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sexta-feira, março 18, 2011

As escolhas

Quero parecer hoje um escritor de auto-ajuda. Quero escrever sobre o simples.Quero ser Paulo Coelho ou o Pai Rico. Criar, inventar, inovar, tudo isso requer muito talento e dedicação. Mas escrever sobre os temas mais comuns da vida pode se tornar uma armadilha móvel, caso não retiremos da cabeça aquela pretensão toda da imortalidade. Pensando nesta última palavra, a imortalidade, resolvi escrever sobre o tema de hoje. Sobre as escolhas. Um tema que vinha crescendo em minhas caminhadas diárias e que agora precisou ser colocado aqui.

Vamos desde o primeiro momento de nossas vidas. Ele só aconteceu porque nossas mães não optaram pelo aborto. Aqui estamos. Na infância, podemos nos tornar seres cruéis com nossos irmãos, aplicando golpes baixos nas partes reprodutoras deles por anos a fio. E a culpa só finalizar quando nascer o primeiro sobrinho. Mais para frente, a escolha entre o último carrinho (que antigamente era da MatchBox, e agora pode até ser dela mas geralmente é da Hot Wheels) e a primeira namorada tende a chegar entre os treze e quinze anos, mas pode ser antes ou depois. Uma questão de escolha, ou timidez. Ou várias outras opções, mas para isso eu teria que escrever um texto enveredando para a psicologia, que não é a minha área.

Uma conversa comum no Brasil é a de que um mendigo-pedinte não tem escolha. Será que não mesmo? Será que nunca passou na vida dele uma alma sequer, para sugerir um outro caminho? Para quem puxa conversa com os “profissionais” do setor de guarda de vagas de estacionamento na rua, mais uma limpadinha no vidro, é muito raro que uma sugestão destas de mudar o mundo consiga mudar a cabeça dele. Não são poucos os relatos de “profissionais” deste ramo que chegam a ganhar um salário mínimo por mês, até dois ou três, com a atividade. Melhor que roubar, dizem eles. Se é que a cobrança agressiva para um ser mais desprotegido já não seja caracterizada por roubo...

O amor por uma profissão precisa sempre passar pelo tema das escolhas. Um escritor, músico ou pintor, jamais chegará á imortalidade de sua obra, se objetivar apenas isto. Sem o prazer de pintar, escrever ou compor, não conseguirá chegar a lugar nenhum. E que lugar é este? John Lennon e um músico que tenha falecido após tocar quarenta anos em barzinhos, ambos jazem debaixo da terra. O segredo da escolha não é compor maravilhosamente bem, para que as pessoas lembrem de você depois de sua morte.Pode até ser para alguns.A escolha pode ser pela qualidade de vida, ou por fazer o que gosta. Mas pode passar também por ser profissionalmente perfeito. O segredo da escolha é...tá aí, se eu soubesse, não precisava mais fazer escolhas.

Algumas pessoas escolhem afastar de perto outras pessoas que ainda poderiam compartilhar amor com elas por muitos anos. Mas a vida pode ter dado a elas um teor maior de grosseria ou orgulho, e elas simplesmente não conseguirem escolher o caminho do perdão. Outras pessoas perdoam até bandidos.São as escolhas, que estão por toda a parte,em todos os lugares, em todos dias, anos e séculos de nossas histórias.Para Muamar Kadafi, que recebeu tanto do poder, por tantas décadas, bem que poderia surgir entre seus neurônios a escolha de poupar vidas de cidadãos que por tanto tempo toleraram-no, ou até apoiaram-no á frente da Líbia.Para os encarregados pela educação universitária de Araxá, bem que poderia surgir a escolha de escancarar todas as portas de seu comando, para qualquer investigação. Parece que isto está sendo feito. Pelo menos para quem está de longe, como é o meu caso.

Vou continuar acompanhando. Ao som das palavras de um programa matinal de rádio, feito pelo governo do Estado, que escuto todos os dias ao levar os filhos na escola.Este programa, mesmo sendo da rádio do Estado, cutuca nas próprias feridas, diariamente. Todos ganham com isso. Araxá poderia copiar mais este modelo.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Relasônico

Hosni Mubarak. Já perceberam que para ser um comandante de regime autoritário é preciso ter um nome altamente sonoro e distinto? Tirando Hugo Chávez, claro, que é um nome bem normal para um sujeito muito bobinho. Mas, os outros? Fidel, Sadam, Hosni, Muammar. É quase regra. Só pode ter uma explicação: crescendo revoltados com seus nomes, descontam toda a fúria no povo, comandando um autoritarismo caricatural.

Neste momento no Egito, um deles, o Hosni, confronta milhares de manifestantes que exigem sua saída do poder, depois de 30 anos. Prevendo o aquecimento da batata para o seu lado, já providenciou a saída estratégica de sua família para uma de suas propriedades, esta na Grã Bretanha, cujo valor estimado rodeia os 8 milhões de libras. Isso é “pra lá” de 20 milhões de reais. Vamos analisar como anda o mundo? Peguemos meu “Relasônico”, um novíssimo meio de transporte supersônico trabalhando para a causa do “relativo”. Sua missão é provar que tudo é relativo. Do Egito, adentramos esta geringonça nunca antes vista pela humanidade, para depois de 15 segundos chegarmos ao estado australiano de Queensland, onde o Ciclone Yasi tem feito um estrago relativizado pela capacidade administrativa e organizacional do governo da Austrália, que já evacuou milhares de pessoas de tantas cidades, a maioria concentrada em ginásios e centros de convivência social. Estamos chegando ao fim do mundo, só pode ser. Mas, depois de mais 15 segundos de viagem, o super potente Relasônico nos leva à cidade baiana de Lençóis, na Chapada Diamantina. Cenários maravilhosos, capacidade de escutar os pássaros a qualquer hora do dia, conversas fiadas no meio da rua sem passar carros. A vida continua funcionando muito bem, a beleza continua fluindo. É tudo muito relativo. E para isso serve o Relasônico, que nos leva agora para a minha cidade natal, Araxá. O ponto de parada escolhido por ele foi a Rua Presidente Olegário Maciel, a Boa Vista. O veículo, depois de levar 15 segundos para mais uma mudança de ares interestaduais, leva dois minutos para percorrer 500 metros. Mas dentro do veículo tinha um cidadão de Aracaju, Sergipe. Ele observa atentamente as conversas dos cidadãos araxaenses. Tudo é relativo, ele pensa na hora. Pois acaba de ouvir uma reclamação sobre o “congestionamento” do centro da cidade mineira. Quase não acreditando, ele interfere na conversa para relatar os dez minutos que ele leva para percorrer cinco quilômetros em sua cidade. Cada um dentro de sua certeza local, até chegar um paulistano na roda. Ele lembra aos participantes do de repente criado debate sobre trânsito que para chegar a sua casa ele vibra quando consegue percorrer dez quilômetros em meia hora. O Relasônico, percebendo o entendimento do grupo, decide ampliar sua capacidade de armazenamento de seres humanos em seu interior para 10, e gasta mais 15 segundos para levar todos a um estádio no Peru, a cinco minutos do final da partida derradeira do Corinthians na Pré-Libertadores, onde o clima de desespero já toma conta do elenco, em campo, e da torcida, em volta dele.

