sexta-feira, novembro 24, 2006

I mameluco me

Fiquei pensando. Como seria a melodia inventada por um bebum americano, que morou 5 anos no Chile, conheceu uma gaúcha, e foi morar em Natal? O americano tomou 7 caipi-cajá, e voltava feliz pra casa, abraçadinho com a amada.
Pensei, ele deve misturar todas as línguas que conheceu, e dobrando a sua própria.
Acho que seria assim a canção:

I, mameluco meeeee
Caminando deliciante con my loooove
Jo caipiro con las siete de one timeee
Sheiké bari pelas ruas down at nighhhhht
Carmenzita que te quiero in my heart
Live so long para beijar-te mucho maiiiis
Bamos sentar aca, en la plaza de lo fiiiire
( bah, Gary, levanta daí, você vai passar mal!)
All right, mi querida, esquecida desto louuuco
Mia skin es mas blanca que la sand de Nataaal
Jo me rio, quando jumpo en dromedario
Bem despues del Santiago, the chilenos viva viva
Cá I am, with manteiga de garrafa
Mais garrafa than manteiga
Jo believo soy menteca
Singo mucho, no caningo non, melodia es comigo
Quando drinko lo suco de cajá, ou cachaço con tu
Mi querida Carmenzita, bamo bailá del forró
Era for all ahora I know, hugh, hugh, hugh
( Chega, Gary, você vai passar mal e chamar o Hugh Grant, deixa o cara com as guria dele... o Fred já tem material suficiente pro blog dele, vamos pra casa)
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Agradeço ao casal fictício, o americano Gary e a gaúcha Carmen, por autorizar-me a publicar esta melodia.
Como a Internet é vasta, e já aconteceu uma vez, quando sugeri o nome Clotildiano para as Clotildes e acabei conhecendo a incrível Clotilde Tavares que já usara este nome para uma coluna sua numa revista, aviso desde já caso exista algum casal Gary e Carmen, que não criei tal melodia após conhecê-los, afinal não os conheço, nem sei se tal casal existe. Mas se existir, será um prazer conhecê-los. Seria o segundo caso de ficção inspirada em alguém que não ainda não conheço. Uma beleza.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Notícias do Interior-1

Está lançada mais uma seção no blog. É a " Notícias do Interior". Sempre que eu presenciar um fato curioso que só acontece no interior, virei com um " plantão de notícias" aqui, e postarei sobre o acontecido. Vamos à primeira.
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Araxá
presenciou nesta manhã um congestionamento recorde no ano: 112 metros.
A ambulância precisou atender a um chamado em um prédio de três andares.
Demoraram um pouco para subir as escadas.
Como a Rua Capitão Izidro é muito estreita, a ambulância ocupou praticamente a totalidade de sua extensão, não deixando os outros carros passarem.
E assim os carros foram acumulando. Um, dois, três, chegou até a dez carros. A partir do décimo primeiro, sem paciência, os motoristas começaram a dar ré.
Mesmo assim chegaram outros pra ocuparem os lugares dos que se foram.
A fila total ficou em vinte carros, aproximadamente.
No meio da fila, o publicitário aproveitou pra conversar com os pais de um amigo seu, com quem havia acabado de falar.
Os pais deste amigo aproveitaram pra colocar o papo em dia com o publicitário, comentando sobre a busca por uma casa pra passar o reveillon lá na represa.
Enquanto isso, chegou o veterano morador da casa em frente, pra atualizar o papo também.
Comentou sobre o preço alto que o vizinho tava pedindo pela venda da casa, o que arrancou risadas dele. Com o que o vizinho estava pedindo, dava pra construir duas belas casas num condomínio mais afastado ( três quilômetros do centro...).
Realmente os preços das casas antigas do centro estão altos mesmo.
Três carros atrás, um amigo gritou perguntando o que tinha acontecido.
Dois responderam.
Os peões de uma obra na rua também pararam suas atividades pra acompanhar o acontecido.
Como visto, os 112 metros de congestionamento recorde na cidade de Araxá, no ano de 2006, movimentaram a vizinhança.

