabelo?
Cabelereiro: Não.
Homem de Internet: Tudo bem, então, pode cortar.

Poesia.Com.Coração.

Neste texto não entram balas perdidas
Estas palavras não trazem granadas
Nesta tela não passa cena de violência
Esta poesia não caça famílias sofridas
Não desaparece com pessoas amadas
Não caça o alvará da inocência

Este momento é para os que sofreram
Para sumir com as cenas insanas
Para jogar o trauma num lixo reciclável
De onde sairão luzes para os que renasceram
Reflexão isolada para as mentes profanas
Incapazes de um gesto amável

Eu sei, não lerás estas palavras
Mas se encontrar com alguma delas
Prometa não matar mais almas belas

sábado, maio 13, 2006

O descanso da mãe

Mãe de todas as causas
Mãe de todos os filhos
Para os filhos sem mãe
Uma mão, uma palavra
Para aquele olhar, o retorno
Para um pedido, uma solução
Se aparece um machucado, é a cicatriz
Atriz se for preciso de alegria
Quando a tristeza ronda
Sonda pra ver se está feliz
Faz um castelo para que sorria
Pula uma onda, abre mão
Volta, vai de novo, trabalha
Descansa quando não há mais
Come quando todos dormem
Complemento perfeito dos pais
Busca a paz quando só guerra
Berra quando sumiu o silêncio
Aparece para que acalmem
Traz um iate para a mãe
Uma árvore de flores eterna
Um robe, uma cesta de pães
Faz ela descansar tão terna
E depois não fique só num dia
Trabalhe por ela, sue por ela
Pela Dioclécia ou Manuela
Esta poesia é para que ela sorria
Para forçar um descanso
Num local mais manso
Não só no Dia das Mães

sexta-feira, maio 12, 2006

História de um túnel

A luz no fim do túnel encontra-se com a luz do abajur
Trata-se de um mendigo morador e leitor
Come os livros com o cérebro iluminado
Acende-se a esperança com os flashs dos carros

Os ratos e seus pratos de restos ao lado passeam
Em fila indiana vão para o bandeijão abandonado
Eram as mesas de operários quando da construção
Solução para o escuro é a história do ínicio

O vício do açougueiro viúvo é comer alface
Caída dos lotes de hambúrgueres-salada
Os caminhões voando esquecem a ceia do dia
Eles se lembram muito bem, nesta morada

O túnel do tempo que não passa, só motos
Reúne centenas de invisíveis habitantes
Em cantos nunca dantes navegados
Reinam seres mesmo em espaços alagados

sábado, maio 06, 2006

A conversa-3

Prosseguindo nesta variação do blog, vamos para a 3a. edição das conversas.
Esta aconteceu há uns 20 e poucos anos. Posso contar a vocês quem são os personagens,
ao contrário das antigas.
Meu irmão do meio estava com uma perna quebrada.
Conferindo se havia tido algum avanço, meu pai perguntou a ele:

Pai do Fred: Como está a sua perna, meu filho?
Irmão do Fred: Bem, pai, á medida que eu ando, vou adquirindo as consequências...

Não havia filosofia pensada naquilo.
Foi uma resposta instintiva.
De criança mesmo.
Que levei para o mundo adulto.
Tem me servido.

quinta-feira, maio 04, 2006

Rouco de ganhar Rocco, cena de Ceni

No hino impera há décadas o campeão do gelo
Selo de uma glória que hoje volta no Trofeu Rocco
Galo campeão lá na Itália entre os moleques
E aqui no Brasil a cena do Ceni quase entre os tabefes

O que vale no final é a história dos gramados
Chilavert, onde estiver, sente o drama dos esquecidos
A cena do Ceni é a que impera, pênaltis e faltas
Só não falta talento, só não falta estrela, mesmo sofrida

A bola não entrava, em futebol isso desespera
O que fazer para a solucionática, perguntaria ao Dadá
A cobrança de falta incrível, o pênalti lá no canto
E o Galo na Itália, vestindo o manto, o Brasil tem seus milagres

Rouco de ganhar Rocco, cena de Ceni
O Brasil das conquistas no futebol, mágico e louco
Que na Copa acene e ganhe, favorito que é
Lava a grama e mostra o pé

terça-feira, maio 02, 2006

A conversa-2

A conversa a seguir também não foi inventada.
É a segunda de uma série, para justificar uma parte da descrição do blog,
a que se refere a " tiradas estapafúrdias."
Vale a pena dizer que não identifico os autores, puramente para
protegê-los, devido á tamanha estapafurdia, se é que existe esta palavra no
dicionário.
Vamos á conversa. Ela aconteceu antes de um jogo de tabuleiro que envolveria
quatro pessoas.

