domingo, março 31, 2013
Mirtesnet, uma rede social (genuinamente?) brasileira!
Desde a popularização das redes sociais pelo mundo, vemos o Brasil sempre tomando a dianteira de qualquer rede social que apareça. Foi assim com o Orkut e me parece que começa a ser da mesma forma com o Facebook, já que a audiência da rede de Mark Zuckerberg começa a cair nos EUA e aqui não pára de crescer.
Mas o que nunca aconteceu (não conto o Bate-Papo do UOL) parece que tem seus dias contados: a popularização ( de fato) de uma rede social genuinamente brasileira. É a Mirtesnet, uma rede criada por um ex-publicitário do Distrito Federal, preocupado com a filha querendo entrar no Facebook, que ele não achava segura em relação à privacidade.
Esta postagem irá acompanhar o crescimento da Mirtesnet durante os tempos, e sempre que tiver novidades colocaremos aqui.
Por enquanto, já chegou a 1 milhão de usuários em apenas 3 meses, a "rede da Dona Mirtes".
Não podemos dizer até onde este crescimento vai, mas por enquanto já cresce ao ritmo de 5.000 novos cadastros diários, com 70.000 visitas diárias.
Vamos descobrir a Mirtesnet durante a criação desta postagem. Farei minha inscrição neste momento. Vamos lá...
Bom, logo de cara preciso dizer ao programador da Mirtesnet que ele deveria colocar um espaço "ticável" para os termos de uso, onde somos obrigados a "ticar"dizendo que concordamos com eles.
Já que não tem este espaço, é preciso clicar em cima da palavra "termos de uso", ir para uma outra página e depois voltar. Nisso, a senha escolhida se apaga e precisamos colocá-la novamente.
Enfim...entrei. Logo de cara é preciso dizer que a primeira impressão é... teremos que ter paciência e vontade de que uma rede brasileira dê certo, para tolerar um erro como este:
O legal é que esta interação veio justamente de um "Boa tarde galera", que, mesmo sem a vírgula, mostra um canal de comunicação direta dos programadores com o público.
Continuando a navegar pela rede, curti esta postagem, ou melhor, "gostei", mas a "contagem" dos "gostei"não se atualizou...
O e-mail de confirmação do meu cadastro ainda não chegou. Cliquei para reenviar, mas mesmo assim também não chegou.
A promessa, na reportagem da R7, de que teria um filtro "que evita postagem de material pornográfico", pelo visto não procede. Já vi reclamação de um usuário pedindo para remover uma foto assim para que ele permita a filha entrar na rede social...
A sensação que tenho hoje, neste Domingo de Páscoa de 2013, é de que terão muito trabalho a fazer.
domingo, outubro 30, 2011
Das comunidades virtuais ás redes sociais:começo,meio e fim?
Das comunidades virtuais às redes sociais: começo, meio e fim?
O Six Degrees existiu por 4 anos, chegou a ter 3,5 milhões de usuários mas sem alguns milhares de pequenos detalhes que fazem do site do Mark o sucesso que é para 800 milhões de pessoas até agora. Se você tentar acessar o Six Degrees hoje, verá que existem ainda alguns empreendedores querendo o relançar, mas quais são exatamente os planos que têm para o site, ninguém sabe.
Aqui no Brasil, ajudei a lançar em 2000 o eClube ( www.eclube.com.br , na época). No site, você criava clubes com sala de chat e fórum próprios, além de um serviço de encontros que funcionava não somente para os românticos, mas para os esportistas em busca de parceiros para partidas de tênis por exemplo. Além de outros tipos de encontros curiosos. Recebeu também seu investimento de uma incubadora, mas assim como tantos outros, era muito cedo para que as empresas compreendessem o tamanho da importância de se investir em uma presença nas “comunidades virtuais”. Não se acreditava que as grandes empresas teriam interesse em criar um “clube” de fãs com vontade de compartilhar mais informações sobre a marca.
Hoje a discussão no Brasil é se o Google+ irá engolir o Orkut. Lá fora, essa discussão não existe. Considera-se que o Orkut tenha sido “morto”pelo Google logo depois de seu lançamento (vide esta reportagem no http://bit.ly/w3w7ZX ).