Tudo é relativo. O mais novo e moderno meio de transporte do universo resolve incluir Ronaldo e um torcedor revoltado da Fiel entre os passageiros, leva todo mundo para o Estádio do Engenhão, onde Ronaldinho Gaúcho fazia sua estreia pelo Flamengo. Só alegria. Tudo é relativo. Depois do Ronaldão aprontar um cascudo no Ronaldinho por não ter aceito sua proposta para ser seu colega de time, o Relasônico resolve acabar com a brincadeira estelar, leva todo mundo para o interior do Sergipe, onde para por algumas horas para descanso e reposição de peças. Sem ter hotéis cinco estrelas ou o conforto de suas casas nos mais variados lugares, a turma reunida para em um boteco e come uma carne de sol regada a muita água de coco e prosa. Alegria no meio da seca. Tudo é muito relativo.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Poema-texto andando pelas ruas de Araxá

Não há no poema um problema que não possa ser amenizado. Não há na poesia uma heresia que não possa ser aceita e transformada em vinho. Quando eu vinha descendo as ruas levando-me aos pontos mais finais de nossa cidade, era possível reconhecer a mistura entre o carbônico e o atônito silêncio da vegetação ainda intacta. Uma foto e tanto, com o céu em prantos a molhar a camiseta do atleta esporádico das quatro da tarde. O destino do olhar direito muitas vezes coincidindo com o destino do outro lado: pessoas talvez conhecidas. Elas nos fazem erguer as mãos em forma de aceno cauteloso, como forma de garantia. Na próxima fatia de relacionamento social, ficaria mau o episódio anterior não contendo um aceno. Assim, fica mais ameno. Mesmo que na social pausa da caminhada, o passante não seja reconhecido, menos doloridos ficam os próximos capítulos. Hey, você me viu ontem, você é um rei. Um príncipe da rua da banha. Eu sou um condutor de carro em curtas distâncias, pois não acho as instâncias pra melhorar a saúde, buscar a endorfina ou prestigiar a menina. Volto às ruas. Pois, nelas, todas as casas estão nuas. Paradas, não mostram suas roupas das passagens automobilísticas. Mesmo as casas mais paradisíacas, de perto, precisam ter seu charme antes que o desarme. Uma imensidão de mansão de concreto, de perto, reduz seu valor sem calor. Os olhos de quem anda coroa os jardins coloridos, já que o cinza não tem vez, assim tão demorada a observação. O ex-prefeito a pé é gente como a gente, a nova modelo, candidata a morar fora, empata na tabela de classificação do campeonato de andar nas ruas araxaenses com a espevitada doméstica cativante, pois o perfume da simpatia empatou o jogo.

Imbiarando, fausto-alvimzando, os carros de corrida de brincadeirinha completam os espaços esquecidos dos torcedores de outras épocas. O Ganso sai do seu beco, escondido por alguns meses do ano, alegra a massa, antes e depois dele, vai carrinho, então, preencher com umas muitas pratas por cinco voltas no circuito. As crianças não ganham direito a um passaporte ao passado se a tevê deixa o bumbum assado de tanto se acomodar no sofá. Sai para conhecer Araxá, busca alguns poemas perdidos aí nas ruas. Você é um craque muito antes que lhe ofereçam o crack. Faz a troca, pisoteia a oferta do bandido dando-lhe cento e quarenta e sete poemas. Ele não tem como lhe pagar, vai para o ar e acrescenta um empréstimo e não será o sétimo do dia a perder a luz do dia. Achará ele o ar de Araxá ou não, terá em seu bolso e em sua mão aqueles cento e quarenta e sete poemas. Pode trocar nos ouvidos pro idoso, escutando a aventura que ele murmura de seus anos dourados. Pode comprar um novo curso para sua vida, de enfermagem ou de bobagem, mas um curso com uma meta no final, no meio e no começo. Pode entregar vinte e nove poemas ao seu pai, que não teve como dizer nem um ai, na época em que ele era crackque, com todas estas consoantes no meio como pedras no caminho da gramática. A vida não é tão dramática quanto o cinza testemunhado parado na parede sem verde da mansão antes bonita de dentro de um esvoaçante. Pode parar perto dali, e tomar um açaí por quarenta e um poemas, mais algumas notas do emprego que ganhou direito, depois de ficar rico em poemas.

O milionário excrackqueado aplicou seus poemas na construção de uma boa vista do seu futuro, sempre andando, a pé sem carros. Ficou rico em turistas amigos recentemente conquistados. Com os juros de seus poemas, aplicou na bolsa da mãe muitas cartinhas, com declarações de amor. Deixou o horror de lado, votou certo na outra eleição e, pra terminar, mostrou por oito poemas cada, músicas do Milton Nascimento para seus amigos ainda crackquveados. Fez sua parte, encheu Araxá de lirismo, deixou pra lá o egoísmo e viveu pra sempre com sua alma gêmea. Sem algemas.

quinta-feira, novembro 04, 2010

A Boa Vista do centro


Inspirado pela bela coluna do meu amigo Tancredo Borges Guimarães,cujo currículo e lista de qualidades eu vou resumir em “artista plástico e muito mais” por não caber aqui neste curto espaço, quero, por amor á nossa cidade, entrar no debate sobre a Boa Vista e o centro.