Estapafurdias-2

Cérebro é o topo da pessoa, por isso deveria ser chamado de céurebro.
E talvez se tivesse este nome, poderia explicar porque às vezes ficamos com a cabeça nas nuvens.

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Para enlouquecer com tanta estapafurdia, recorde aqui as Estapafurdias-1

quarta-feira, novembro 22, 2006

À espera de um avião


* É necessário avisar aos leitores que esperam por um texto sobre a crise dos controladores de vôo de que, na verdade, os personagens deste conto exercitam um outro tipo de espera aeronáutica.
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Faltavam vinte minutos para o avião chegar. O Aeroporto Romeu Zema não recebe muitos vôos diários, talvez dois. Depois de fazer o registro do passageiro, não há muito mais a se fazer na parte interna do aeroporto, principalmente quando sua única lanchonete, não parecendo muito ávida a fisgar clientes, deixa para assar o pão-de-queijo naquele momento que o passageiro já está enganando muito bem a sua fome, e mandando-a esperar mais vinte minutinhos, pois ficou sabendo que o avião fornecerá um lanchinho. Mesmo nesta ditadura de vôos extremamente econômicos. Calimério não resistiu.Até porque passageiro ele não era no dia.Pagou o preço de seis pães-de-queijo da cidade, e levou apenas um, queimando as entranhas da boca e as pontinhas dos dedos que se arriscaram a segurar o maldito. Que estava bom, pelo menos.
Levou-o correndo para o lado de fora do aeroporto, na esperança dos ventos de todos os lados soprarem um pouco a quentura da guloseima.
Chegou no local sagrado para mais outros três colegas seus, que já estavam lá: a mini pracinha do lado de fora do aeroporto, que oferece uma vista perfeita para a pista.
Olegário trouxe seu radinho de pilha de sempre. O que adiava o exercício de memória dos outros três colegas, e ninguém lembrava de trazer radinho também.
O do Olegário era suficiente.
Franklin e Ana Jacinta, na maioria das vezes, aproveitavam aqueles encontros para atualizarem os amassos. Mesmo assim poucos amassos, pois o foco de todos era um só: a chegada do avião.
A coisa funcionava assim: Olegário trazia o radinho de pilha, demorava aproximadamente quinze minutos, mas no final achava a sintonia das conversas do piloto do avião com o aeroporto.
Era o acompanhamento perfeito para os passeios no aeroporto.
Tinham a divertida sensação de serem hackers de aeroporto.
Mesmo as letras e números indecifráveis para outros já eram como familiares antigos para a trupe.
Entendiam tudo que o piloto falava com o controlador de vôo do aeroporto.
Mas isso era apenas o começo.
Certa vez o piloto, numa destas conversas, assumiu que traçara a aeromoça novata ali na cabine mesmo, a vários pés de altura. Perguntara-se na época se ela estava querendo " subir" na carreira. Mas confessou que traçou-a a vários pés de altura, e usou pé também, na área glútea, para despachá-la. A fila andava, dizia nas ondas do radinho o comandante garanhão.
Calimério nunca cansava de contar esta história para seus amigos do bairro Alvorada, onde morava.
A trupe de quatro, sempre à espera do avião do dia, colecionava histórias para contar.
Calimério e Olegário, aposentados.
Franklin e Ana Jacinta, herdeiros preguiçosos que buscavam sempre algo pra preencher aqueles dias intermináveis em Araxá. Sabiam que quanto menos coisas faziam, menos coisas tinham pra fazer.
Naquele dia, Calimério completou a traçada do pão-de-queijo, escutou o radinho do Olegário para as preliminares, e observou o pouso perfeito do comandante garanhão.
Vinte minutos atrasado.
Por preguiça do comandante mesmo. Demorou pra acordar no dia.
Calimério pegou sua bicicleta e despediu-se dos amigos que moravam em outros bairros.
Eram quatro quilômetros até no Alvorada, para fazer a digestão das conversas do dia.
E do pão-de-queijo atrasado.
No dia seguinte lá estará Calimério e a trupe de quatro.
À espera de um avião.