Pessoa 1: Vamos jogar barricada?
Pessoa 2: Vamos.
Pessoa 1: Nós vamos jogar de quatro?
Pessoa 2: Não, sentados.

segunda-feira, maio 01, 2006

A cada dia

A cada dia um beijo, um carinho, uma nova luz
Eventos, refeições, olhares, fatos
A cada dia uma nova alegria, meu amor por ela
Aumenta a doçura, aumenta em meus olhos o quanto ela é bela
A cada dia

A cada dia o mundo oferta mais razões
São novas sensações, a certeza da boa escolha
Não cabe em uma folha o que tenho a dizer
Por ela nem na tela de um blog, caberia
A cada dia

Quem sabe se a cada dia coloco um pouco
Do muito que a admiro, por aqui, em qualquer lugar
No luar, no amanhecer, grito até ficar rouco
Quem sabe assim acharia tanto espaço
Mesmo que aumente
caberia

Não acaba, não diminui, não some
Não finge, não oscila, não joga
O amor verdadeiro não é infinito enquanto dura
Duro é o coração que pensa assim, com paixão e sem amor
O amor verdadeiro é infinito
A cada dia

segunda-feira, abril 24, 2006

Telê Visão

Telê
Visão
Nos Deixou
Inteligentes
Santana
Com antena
Captou
E venceu
Agora
descanso
Telê
Visão
Um fio
de esperança
Uma imagem
Futebol bem jogado
Ética
Trabalho
Cerezo, Falcão, Éder Aleixo no ângulo, Muller sem querer, Raí eternizado
Zico, Dadá no ar, primeiro do Galo, dois mundiais tricolores, resultado
Vai com Deus, mestre

sábado, abril 22, 2006

A conversa

A conversa a seguir não foi inventada.

- Tchau para vocês. Fechem a porta, tá?
- Ué, você não está com frio?
- Frio é psicológico....
- Ah, tá, vou te mandar pro Alaska então...

sexta-feira, abril 21, 2006

O desfile e o sapato esquecido

No desfile passam narizes, pernas, cabelos e até roupas
Os passos pulam alto, lá em cima perto da cintura
Onde está o ponto exato para onde miram as modelos?
Perto do chão, seus calcanhares e bicos de sapatos se enrolam com os vestidos

Uma modelo cai retumbante e sua maquiagem não muda
Surda fica com os gritos e ímpetos das caras escuras
Vultos julgando o tombo de uma grife antes dominadora
Milhões de euros vão para a conta de uma amadora

Voa chorando o estilista ao alcance da modelo estátua
Tatua o seu ódio disfarçado de força á derrotada
Demonstra a vitória, estampa o orgulho de suas cores
O público, emocionado e alerta, joga suas flores

As luzes se apagam, as atrizes e estilistas vão aos restaurantes
No escuro final da passarela acomoda-se o sapato esquecido
Seu bico fino testemunhou o grosso da fauna alerta
Se o ego o deixou, a solidão o acerta

segunda-feira, abril 17, 2006

Rito de convocação ao hexa

A Copa do Mundo é nossa se não for de outro
O melhor futebol é nosso se não for de Rossi
A Croácia não é favorita só se futebol é antro
De quem não vê, de quem não sabe o que é Messi

É argentino ele, além de Tevez, Mascherano e Sorin
Veja de outro lado, azarado é aquele favorito
Que começa assim, que tem que dar um fim
Nas palavras sábias dos europeus, tira da criança o pirulito

Mostra que ela sabe tudo e no final castigo
Amigo é o futebol puro, o talento brasileiro
Só se aliar a humildade, o centro não é umbigo
Conversa com a bola, procura seu cheiro

Robinho até lembra Denílson
Seus vários zagueiros sacolejantes
Correm, correm, correm...bola, bola?
Só se for a daquela ilha, Wilson
A bola que se transforma, nunca é como antes
Nós pés do brasileiro, ela encanta, rebola