Talvez a maior riqueza que temos ao viajar muito é ter referências de tantos lugares para trazer à nossa terrinha e ajudá-la a crescer.Vamos então ao Velho Mundo. Para poder produzir uma dica de qualidade ao debate, é importante ressaltar que Araxá não faz parte da Europa, a arquitetura das cidades do Brasil não é a mesma de lá, e a história de nossas edificações não conta com mais de 200 anos.Sim, eu sei disso, e ressalto aqui este fato.Por último:não sou um craque da história como o Tancredo e assim transformo esta coluna simplesmente num pitaco. Assim, vamos lá.

Quando você passa muito tempo passeando pelas cidades de um país só, como a Inglaterra, consegue enxergar uma coisa.A arquitetura para eles é uma deusa.A ser preservada. A ser eternizada. Se você alia a isso o interesse comercial das empresas que desejam realizar negócios em sua cidade, tem-se o segredo de como conseguir gerar renda e manter a cidade linda, com sua história intacta. Parece que eles escolhem a dedo:vamos achar determinada rua, bastante ampla nos lados e longa.Vamos fechar este espaço para os carros e pronto.Milhares de pessoas aparecem e deixam suas libras depositadas.As ruas têm movimento contínuo. O comércio tem a ousadia de fechar suas portas ás 17:00, mas mesmo assim, o movimento continua nos pubs, cinemas, restaurantes, teatros, enfim, ferve.

O projeto de revitalização arquitetônica do Gustavo Penna, de primeira vista, contempla isso.Quando fixamos nossos olhos nele e imaginamos uma das cidades inglesas e seus modelos bem-sucedidos onde carros não passam pelas ruas, acredito que temos o modelo perfeito.

A Avenida Antonio Carlos e a Boa Vista não deveriam ter espaços para carros transitarem. Eu falo nisso pensando exatamente no público mais importante desta equação:os lojistas.Sem eles, teríamos um centro fantasma.Um país como a Inglaterra, que nos trouxe a Revolução Industrial, certamente gosta de dinheiro, de lucro.Um amigo meu que mora em Londres sempre diz: “o inglês não deixa passar a chance de ganhar dinheiro em nada.Tendo uma chance de lucro, ele aproveita.”

Escrevo estas linhas pensando em você lojista, e cito seu nome mais de uma vez aqui, pois se isto fosse uma eleição, seu voto seria o fator decisivo na campanha. Tenha certeza de que a logística não esquecerá de vocês.Tenha certeza de que públicos de todos os bairros de nossa cidade e de todo o mundo, virão prestigiar e deixar seus reais aqui. A vontade turística de nossa cidade certamente é a maior da região. Um centro revitalizado, como propõe este projeto, trará muitos lucros para nossa terrinha, não tenham dúvida.E esse projeto Jardim das Esculturas, hein? Que idéia fantástica.Toda cidade conhecedora do que consegue atrair um turista sabe que pontes maravilhosas, esculturas gigantes ( de nióbio então, melhor ainda)e obras de artistas renomados garantem um espaço sagrado nos guias turísticos e na agenda dos turistas.

Garantindo que a Antônio Carlos e a Olegário Maciel sejam espaços exclusivos para turistas, sem espaços para carros (ou espaços mínimos), teremos algo que nenhuma cidade da região tem: um super espaço ao ar livre, em plena região central, para os turistas gastarem horas e horas.Uma opção muito mais bonita que um Shopping Center e que garantirá público para os dois conviverem em harmonia, quando este tipo de negócio conseguir achar espaço ( e seu tempo certo) na cidade para ser iniciado.

quinta-feira, outubro 28, 2010

LP solitário procura


A família do Ju Metal estava se mudando para uma nova casa, na Riviera do Lago.O centro de Araxá estava insuportável para o seu pai. Quarenta e dois carros passando em sua rua a cada dez minutos, este foi o último registro antes da explosão de nervos paterna que havia causado a mudança de casa. Cada integrante da família recebeu uma tarefa a fazer, para que a mudança pudesse se processar em apenas um dia. Como Ju Metal, do alto de seus dezenove anos mais seis meses de faculdade, era muito ligado em música, sua tarefa foi juntar tudo que fosse relacionado a música nas caixas de papelão esperando por ele.
Das suas mexidas, surgiram um mini teclado branco da Casio, uma flauta quebrada, cinco radinhos de pilha nos mais diferentes estados de conservação, fruto da paixão de toda a família pelo futebol. Sua irmã mais velha, Lucinha, viu Ju Metal começando a querer pegar sua coleção de posters do Menudo, New Kids on the Block e outros, mas ainda não estava na hora de cortar o cordão umbilical com sua adolescência já meio distante. Esta parte ele deixou para ela encaixotar. Depois de uma gaitinha, alguns DVD´s de shows e um monte de CD´s de todos os tipos, Ju Metal se deparou com uma capa de CD gigante. Com um cara vestido de duende, em um jardim, cercado de duendes mesmo, de verdade, das histórias de ficção. Lá dentro estava o tal, o cd diferentão, como ele nunca havia visto antes na história desta vida dele. Mas não era bem um CD. Era maior. Preto com um buraco no meio. O tal do disco devia ser de um tal de George Harrison, esse era o nome na capa. Foi perguntar ao pai dele o que era aquilo.
Depois de receber uma comovida explicação sobre esta obra-prima musical, que quase foi marcada por lágrimas de seu pai que quase caíram, Ju Metal entendeu o valor da coisa. Um único problema: junto desta informação, também recebeu a informação de que não havia mais em casa uma “vitrola” para tocar este disco. E depois de um breve sentimentalismo, seu pai o deixou sozinho de novo.
Quando Ju Metal me contou esta história para que eu a escrevesse aqui, fez questão de ressaltar este momento como o mais importante. Ele me pediu para que eu colocasse em negrito, em itálico, em “CAPS LOCK”, em todas as cores do arco-íris, que eu entrasse nesta história, mas que não deixasse de destacar o mais importante: que o LP, provavelmente tendo criado vontade própria depois de anos empoeirado e largado, quase carregou Ju Metal pela cidade de Araxá, em busca de uma vitrola para ser tocado.
A primeira parada foi na casa de seu primo Rafa. A família toda muito moderna, cada um com seu toca-MP3 na mão, TV de led no centro do entretenimento da casa (ou “entreterimento”, como diziam erroneamente cinco colegas seus).Sua impressão se confirmou, e o LP até pareceu ficar mais frio em sua mão. A tecnologia engolia os aparelhos antigos no máximo a cada 3 anos. Para não guardarem velharias, deixavam tudo em frente de casa, para algum passante sortudo pegar. Ju Metal agradeceu e junto do LP Solitário, foi para a segunda parada em busca da desejada vitrola.
Chegaram na casa do Digê, amigo das antigas de seu pai. Dono de uma coleção com mais de trinta mil “bolachas”, iguaizinhas ao seu LP Solitário. Depois de uma calorosa recepção e uma prosa introdutória de vinte minutos sobre algumas das histórias dos discos, Digê chegou com uma informação completamente inesperada:sua vitrola estava no conserto desde o ano passado. Uma tristeza na vida do Digê, que alimentava muitas amizades na base da cervejinha e castanha de caju no fim de tarde, mas que sem a presença da vitrola, era como as casas de noveleiras sem televisão.
Depois das despedidas, quase não acreditando no seu infortúnio, Ju Metal foi para o Barreiro dar umas corridas no Lago Norte. Quatro voltas depois, descansando no banco em frente de seu carro e olhando as águas do lago, por um segundo pensou em mandar a bolacha para um passeio. Sentiu uma cutucada nas costas. Era Ed Motta, muito gordo, cansado depois de cem metros de caminhada, da lojinha que vendia doces até o banco onde Ju Metal estava sentado.
Aconchegou-se, abriu sua vitrola ano 2010 cor de verde água e pediu o LP Solitário para Ju Metal.Escutaram o LP por algumas horas, acompanhados de um bom vinho. George Harrison se eternizou ainda mais.