* O uso da foto foi uma cortesia ainda não autorizada do Buteco do Edu.
Atualizando horas depois: cortesia agora autorizada, e eu indico com louvor o Buteco do Edu, e sua defesa pelas coisas simples da vida.




segunda-feira, novembro 20, 2006

A essência que licencia

A diferença entre saudade e saúde é que saúde é saudade sem dá
A semelhança entre amor e paixão não está nas letras
Mas no coração
É a mesma semelhança entre um empurrão e uma colisão
O empurrão pode ser o amor
A colisão se apaixona sem perceber já foi
A diferença entre um boi e uma bóia é que o boi óia
A bóia não óia pronde vai
O boi-amor e a bóia paixão
O porto ou o por tú
Tutu de feijão ou tropeiro tropeçando
A consistência ou a mistura pura do que nunca sabemos
Doemos e dói menos nas dores que vivemos
É boa, quiboa, boa, quiboa
Ensaboa
E há
no ar e na generosidade
a essência que licencia

Notícias que só existem aqui-9

O Instituto Invisível da Inércia acaba de lançar no mercado a " escada invisível", que promete dar um gostinho de voar aos seus compradores.
O preço é salgado: foi lançada primeiramente no Brasil, por R$14.000.
Existem versões de 500 metros, 1 e 3 quilômetros.
O felizardo comprador não precisa se agarrar na escada para não cair.
A escada possui degraus largos.
Além disso, possui um dispositivo que, em caso de um passo que não seja para o alto e avante, é acionado, criando uma espécie de puf macio feito com penas de ganso. Especialistas de mercado já chamam este dispositivo de " air-bag mais sofisiticado".
A outra grande novidade da escada é um controle, onde o usuário pode re-direcionar a escada para o rumo que desejar.
O Ministério dos Transportes, Antonio Leonardo, já estuda a possibilidade de criação de um órgão interno específico para controlar o " trânsito" destas escadas invisíveis.
Cogita-se no governo uma provável irritação dele com o Ministro dos Transportes Que Não Existem Ainda, Dambou Dore. Isto devido ao fato deste novo " transporte" ser o segundo a ser criado dentro de apenas um mês.
Nas primeiras 24 horas à venda, apesar do preço alto, foram vendidas 1000 unidades.
A primeira unidade foi vendida a um piloto brasileiro de Fórmula 1, mas a empresa prefere não dizer seu nome. Disse apenas que trata-se de um piloto vitorioso, e que gosta de alemães.
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Se você prefere " notícias que só existem aqui" sobre transportes mais embaixo, a primeira notícia de duas que começou a irritar o Ministro dos Transportes, clique aqui.

sábado, novembro 18, 2006

Quem sou eu?




Quem sou eu? Filho de finos filhos, faço força em felicidade, falo forte aos firmes e ferrenhos, falo de futebol sem falcatrua, festejo os ferinos filósofos, floreio as falas se fitam fortemente, faca fictícia aos falastrões, fondues, filés e fetuccini, fecho esta ficha com Fred, meu nome. É um prazer escrever se o propósito é nobre, ou se a alma não é pobre.

Uma homenagem ao V

sexta-feira, novembro 17, 2006

Nostrafred no tênis-2

Resolvi dar sequência à brincadeira nostradâmica, ou " salustiana" para abrasileirar, e indicar mais dois tenistas que acredito deverão se destacar no tênis.
A primeira indicação de hoje eu acredito ser de nível " bem difícil" de adivinhação.
A segunda, de nível " fácil".
Rafael Camilo ( tá aí, Ghiza, um brasileiro nas adivinhações deste blog) tem 16 anos, jogou apenas 4 torneios profissionais, e já chegou à final de um. Seu melhor ranking na ATP até agora é o de 932o., no dia 30 de Outubro. A sua idade e o seu ranking ainda fraco fazem desta uma adivinhação " bem difícil". Já a segunda adivinhação é de nível " fácil" pelos seguintes motivos:
Já chegou a 86o. do ranking da ATP com apenas 18 anos. Em seu primeiro ano como profissional, ganhou de Nicolay Davydenko, atual 3o. do ranking. Perdeu por difíceis 3 sets a 2 pro Gaudio em Roland Garros, torneio de Grand Slam que este argentino ganhou em 2004. Ganhou do Carlos Moya, ex-número 1 do mundo, e pra completar ganhou do peruano Luis Horna, que está em ótima fase, tendo ganhado seu primeiro título de ATP este ano.
O nome da fera: Evgeny Korolev
Para acompanhar se eu tenho realmente este dom nostradâmico-salustiano para o tênis, vamos fazer o seguinte:

- Criar o Índice Nostradâmico-Salustiano de Tênis.
- Colocando também Juan Martin del Potro, que foi a primeira aposta que fiz aqui , voltarei uma vez por mês, a partir de Janeiro ( porque em Dezembro o circuito do tênis entra de férias), verificando se estou indo bem no índice ou não.
- Para compor o índice, estarão estes 3 tenistas: Del Potro, Camilo e Korolev.
- Para Del Potro, apostei que ele chegará no Top 10 até Julho de 2008.
Serão 19 meses. Sendo assim, como ele está em 93o. no ranking hoje, para o índice mensal ele terá que subir em média 4,4 posições por mês. Se ele subir 5 posições no mês, contribui com + 0,6 pontos no índice. Se cair 3 posições, contribui com - 7,4 pontos.Em Julho de 2008, encerra-se a saga de Del Potro, sendo substituído por outro. O mesmo vale para os outros dois.
- Para Camilo, apostarei que ele chegará ao Top 100 até Julho de 2011. Como ele está em 934o. no ranking, e serão 55 meses, para o índice mensal ele terá que subir 15,2 posições por mês.
- Para Korolev, aposto no Top 10 também até Julho de 2008. Como ele está em 102o. no ranking hoje, terá que subir 4,9 posições no ranking, por mês.

Eu já tinha avisado a vocês que sou louco por matemática.
A notícia boa para quem não gosta de números, é que tais postagens apenas acontecerão 1 vez por mês...

E por falar em chocolate...

Os apaixonados por chocolate receberam uma notícia muito boa, e ao mesmo tempo, não devemos exagerar e comer toneladas de chocolate pra comemorar. Entendemos, Doutora Becker. Mas que a senhora nos deu uma bela notícia, isso deu.

Chocolates que eu gostaria de comer-4

Existe vida inteligente e saborosa no mundo dos chocolates além dos chocolates somente chocolates.
Os 3 primeiros chocolates que eu gostaria de comer ( como o terceiro aqui) foram cem por cento chocolates.
O chocolate de hoje na verdade encobre o pistache, e foi aí que eu resolvi colocá-lo na minha lista de desejos chocoláteos.
Eu adoro pistache, desde pequeno. Não tenho preferência entre iranianos, americanos ou de qualquer outra nacionalidade. Amo todos eles. Cobertos com chocolate então, com uma foto destas, parecendo a piscina de moedas do Tio Patinhas, certamente este desejo aumenta ainda mais.
Estes pistaches com chocolate são vendidos pela Translucent Chocolates, que tem uma linda foto logo na entrada do seu site. Ou seja, quando um produto é de qualidade, ou quando desconfiamos que seja de qualidade, tendo um site bonito ajuda bastante. Afinal, comparemos a um restaurante famoso por algum prato seu. Se o visitarmos, e realmente conferirmos que o prato é bom, mas o banheiro é a residência da maioria das baratas da vizinhança, os garçons têm franquias eternas de mau-humor, e o tempo de espera para a chegadado prato é maior que a dos bancos, devemos desconfiar, até mesmo do prazer que sentimos ao comer o tal do prato. Neste caso aqui não: deve ser um chocolate delicioso. Pelo menos até antes de eu experimentá-lo pela primeira vez. Revendedores dos Translucent Chocolates, afastem as baratas de suas lojas.Traduzam esta postagem para o inglês. Um dia chegarei até uma loja de vocês para degustar este esperado chocolate. Acho que escolherei a Chestnut Hill Cheese Shop - Philadelphia, PA , nome bem saboroso. Acho que vocês erraram na grafia da cidade onde a loja está locada. Lá tá escrito Philidelphia...Mas hey, querer tanta perfeição é demais...ou será que eu estou errado? Conhecedores de geografia americana, ajudem-me por favor.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Longas perguntas, curtas respostas