Não há segredos, Brasil, desitalize esta Copa
Não alemanharei meu talento, prometo
Françamente, não faço bicos, saio da toca
Driblo, japanamerico o togo da costa do marfim, quinteto
Sinfônico, ó landa the Kaká, Ronaldos, firulas
Portugas, Angolas, no fim, tá lá, o hexa

quinta-feira, abril 13, 2006

A descida da barra lateral

Poeta moderno não lida mais com tinta
Dor nas costas, nos dedos, nos mistérios do dia
Poeta atual lida com a descida da barra lateral
Para os cafundós de um blog, deu uma finta
Driblou os meus conhecimentos, tirou minha alegria
De mentira, não deprimo, tento, não passar mal

Poeta tecnológico dribla códigos, negocia detalhes
Se tira uma letra lá atrás, outras vinte mudam de lugar
Os colegas poetas favoritos, os sítios prazeirosos desceram
Passaram a ocupar lugar antes reservado a encalhes
Cheios de poeira, quase não tendo direito ao ar
O poeta não tem culpa, ninguém tem, se emudeceram

Mas Starr ou Cocker cantando ensinaram o trajeto
Com pequena ajuda dos amigos a barra é suportada
Enquanto mensagens de fumaça entram em trâmite na rede
Os convenientes conhecimentos tramam a volta ao teto
A nova subida trará o final da conspiração, abortada
A descida da barra lateral acaba, volta a sede

domingo, abril 09, 2006

A cebola e a pimenta

A cebola causa lágrimas nos olhos
A pimenta causa um tornado na saliva
As duas conseguem entrar nos poros
E ficar lá por dias, presença cativa

O cozinheiro as conhece bem, presentes
Sabor de uma comida sem elas?
Comida de Marte talvez, aqui são fortes
São rainhas das bocas, dos sustos, das goelas

Cebola com pimenta, alho também, cuentro
Cebolinha não é diminutivo, outro tempero dentro
Orégano, entrega-nos esta mistura, é o centro
Da química natural da perfeita mistura

Aprender com programas de tevê ou livros
Receitas antigas ou invenções ao vivo
O que vale na mistura é o seu lado intuitivo
No final, o sabor só aumenta com a cebola e a pimenta

quinta-feira, abril 06, 2006

Manoel Quatromila

Manoel Quatromila é daqueles sujeitos
que não entram pra ganhar.
Seja num jogo de futebol,
ou até em jogo de bolas de gude.
Não importa. Se tem alguém para ser
o último lugar, só pode ser ele.
Parece até direito adquirido.
Nos tempos de escola, seus colegas
já ficavam aliviados. Sabiam que
em último não ficariam.
Nem nas notas na sala de aula,
nem na corrida de 100 metros
livres do campeonato anual.
O último lugar estava sempre
reservado para Manuel Quatromila.
Até que no auge de seus 22 anos de idade,
ele resolve apostar em corridas de cavalo.
Obviamente que levando consigo a certeza
desesperante já nesta idade
que nada daria certo.
Deu uma olhada nos cavalos.
Procurou o que tinha menos chances:
o Dark Silvester.
Foi sua grande jogada na vida.
Prevendo que este cavalo ficaria
em último lugar, e não querendo
correr riscos de criar expectativas,
foi logo no azarão.
Para cada real apostado,
o Dark Silvester pagaria R$120.
Nunca havia ganho uma
corrida na vida.
A corrida começa.
O cavalo " Artista Prateado", como
sempre o favorito, dispara na frente.
Seguido dos demais, que procuravam
a segunda posição, de longe.
Eis que surge então uma chuva.
Escura como o cavalo azarão diz
em seu nome inglês.
Não deu outra. Parecendo
que os céus ditariam os
novos rumos da vida de
Manoel Quatromila, o cavalo
Dark Silvester aproveitou
este combustível inesperado,
ultrapassou quase voando
todos os demais cavalos,
e pela primeira vez em
sua eqüina vida, ganhou
uma corrida.
Assim mudou a vida
de Manoel Quatromila.
O resto vocês descobrirão
neste blog nos próximos capítulos,
ou como dizem posts.

quarta-feira, abril 05, 2006

Futeblog

A descrição do blog promete futeblog
Algo que estava em falta por aqui
O que não falta é jogador grogue
Após trombada é sangue cor de açaí

Parem tudo colegas. Eu não prometi
futebloguesia. Apenas futeblog.
Sendo assim, não cobrarei de mim
mesmo
falar de futebol em forma de versos.
A não ser que eu só fale de
Ronaldinho Gaúcho.
Ele é puro verso.