domingo, outubro 10, 2010

100 atividades para se fazer em Araxá-2009

Caros amigos leitores,

Como muitas pessoas vinham me pedindo pela lista completa das 100 atividades para se fazer em Araxá, por não terem a versão impressa de 2009, publicarei aqui na íntegra, a lista de 2009, e completo com mais 5 atividades "bônus", estas já de 2010.
Espero que aproveitem e deixem seus comentários aqui!

abraços,

Fred


100 atividades para se fazer em Araxá- 2009

A lista de “ 100 atividades para se fazer em Araxá” de 2009 é a primeira da série. É dedicada não somente aos adolescentes entediados, e aos araxaenses ausentes que não voltam nunca, que perguntam “ o que se tem pra fazer lá na roça do Araxá?”
É também dedicada aos araxaenses e turistas em geral, e explicam porque amo tanto esta cidade, ou a parte boa dela, que é para mim imensa. Terei que escolher, pois são bem mais que 100 atividades para se fazer em Araxá. Terei que deixar algumas de fora. Afinal, no ritmo que a cidade cresce, deverá atingir a marca de 100.000 habitantes em 2009 ou 2010. E com tanta gente nova na cidade, certamente vão sempre surgir novas atividades tão interessantes quanto estas.Como é uma lista que se restringe a 100 atividades, a competição para se entrar nela se acirrará a cada ano. A cidade agradece.

Sugestão do autor:

Para quem não mora em Araxá: escolha algumas atividades apenas. Se for passar apenas alguns dias na cidade, não dará tempo de fazer tudo. Assim, volte mais vezes em 2009, até completar a lista. Pois ano que vem a lista se renova!

Para quem mora em Araxá: você terá todo o ano de 2009 para completar as atividades desta lista. Bom proveito, viva sempre Araxá!