Um poema longo pode ser como as pernas intermináveis de um polvo?
Ou variadamente extenso como as intermináveis partes de uma teia?
Deve atingir todas as vontades e esperanças de arte dos leitores?
Ou decifrar as entranhas malucas de um momento ímpar que vira par?

Se soltar veneno, demora demais
Se for pegajoso, não gruda
Não é diplomata, o poema
Virou matemático, pronto

Um pensamento que começa usa o poema para ser terminado ou alonga-se nele?
Um trecho de vida é eternizado nos versos por onde passa ou apenas interpretado?
Quantas versões existem nos olhos que encaram os versos dos mais diversos locais?
O poema é degustado a seco, ou acompanhado de gostosuras, como o passar de um filme?

Cada poeta, cada sentença
Use-o para o que quiser, caro
Não sei responder a esta
Se alimentar, já vale

Amanhã já serão novas perguntas que terão o poder de crescer a cada momento de formulação de suas palavras?
Vivo para tentar descubrir estas respostas

Até chegar na medula óssea


Colesterol, besteirol
Glicose, fimose
Triglicérides, alteres
Não sei porque sempre relacionei estes dois de cima, nem rimam quase, só som
Sangue, mangue
Mistura pastosa
Intra-venosa, cintura, tontura
Hemácias, acácias
Globulina, Babulina, Jorge Ben
Oxigênio, milênios, vários
Quando acabar
Tudo voltará a antes
do Big Ben
Membrana, anemia
Medula óssea
Doe, ela regenera
Você cria nova era
Na vida
de outra pessoa
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Bem lembrado, Patricia !
Estou na lista dos pretendentes a doar medula óssea no próximo ano.
Fique com Deus, Dudu!
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Imagem vinda do artigo sobre medula óssea da Wikipedia

segunda-feira, novembro 13, 2006

A experiência solitária muscular


Se o lenço enxuga as lágrimas secas
O silêncio umedece a tristeza breve
Os cantos da casa não cantam hoje
Corro com a vagarosa velocidade
Neste trecho de descanso exigido
Exaurido me dedico a nada dedicar
Exilo minha mente no escuro
Procuro a clareza da luz do sono
Entendo os deuses invisíveis
Começo a conversa com as estrelas
Nos quilômetros da distância
Espero o melhor para os queridos
Recolho-me ao meu mundo sozinho
Temporário
Contando a volta da energia em passos
Sempre eles, cadenciados
Assim volto ao mundo
da velocidade a que pertenço
Lá viverei rodeado
Lá e aqui, sem parar
Onde encontro a alegria em folhas
Em árvores
Nos amores do meu peito
E no barulho
Dos músculos novamente rodeados