Não existe a mínima aposta em uma sobrevivência do Orkut, e nisso o brasileiro pode começar a acreditar, vide o investimento bem maior em marketing por aqui, que na solução de bugs do site. Esta não é uma medida que garante qualquer futuro de um site social.
Muitos apostam que existe um ciclo de começo, meio e fim para as redes sociais, vide tantos exemplos como os citados aqui. Eu não consigo ver assim. Tendo a enxergar mais pelo lado das marcas. Microsoft, Apple, Amazon, Google e agora Facebook são marcas deste universo digital que conseguiram unir inovação a um encantamento forte do usuário por elas. Isto resultou em faturamentos enormes e crescentes. Ninguém pode garantir a eterna sobrevivência destas marcas, incluindo agora o sucesso da rede social Facebook. Mas o faturamento acima dos 4 bilhões, aliado à diversificação das fontes de receita do site para além da publicidade, mostram que uma aposta na longevidade da empresa não tem nada de anormal. Para o Facebook, o fim não parece ser o caminho. Está mais para a rede social que irá romper este ciclo e atravessar gerações.
sexta-feira, abril 01, 2011
A dinâmica Internet
A Internet é sem dúvida o meio mais dinâmico do mundo.Estou usando o adjetivo “dinâmico”, mas poderia ser também “concorrido”, “disputado”, “inovador”. Durante a semana, em conversas com amigos no Twitter, citei que o Yahoo continua sendo o quarto site mais visitado do mundo. Poucos acreditaram. De fato é, são mais de 130 milhões de visitantes únicos por mês.Mas sua audiência está em queda. A do Twitter está em alta.Mas quem garante alguma coisa? Se eu viesse nesta coluna aqui há 2 anos, e dissesse que o Facebook tomaria o lugar do Orkut na preferência dos brasileiros, alguém levaria isso a sério? O Orkut continua no topo do ranking de visitação nacional entre as redes sociais (4º. no geral), mas o Facebook acaba de ultrapassar, pela primeira vez no Brasil, metade da audiência do Orkut.
Se o leitor tiver menos de 20 anos, provavelmente não vai se lembrar dos nomes “Netscape”, “Aol” ou “Mandic”. Todos estes foram precursores da Internet. Mandic foi precursor no Brasil. Receberam milhões de investimento e hoje não fazem mais parte do “burburinho”. Twitter, Facebook, Google e Apple não saem das bocas dos antenados.Existe espaço para muitos outros também.O dinamismo não pára. Você já ouviu falar de compras coletivas? Em Araxá, já chegou o N Ofertas. São mais de 1000 sites como este no Brasil, com produtos e serviços a mais de 50% de desconto. Os mais famosos são o Peixe Urbano e Clickon.
Muito site para visitar? Este é apenas um segmento da Internet. Falamos agora dos sites de “check-in”, se é que podemos usar este nome para o segmento. São sites onde você usa seu celular para avisar aos amigos onde está,ou o que está fazendo. O mais famoso deles tem crescido no Brasil. É o FourSquare. É um serviço usado principalmente para contar aos amigos em que restaurantes, bares ou baladas você está. Nem todos os celulares têm o serviço por enquanto.Somente iPhone, Blackberry e os que têm o sistema Android, do Google. Tem também o GetGlue, que podemos considerar a versão do FourSquare para o entretenimento. O serviço não chegou ao Brasil ainda.Lá, você avisa qual filme está assistindo, que música está ouvindo, ou livro que está lendo. Ganha “adesivos virtuais” para tal. Mas ao acumular 20 adesivos virtuais, o site te manda um “ de verdade”, na caixa postal de sua casa.
Algum de nós pode garantir que o Facebook estará na crista da onda na próxima década? A julgar pelo crescimento avassalador do site, muitos garantiriam sim. Tem toda a chance para tal. Mas muitos previam o mundo inteiro de possibilidades para o My Space que o magnata Rupert Murdoch adquiriu, e foi colocado de lado pelo mundo após a chegada do Facebook. Sem falar no Delicious, que insinuam ter sido posto á venda por mero 1 milhão de dólares. Pelo Yahoo! Olha ele aí de novo. Não o tirem da pauta. Esta é a dinâmica Internet!
*Coluna originalmente publicada no Jornal Interação de Araxá-MG, de 1/4/2011