1- Comer um sanduíche no Peninha, que tenha frango, bacon e a secreta maionese. São estas três razões que o tornam, a meu ver, o melhor sanduíche do mundo.
2- Fazer uma caminhada em volta da Lagoa do Barreiro, passando sempre rente a ela.
3- Ir ao Horizonte Perdido, assistir a um vôo de parapente, numa das rampas mais bem preparadas do Brasil.
4- Comer um “ torresminho molhado” no Bar do Tonho.
5- Ir ao Girassol como sócio, ou convidado por alguém.
6- Tomar uma tradicional sauna no Clube Araxá.
7- Atualizar-se sobre todas as novidades da cidade no Bar do Betão. Válido somente para adultos masculinos.
8- Levar seus filhos para brincarem na Cebolândia.
9- Sentar num banco da Praça Governador Valadares, e refletir.
10- Ver o Tigrão na rua e tratá-lo com respeito. Uma experiência única.
11- Visitar o Museu da Dona Beja.
12- Conhecer a Casa do Caminho.
13- Testemunhar as réplicas de ossos de dinossauros, lá na Fonte Andrade Júnior.
14- Tentar beber a água sulfurosa da Fonte Andrade Júnior.Faz bem á saúde.
15- Tomar um café da manhã completo no Grande Hotel
16- Caminhar na “ Rua da Banha”, espaço para pedestres da Av. Wilson Borges
17- Comer uma coxinha no Lanches Caseiro.
18- Tomar uma ducha escocesa nas Termas do Grande Hotel
19- Assistir a um jogo do Araxá Esporte Clube, se você não for filho do juiz.
20- Comer uma pizza no Pizzaiolo.
21- Passear na Casa do Pequeno Jardineiro, no meio de tantas árvores.
22- Conhecer o trabalho do Banco de Cadeiras de Rodas, no Rotary Club de Araxá.
23- Passear de carro depois da meia noite, em dia de semana. Cuidado com as esquinas.
24- Comprar uma caixa com 12 bolas de sorvete na promoção, do Moranguinho.
25- Assistir ao processo de produção da Cachaça Magotel, com espaço adequado para turistas.
26- Assistir a uma peça de teatro no Grande Hotel. Sempre tem.
27- Participar do Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Araxá. Muitas atrações gratuitas. Ed Motta já veio. Pepeu Gomes também.
28- Ir ao Spetu´s, onde tem comida top e conversa boa também.
29- Atravessar a Boa Vista, encontrando com todo mundo.
30- Comer uma empada na Cia da Empada, e ter o privilégio de conversar com o mestre do humor, Dudu.
31- Comprar um queijo curado do Mikicha.
32- Comprar um queijo do Guido, na Vereador João Sena.
33- Comprar biscoitos chimanguinhos, de polvilho doce ou azedo, em vários lugares.
34- Tomar uma tigela de açaí na Tribo do Guaraná.Eu peço para misturar com banana.
35- Jogar futebol no campo do Coelhão.
36- Jogar futebol no Planeta Gol.
37- Jogar futebol na casa do Fabiano aos Sábados.
38- Jogar tênis com amigos, e engordar depois com a cervejada e petiscos.
39- Redescobrir sempre, com os assovios de Diou que a profissão de lixeiro é nobre e fundamental.
40- Ir ao Monjolo, apreciando sabores diferentes com a vista do Cristo Redentor.
41- Assistir á programação da TV Sintonia, única emissora 100% local.
42- Assistir a uma apresentação do grupo Batuxá, com crianças tocando percussão, cavaquinho e violão.
43- Comprar uma rosca da Delícias da Vovó.
44- Comprar os biscoitinhos de queijo da Quitandas da Régia.
45- Comprar vários doces da terra, na Doces Joaninha, na Dona Marinês, e em diversos pontos da cidade.
46- Andar de pedalinho na Lagoa do Barreiro.
47- Tentar achar a Dona Beja pela cidade.Surpreenda a todos, e divirta-se com esta pergunta: onde está Dona Beja?
48- Tomar água mineral direto da Fonte Dona Beja, a água mais radioativa do Brasil, e cantar bem alto lá em seu interior. O eco é divino.
49- Tomar um banho de lama nas Termas do Grande Hotel.
50- Visitar as ruínas do Hotel Rádio, onde Santos Dumont se hospedou.
51- Visitar a Biblioteca Municipal Viriato Correia, ler um livro e conhecer seu trabalho completo.
52- Dentro da própria biblioteca, conhecer o novo Espaço Positivo Olavinho Drummond, com quase mil livros de auto-ajuda.
53- Assistir a um show do cantor e compositor Germano Soraggi, que emociona com seu trabalho único.
54- Ler um jornal araxaense e tomar um frappuccino no Café Docê.
55- Comer uma picanha no Delei.
56- Atravessar a rua e comer um feijão a la “ Mocréia”, com cupim ou costela no Costelão.
57- Conversar com um araxaense acima dos 70 anos, e buscar conhecer mais nossa história.
58- “ Sequestrar de mentirinha” sua companheira ou companheiro, e levar para passar um dia hospedado no Grande Hotel.
59- Ir ao cinema no Cine Brasil, para ver um lançamento de preferência nacional.
60- Visitar o Museu Calmon Barreto e conhecer a obra deste ilustre artista araxaense que foi desenhista, pintor, escultor, gravador e escritor.
61- Assistir á decoração natalina da casa de Dona Dora Lemos. Que a tradição continue após sua passagem.
62- Chupar mangas lá na Praça da Mangueira, e pedir para não derrubarem mais árvores.
63- Fazer sua própria fantasia, e participar da Festa da Fantasia, uma das mais tradicionais festas da cidade.
64- Comer um sanduíche no Pólo Norte.
65- Assistir a um show da banda Peixe Piloto, talvez a banda mais antiga e talentosa em atividade em Araxá.
66- Conhecer o Bar do Zé da Égua, e experimentar a Porpeta á Bolognesa.
67- Escutar a um programa de rádio, vídeo, etc, de Marcelinho e Caceba, os melhores do humor em Araxá.
68- Jogar futebol no Buracanã, belo espaço público para a prática deste esporte.
69- Visitar o Museu da Imagem e do Som de Araxá, com um interessante acervo.
70- Tomar um “brunch” na Pão Nosso no Domingão.
71- Jogar xadrez na Academia Araxaense de Xadrez e presenciar o belo trabalho que eles fazem em Araxá.
72- Almoçar na Pousada Dona Beja no Domingo, e nadar em sua piscina.
73- Na época da Exposição, levar seu filho para ver os animais no Parque de Exposições de Araxá.
74- Visitar o Santuário de Nossa Senhora de Fátima e presenciar a sua bela vista da nossa cidade.
75- Voltar ao Horizonte Perdido e experimentar a batata frita empanada, petisco único e delicioso.
76- Andar de “ charrete” no Parque do Barreiro.
77- Dar um pulo “ logo ali” na Serra da Canastra, e banhar-se em uma de suas lindas cachoeiras.
78- Comer uma coxinha com catupiry na Deliciosa.
79- Deleitar-se com as empadas tradicionais da Tia Luzia.
80- Andar de skate, em uma das rampas ou nos altos e baixos que Araxá proporciona.
81- Se você for idoso, bater palmas e participar da Uni Sênior.
82- Bater mais palmas, desta vez para Mariana Rios, que sempre consegue falar de Araxá em seu brilho na TV.
83- Participar ( degustando) de um Velório do Boi, organizado pelo atuante Clube da Cozinha Araxaense.
84- Conhecer o Museu Sacro da Igreja de São Sebastião, esta que foi construída no início do século 19.
85- Ler uma das edições da revista “ Trem da História”, editada pela Fundação Cultural Calmon Barreto, que conta nossa história de forma incrível.
86- Visitar o Túmulo da Filomena, onde muita gente vai buscando por milagres.
87- Comer 5 pães-de-queijo por R$1 em alguns pontos da cidade.
88- Jantar um prato italiano no Hotel Colombo com música em volta.
89- Caminhar pela Estrada Velha do Barreiro, entrando no meio dos eucaliptos. Pegar uma folha e sentir seu cheiro.
90- Comprar um sabonte de lama Nur.
91- Fazer compras de artesanato local da cidade.
92- Comer um mexidão no Rei do Mexido, no fim-de-noite.
93- Visitar a Árvore dos Enforcados
94- Conhecer os belos serviços prestados pelo Núcleo Espírita “ Labor, Fé e Amor”
95- Comer os deliciosos salgadinhos da lanchonete da Rodoviária, a qualquer hora do dia
96- Assistir ao Amadorão, campeonato de futebol amador da cidade, super disputado.
97- Passear no Aeroporto Romeu Zema, a cada dia mais modernizado.
98- Tomar um chopp ao fazer compras, já disponível em muitos supermercados da cidade.
99- Participar de um dos cursos de cinema que o Marco Maneira abre, de tempos em tempos.
100- Ser um araxaense de carteirinha, e divulgar isso onde você estiver