Mesmo assim, tentarei falar apenas
do lado poético do futebol. Um lado
que será buscado.
Por exemplo, os articulistas nunca
falam dos torcedores, dos vendedores,
dos bandeirinhas.
Bom, destes últimos até falam,
mas em forma de crítica contundente.

A parte futeblog deste blog será
preenchida
por pequenos contos envolvendo uns
personagens que andei criando.
Vou contar algumas histórias sobre
eles, para eles não ficarem tão presos
dentro da caixola cerebral deste
aqui que vos escreve.

Então, vamos terminar com um
pouco mais de futebloguesia.
Ainda hoje eu começo o futeblog.
Parecendo a Marisa Monte,
lançando dois de uma vez.

A trave saiu das quatro linhas
pra virar ditado
O garanhão bateu na trave,
dizem do fracassado no amor
O meio-de-campo virou diplomacia
do sem lado
E a bicicleta, esta veio para os
campos
com louvor

sábado, abril 01, 2006

Fome de fim-de-semana

Nos dias comuns as refeições aparecem na hora
Basta chamar a fome, um prato cheio aparece
Na lanchonete ao lado, ou em casa, nunca demora
De segunda a sexta, a fome nos esquece

Acaba a semana, chega a festa, foge o tempo
Um quadro negro em branco, tempo pra ler
Tudo pode ser diferente, nada fica limpo
Saiu do automático, a barriga a doer

A fome de fim-de-semana muda o cardápio
O arroz e feijão, se aparecem, só misturados
Aquele mexido, o estado permanente de cio
A pizza, o sanduíche, ou se quiser, enlatados

A alegria aparece no anormal, ela emana
Na fome de fim-de-semana
Onde reina solidária na geladeira
Toda comida que na semana seria...bobeira

quinta-feira, março 30, 2006

Sósias

Basta perceber alguém em minha frente
Particularidades incluídas de nariz, boca, orelhas
Fazendo cara de vulcão ou de contente
De expressões muito parelhas

Aparecem instantaneamente os sósias
Não há nada para controlar este vício
Aquele parece com o Jô, este com o Enéias
Mais incontrolável que político em comício

Este parece com aquele ser
O outro é a cara do ainda outro
Não há ninguém sem se parecer
Com gente, objeto, vaca, potro

Macacos fomos e ainda somos
E seremos por muitas gerações, migramos,
Confusões genéticas, cromossomos
Os sósias continuam

sexta-feira, março 17, 2006

Onde está Fred Neumann?

O autor destes versos quase diários
Com uma certeza tomando conta
Agradece a presença de poucos ou vários
E seu futuro breve aponta

Não é de fazer despedidas
Nem ao menos dramático ou depressivo
Faz apenas um joguinho sem medidas
Sem deixar ninguém apreensivo

Estará andando de rolimã?
Ou acampando na beira de um rio?
Onde está Fred Neumann?
Passando calor ou frio?

Pode estar na mata, na praia ou montanhas
De folga como rei, ou lavando pias
Mas plantando bananas ou quebrando castanhas
Estará de volta em 11 dias

terça-feira, março 14, 2006

Boca cheia de dentes

Expressão muito usada de um amigo
Frente a uma pessoa com dentição avantajada
Dentes expostos, mais do que umbigo
Bem mais, em posição destacada

Boca cheia de dentes, ele diz
Sempre que percebe alguém assim
Com sorriso exposto pedindo bis
Uma série de dentes que não tem fim

Não é qualquer pessoa com tal mérito
Precisa ter esmero na exposição dentária
Não basta não ser banguela ou perito
na arte de ter tantos dentes, em romaria

É preciso aparecer, ter a boca cheia de dentes
Amarelos, brancos ou até cariados
Não importa, precisam estar presentes
E aparecer muito, por todos os lados

sábado, março 11, 2006

Finge

Finge que não existe
E vira uma esfinge
Simula um torcicolo triste
De dor roxa na faringe