Bônus 2010

101- Comer um peixe ao molho no Chalé Ana Jacinta. É de comer de joelhos. (hours concours)
102- Ir ao Sushi Uai ou ao Fuji, os primeiros restaurantes orientais da cidade.
103- Passear no Lago Norte totalmente modernizado, caminhar, passar pela ponte,etc.
104- Fazer um dos passeios de quadriciclo que a Turcan oferece.
105- Visitar o Serpentário de Araxá, hoje com mais de 500 cobras.


* esta lista foi publicada originalmente nas colunas 100 e 101 do Fred Neumann, no Jornal Interação.

quarta-feira, julho 07, 2010

O ar está mais limpo

O ar está mais limpo. Os fumantes não podem mais acender seus cigarros dentro de bares. O ar está mais sujo. As indústrias continuam usando o tempo como se fosse uma vitória pra prolongar seus tempos como poluidoras. Não precisa disso. É possível poluir menos, mais rápido. Eu quero um carro elétrico. Eu quero um carro movido a Sol. Mas que seja competitivo. Não quero ser conhecido como o senhor tartaruga. Não quero ser conhecido como o senhor idealista. Um bom ideal precisa ser como arroz e feijão. Um bom ideal precisa ser para os mineiros como um bom torresminho ou sua música sertaneja. Algo fácil de se ter, de se adotar no dia a dia. E não te gera um colesterol mais alto. Não te gera uma cultura bitolada.

O ar está mais limpo. Não tenho que suportar mais garganta cortando no meio de um show, porque alguém tragou. Não preciso mais dizer que minha roupa estragou. Não preciso, pois nem precisarei comandar minha roupa direto ao tanque, cheia de fumaça. Nunca entendi o motivo primeiro de um sujeito ao levar um cigarro na boca. Até que antigamente era mais compreensível, pois anúncios publicitários recheados de médicos sugerindo o uso de cigarros era praxe. O ar está mais sujo. É preciso sair de um ambiente em algumas vezes, pois o ambiente se suja de pessoas ocupando seus tempos falando mal de outras. Falta aí um objetivo definido. Conseguir comprar. Conseguir formar os filhos. Conseguir deslanchar sua pequena empresa iniciante. O ar está mais sujo e não se pode culpar simplesmente uma cidade pequena. Ou culpar Araxá. O ar está mais limpo. Aquele que falava de outros aprendeu a olhar pra dentro de si. Aquele que falava mal por quatro horas seguidas aprendeu a ajudar no Tadeu. Aprendeu a ocupar seu tempo com uma atividade física ao ar livre. E se apaixonou com a endorfina. E antes que as esposas reclamem, muitas delas se apaixonaram com a endorfina. Vivem de amores por esta substância química que não faz mal. Generosa que é, vive composta por 31 aminoácidos. E você que se apaixonou por ela, não se preocupe. Os aminoácidos não são seus concorrentes, estão dentro de você.

O ar está mais limpo pois as empresas madeireiras estão aprendendo cada vez mais a utilizarem-se das árvores de forma sustentável. O ar está mais sujo pois muitos ainda burlam as leis sem a preocupação da manchete negativa de um jornal. O ar está mais sujo pois não é mais possível assistir ao jornal da oito e conseguir uma boa digestão. Ele nos dá a impressão de um inferno real na Terra. Seus editores desaprenderam a falar do bem, de forma majoritária. Existem alguns espaços. O ar está mais limpo pois na Internet você escolhe as boas notícias. Na Internet você consegue sentir o ar mais sujo quando não consegue se expressar de forma correta em uma série de e-mails. Perdemos preciosos minutos e rusgas desnecessárias. O ar está mais limpo pois ajudamos pessoas a acharem outras. Achamos nossas almas gemas na grande rede. Aumentamos o faturamento de nossas empresas através de simples ações no Facebook, o tal do Facebook. Aumentamos nossas relações esquecidas de amizade ao jogarmos um Farmville, ou qualquer outro joguinho, onde um lembra do outro, muito antes do Natal. E o Natal, ah, ele também fica mais feliz.
O ar está mais limpo, o ar está mais sujo, o ar está mais colorido, o ar está mais comestível no algodão doce, o ar está mais pesado, o ar está mais do jeito que queremos. Eu quero sempre achar o ar que mais combina comigo. O ar do mar, o ar do sertão, o ar apaixonado de quem deseja viver intensamente, o ar da mulher que amo sempre mais do que a um segundo atrás. O ar das amizades verdadeiras. O ar de ver casar quem se ama de verdade, e não quem casa por casar. O ar enfeitado pelo cheiro de uma picanha na tábua chegando. Ou o ar de paz de uma peça de sushi. O ar quente de uma piscina das Termas. Ou de seu clube favorito. O ar. O ar. O Araxá.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Araxá-Cidade Mundial do Galo-Parte 1


Em homenagem a todos atleticanos residentes em Araxá, reproduzo na coluna da semana a cobertura que fiz para a GaloSampa, apaixonada torcida dos atleticanos que moram na cidade de São Paulo.Uma semana em que Araxá se tornou a Cidade Mundial do Galo. Aí vai:

Terça, 19 de Janeiro de 2010

Alô, Alô,

Estamos aqui direto de Araxá-MG, capital mundial do Galo até sexta-feira, em cobertura especial para a GaloSampa.
A chegada aconteceu ontem, por volta de 21:55, quando o Avião Alvinegro aterrissou na pista do monumental Aeroporto Romeu Zema.
O primeiro a sair do avião foi Carini.
O último foi Luxemburgo, que acenou para a torcida que gritava "Ah! É Luxemburgo!"
Hoje pela manhã, num posto Esso em frente ao Estádio Fausto Alvim, uma fila acumulava meio quarteirão, para trocar seus litros de óleo por cobiçados ingressos do jogo amistoso Atlético-MG x Araxá, ou Galo x Ganso, se preferirem.O jogo será amanhã., ás 20:00.
Detalhe: alguém, segurança do Galo, Luxa ou Prefeitura de Araxá, colocou o ônibus da delegação dentro da pista do aeroporto, e o povão não pôde chegar perto.
Resultado: no final da carreata, ao chegarem no Ouro Minas Grande Hotel, a Massa depredou as chancelas da entrada.