Disfarça a sua carência
Um gorro cinza na cabeça
Sua presença é uma ausência
Antes que eu me esqueça

O programa de tv matinal
Daqueles que falam de tudo
Ou nada, sem sal
Falam da falta de gozo absurdo
Finge

Dissimula
Anota na súmula
Quatro ao invés de três
Anula o sentimento que viria
Na virilha aperta a dor que sumiria

Finge que escreve maratona
Tão longa e tão suada
Nega beijar a lona
Sustenta que és uma fada

Hoje não tem base pra promessa
Ainda virá nestas páginas longas na calada da noite e escreverá, com a companhia de um copo de refrigerante e família, dormindo, uma longa poesia destas do tipo épicas, cheias de personagens, com batalhas, conflitos, ausências, sumiços, fingimentos, futebol, e trará o leitor junto, espera-se por quarenta e cinco minutos, depende do relógio, depende da velocidade da leitura, algo assim
Ao menos finge,
Esfinge, sonolenta

sexta-feira, março 10, 2006

A luz que ilumina as teclas

Enxergo pouco aqui
As teclas somem e voltam
Caçoam de mim até
Uma escuridão saci
Metade das luzes somem
Só vejo um pé
O pouco da luz que povoa
Faz das teclas estrelas
Das memórias que se perfilam
Como se estivessem á toa
Como um peixe á espera das iscas
Procuram ser digitadas, voam
A liberdade enfim
Saíram do escuro do cérebro
Da prorrogação lá de dentro
Descubriram seu fim
Quando fecho ou abro
Nas margens e ao centro
A luz que ilumina as teclas

quarta-feira, março 08, 2006

Sempre Aline

O colírio emocional e espiritual do homem é a mulher
Se alma também tem sua gêmea, já achei
Sou rei
Ela rainha
Pra ouvir minha ladainha
E dizer que não errei
Para ela
Não sou feio
Não sou chato
Não sou gago nem rouco de tão louco
Só louco por ela
Minha bela que não é
Minha
A conquista é diária
Não devo dar só migalha
O corpo inteiro
A história inteira
O amor que cabe aqui e mais um pouco
Pra rimar com a frase lá de cima
Ela é sempre minha rima
De maiô ou de biquini
Em todos os momentos
Sempre Aline

segunda-feira, março 06, 2006

O banho do Oscar

Oscar, venha já pra casa
Tome seu banho
Ache nova asa
Crie novo rebanho
O atual tá antigo
O melhor fica em segundo
Não olhe pra seu umbigo
Tem mais coisas no mundo
Mais filmes
Mais assuntos variados
Ache novos lemes
Novos traçados
Produção independente
Não faz só mãe solteira
Pra atrair mais gente
Criativa e guerreira
É preciso viajar, Oscar
Bilheteria não é prova de amor
Custo não é qualificador
Para ver seus novos filhos
Os modernos, os loucos
Os dourados, os infernos
Os poucos, os safados
Os animados, coloridos
Tire a roupa
Abra as comportas
O tempo corre
Sem pressa
Sem vendas
Nos olhos
No mar
Solte o rebanho
Tome seu banho,
Oscar

sexta-feira, março 03, 2006

O dez

O dez serve para atestar grande performance
Para contar os dedos
Indica qual a nota para o perfeito romance
Em cima dos rochedos

Dez é o número de vezes que escrevi
Aqui
Este blog que já é uma casa
Uma asa
Vôo sem destino, palavras também
Rima, com ou sem
Diversão antes de tudo
Lagosta
Palavra bonita
Gosto
Anota aí
Palavras bonitas terão seu espaço frequente aqui sendo destacadas, lembradas, com nota dez louvadas
Carnaval passou
Vila Isabel ganhou
Nota deeeeeez
Cabelo queimado na avenida
Roqueiro animado na Bahia
Pelé, Zico e Maradona
Dez no futebol coroa
No termômetro garoa
Na parada de sucessos
Os ouvidos abertos
Já escutam concentrados
Os votos dos jurados
Desempatam ano inteiro
Já não vale nove e meio
No final
Dez
o que será do onze?
Um time com muitos títulos?
Ou aguarde os próximos capítulos?