Falou, direto da Cidade Mundial do Galo, Fred Neumann, para a GaloSampa

Quarta, 20 de Setembro de 2009

Alô, alô, GaloSampa!
Voltamos para mais uma atualização sobre a estadia do Galo na cidade de Araxá-MG.
Ontem o C.A.M. treinou em um campo mais reservado, a alguns km do centro: o campo da Bunge.
Foi um treino com entrada restrita, mas os repórteres Luciano Muchacho e Fred Neumann estavam lá presentes.
O Galo realizou um coletivo rápido seguido de treino tático.
O coletivo foi de titulares x reservas, e chamou a atenção o fato do Aranha ter jogado como goleiro titular.
Pelo fato do campo ser de uma associação de funcionários, a distância entre alambrado e campo era mínima.
Com isso, a torcida aproveitou para enviar recados bem de perto.
Um torcedor da estirpe "chato" pediu mais de 5 vezes para que Ricardinho enfie dois gols "naquela tima do Cruzeiro".
O veterano jogador pôde demonstrar toda sua capacidade de concentração, já que não respondeu ao torcedor.
Concentração, pois simpatia ele demonstrou bastante, tendo sido eleito pela torcida como o mais simpático do dia.
Foi o último a sair do campo pela manhã no treino do Fausto Alvim.
O colombiano Fredy Rincón, ex-jogador e agora da comissão técnica de Luxemburgo, impressionou pelo preparo físico.
Um gigante. Se precisar de um volante de 42 anos na base da emergência, o Galo estará bem servido.
Luxemburgo apitou todo o jogo. Parou várias vezes para corrigir posicionamento.
Para finalizar o treino, Tardelli distribuiu autógrafos por cima do alambrado, e mostrou-se adaptado á condição de ídolo da Massa.

sábado, outubro 10, 2009

1o. Encontro de Twitteiros de Araxá

CHEGOU O DIA!!!
É HOJE!!!

Foi dada a largada.
O 1o. Encontro de Twitteiros de Araxá vem aí.
Tudo decidido.
Dia, hora e local.

Para quem quer participar:

A tag é #twitterencontroAraxa
Mas se não achar, busque por twitterencontroAraxa
Ou fique de olho nos nomes das pessoas da lista abaixo.

Querem ir até agora: 12 pessoas ( @RAPHAELRIOS @rosangelabarroc @fredneumann @janasilva @aAlex_Silva_aax @lidiajordao @fonoparolini @wnobuo @wellingtonbit @Mipalhava @gigalactica @thedenys )
Não confirmado porque se acha feio: @danielhonorato

Sede do encontro, escolhida por vitória simples:

Bar do Menudo

Dia e hora:

7 de Novembro, Sábado, 16:00

A gente se encontra lá!!

terça-feira, setembro 29, 2009

Twitter:uma introdução-2


Depois de concluir a parte 1 desta série de 2 colunas sobre o Twitter, acabei descobrindo na Internet um fantástico livro sobre o Twitter, com um título muito parecido com o desta coluna ( o título original para mídia impressa. Mudei o título para web). O título é “ Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter ( você já aprendeu em uma mesa de bar)”. O autor é o Juliano Spyer, e o melhor de tudo é que o livro está disponível gratuitamente para você baixar. Quem quiser, é só ir na página do Juliano no Scribd e fazer o download deste ou de outros livros dele. O link é este aqui
Continuemos então de onde paramos na semana passada. Você agora é um feliz proprietário de uma conta no Twitter. Feliz se já souber o que fazer com ela, claro. Mas você pode se perguntar, muito principalmente se for no começo, para que serve uma conta do Twitter. Aliás, você pode se fazer muitas perguntas, mas como esta coluna é apenas uma introdução ao tema, tentarei responder a três das possíveis perguntas.
A primeira: Não decidi ainda sobre o que vou escrever. O que faço?
Vamos lá. Eu sugiro inicialmente que você escolha qual o seu objetivo no Twitter. Você pode ser um artista famoso como o Luciano Huck querendo chegar primeiro ao milhão de seguidores, e por isso vai escrever curiosidades sobre sua vida particular para o povão curioso. Mas talvez você seja apenas um rapaz latino americano morando na cidade de Araxá, querendo conhecer um pouco mais do mundo fora ou dentro da América Latina. Se sua intenção for conhecer gente, escreva sobre assuntos interessantes. Envie links de informações que você acredita serem úteis para quem te segue.
E ainda, se você não for nem um artista famoso, nem um rapaz latino americano, mas sim uma empresa araxaense do ramo de comércio de calçados, você, empresa, pode escrever sobre as novidades de seu comércio, pode lançar ofertas exclusivas da loja para seu público que te segue no Twitter ( momento “ merchan”: para isso, claro, pode contratar minha empresa para lhe ajudar ).
Enfim, tendo decidido então ( ou não) quais serão seus temas no Twitter, você pode chegar á segunda pergunta: como vão me achar?
Existem algumas formas de você ficar conhecido no Twitter, principalmente quando você tem zero seguidores no seu primeiro dia.
Por favor, não entre em pânico. Pratique algumas atitudes básicas. A primeira delas: contate seus amigos para ver quem tem conta no Twitter. Isso já vai te dar um bom empurrão inicial.
Para continuar seu crescente domínio do mundo twitteiro, vá em “ search” e escreva o nome de sua cidade. Por exemplo, digite “ Araxá”, que certamente vai achar muita gente conhecida.
Para finalizar o início do crescimento do seu número de seguidores, escreva pelo menos de vez em quando sobre assuntos interessantes que possam ser “ retwittados” pelos seus seguidores iniciais. Pois se você tiver um seguidor que tenha por sua vez milhares de seguidores, imagine ele encaminhar, ou “ retwittar” sua mensagem para toda a legião de pessoas que o acompanha? E se uma parte deles gostar de sua mensagem, e começar a te seguir, ta aí: você conseguiu algo de muito bom.
Chegamos então á terceira e última pergunta: para que serve uma conta do Twitter?
Para responder a esta pergunta,veja alguns exemplos do que tem se feito no Twitter, alguns deles realmente fascinantes:
- médicos americanos transmitiram pelo Twitter, ao vivo, uma cirurgia para retirada de um tumor cancerígeno no rim, sem retirar todo o rim, para que seus colegas de Medicina no mundo todo soubessem que isso era possível
- o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, não convoca mais a imprensa para noticiar o que há de mais importante de novo no clube. Ele usa o Twitter, onde já tem quase 20.000 seguidores. Nesta semana, deu em primeira mão pelo Twitter a notícia da contratação do Ricardinho, antigo sonho do clube ( e de outros clubes também)
- a GGD Metals, empresa do setor do aço, usa o Twitter para enviar notícias do setor, para agregar conhecimento a quem tenha interesse nesta área, ou que deseja seguir carreira neste setor

Bom, estas duas colunas foram apenas uma introdução a este mundo maravilhoso do Twitter. Como em todos os outros sites da web, maravilhoso se bem utilizado, claro. Nas próximas duas semanas, irei falar sobre outro mundo maravilhoso: o do Facebook.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Twitter:uma introdução-1


A coluna desta semana vai tratar de uma ferramenta super popular na Internet:o Twitter. Sendo um internauta diário ou não, você provavelmente ouviu falar sobre esta palavrinha antes. Se não ouviu falar, aproveite e descubra tudo o que você queria saber sobre Twitter, mas não tinha coragem de assumir que não sabia.
Esta série de duas colunas será apenas uma introdução ao assunto, já que o tema é bastante amplo, ok? Mas você já vai poder esbanjar seus conhecimentos no próximo papo de boteco.
O assunto está particularmente quente nesta semana, já que o presidente americano e amigo pessoal imaginário deste colunista, Barack Obama, citou tanto o Twitter quanto o Facebook e o Google no interessante evento de volta às aulas que ele organizou em Arlington, Virginia.
Obama disse que “alunos que 20 anos atrás se sentaram onde se sentam vocês, que fundaram o Google,Twitter e Facebook e mudaram o modo como nós comunicamos com os outros”. É um baita incentivo para voltar a estudar, não acham? Os fundadores destas ferramentas não precisaram de muito dinheiro para mudar o mundo. E realmente mudaram, com bilhões em seus bolsos, fazendo o que gostam.
Mas então, vamos um a um. Primeiro, o que é Twitter? Ele é nada mais, nada menos que um “mini blog”. Esta palavra, blog, eu não preciso explicar. Se você quiser saber o que é, tem quase 3 bilhões de referências no Google.
Mas como eu “tuíto”, você pode me perguntar. É simples. Antes de tudo, você precisa criar sua conta no www.twitter.com Eles ainda não oferecem versão em português, por isso siga o passo a passo aqui. Clique no botão meio “verde água” onde está escrito “sign up now”. Isto irá te levar para uma tela onde você preencherá apenas cinco informações. Em “full name” você escreve seu nome completo. Em “username” você escreve o nome com que deseja ser conhecido no Twitter. Este é um passo importante. Você pode ter um Twitter pessoal ou um Twitter para sua empresa. Tem gente até que cria Twitter para homenagear mortos ou assume a “persona” deles. Ou seja, são muitos os usos. Eu tenho um para uso pessoal, o @fredneumann e outro, o @100atividades para meu guia de turismo que será lançado agora em setembro, o “100 atividades para se fazer em Araxá”, originado aqui mesmo nesta coluna, em janeiro.
Escolheu seu nome? Ótimo. Em “password”, escolha uma senha não tão fácil de ser “hackeada”, contendo números e letras. Em “Email”, coloque o seu e-mail relacionado à conta que você escolheu. Se for um Twitter pessoal, é seu e-mail pessoal. Se for o de sua empresa, coloque o e-mail de sua empresa. Esta é uma sugestão, claro; pode colocar o seu e-mail que quiser. Só precisa ser um e-mail válido, que exista.
E por último, em “Type the words above”, você copia as duas palavras que estão escritas na caixa acima. Se estiverem ilegíveis, clique em “get two new words” ao lado.
Está tudo pronto para criar sua conta. Clique em “Create my account”.
Feito isso, se você quiser adicionar seus amigos do Gmail, Yahoo ou AOL na próxima página apenas coloque seu e-mail cadastrado em um destes, com sua senha, e o sistema procurará seus amigos por você. Se não quiser fazer isso, clique lá embaixo em “skip this step”. Na próxima página, o Twitter sugere automaticamente alguns nomes para você “seguir”. Se tiver alguns que interessem a você, selecione-os e clique em Finish. Ou vá para o final da página e clique em “Skip this step”. Ufa, você finalmente tem sua conta de Twitter depois de intermináveis dois minutos.
Bom, mas esse Fred Neumann ainda não respondeu a minha pergunta... Como eu tuíto?
Veja só, meu caro leitor, agora você vai em “Home” e no quadradão posicionado abaixo do título “What are you doing”? diga o que está fazendo no momento. Ou não diga. Existem muitas outras coisas a serem faladas neste espaço de “mini blog”. Perceba que a cada caractere que você colocar, o número “140” no alto do quadradão vai diminuindo, até chegar a zero, ou até a menos 1, menos 2... Caso isso aconteça, você terá que reduzir sua mensagem, pois a graça do Twitter é que você tem apenas 140 caracteres para passá-la. E assim vale para todo mundo. Do Luciano Huck ao programa “Pânico”, da Xuxa à Britney Spears. Diga-se de passagem, todos estes têm Twitter.
Pronto, escolheu o que vai escrever? Clique em “update”, abaixo do quadradão, para enviar sua primeira mensagem no Twitter.
Não decidiu sobre o que quer escrever? Não sabe como vão te achar? Fique atento para a parte 2 desta coluna, na semana que vem, aqui.