domingo, novembro 12, 2006

Os gênios esportivos

Basta sentar-se em um boteco, ou numa alta roda de jornalistas, e o assunto começa.
Mas nunca chega-se a um veredito. Por isso deve explicar-se tamanha popularidade do assunto.
É a discussão sobre os chamados gênios esportivos.
Quem foram gênios em seus esportes, quem foram apenas grandes jogadores?
Qual é a linha de corte?
Um por esporte, dez, oitenta?
Cada roda chega a uma conclusão, que pode mudar na rodada de debates do dia seguinte.
Vejamos por exemplo o mundo do tênis, o qual acompanho com olhos mais atentos.
A qualquer momento que você conferir o ranking da ATP achará pelo menos 1400 jogadores em seu ranking. Ou seja, que fizeram ao menos 1 ponto.
No momento, 74 jogadores brasileiros têm ao menos 1 ponto no ranking.
São os vitoriosos do momento, pois mais de 300 outros têm pontos no ranking da Confederação Brasileira de Tênis, a CBT, mas não têm pontos na ATP.
Coloca-se então os 33 anos de era profissional do tênis.
Multiplica-se por 300, que são os jogadores que não conseguem entrar no circuito, em um país como o Brasil.
São aproximadamente 50 países, que como o Brasil, ficam com uns 300 jogadores sem conseguir um lugarzinho no ranking da ATP.Ou seja, tentam por 1 ou 2 anos ganhar um pontinho, e desistem da carreira profissional ao não conseguir.
Fora alguns outros países, que entram em média com menos jogadores nesta conta.
Pode deixar, eu faço as contas aqui.
Seriam 495.000 jogadores.
Mais uns 20 mil tenistas aproximadamente que já fizeram ponto na ATP algum dia.
Temos então um total de 515.000 tenistas que já batalharam para um dia serem considerados gênios do tênis.
Qual então seria a porcentagem de tenistas que poderíamos considerar gênios do esporte?
0,1% ? Bom, teríamos então 515 jogadores.
Muito? Vamos então a 0,01% dos tenistas.
Chegaríamos a um número de 51 jogadores.
Para muitos seria um bom número.
Mas se olharmos somente para quem já foi vencedor de algum torneio da série Grand Slam, chegamos a apenas 46 vencedores.
Na minha opinião personalíssima, eu ainda tiro 7 dos vencedores de Grand Slam, e chego a uma lista de 39 gênios na era profissional.
O que é pouco para alguns, e uma conta alta demais para outros.
Meu amigo tádoido ( ou ser que vive na lista de discussão chamada TDO, grupo de amigos do qual faço parte, que se conhece há quase 10 anos) Conrado Cacace , acredita que em qualquer esporte, não podemos considerar como gênios mais do que 10.
Se formos para o futebol, sob a visão cacaciana, ou seja, colocando-se só 10 gênios, eu teria que escolher Pelé, Maradona, Ronaldo, Garrincha, Romário, Cruijff, Beckenbauer, Zidane, Puskas e Di Stefano. Deixando Zico, Platini, Ronaldinho Gaúcho, Tostão, Matthaus, Rivelino, Baggio, Gerd Miller e trocentos outros de fora.
Se formos para o basquete, no seu famoso Hall da Fama, são até o momento 258 jogadores eternizados como gênios que mereceram um lugar lá.
Ou seja, cada esporte, cada pessoa, cada roda de debates chega a uma conclusão.
Que amanhã pode mudar.
E você, tem sua lista particular de gênios esportivos?

sábado, novembro 11, 2006

No elevador


Meia-noite e meia.
Lico Maranhão, 44 anos, voltava pra casa de um longo dia de trabalho em seu escritório de arquitetura.
Cláudia Nogueira Flor, 23 anos, depois de 4 horas de aulas de Direito, entrou também no elevador.
Lico mora no 7o. andar.
Cláudia no 15o.
O elevador os levava normalmente para casa, até chegar por volta do quarto andar, quando parou.
Não era a primeira vez. Elevador velho. E a empresa que fazia sua manutenção sempre muito criticada.
Começa a conversa, não tem como evitar o silêncio comum a duas pessoas sem muito saco depois do longo dia. Comum se o elevador estivesse funcionando...
Antes da conversa, explico: Lico é um daqueles arquitetos arrojados, com pensamento lá na frente. Malha todos os dias, joga badminton duas vezes por semana.Moreno, bem torneado para a idade. Cláudia é mais séria, consequência da preparação pra ser advogada. Mudou até o tom de voz nos últimos anos, só de pensar em convencer os juízes e promotores. Loira, magra, mas não menos convicente fisicamente.
Lico: Xi, mais uma vez o elevador nos pregando uma peça, não é?
Cláudia: Pois é...
Lico: Será que vai demorar muito? Mês passado aconteceu isso. Fiquei aqui 10 minutos e tudo se resolveu. Mas a coisa tá ficando mais frequente...
Cláudia: Essa é a primeira vez que acontece comigo. Tomara que se conserte logo.
Não consertou. Passada 1 hora, com o ar condicionado interno já não ajudando mais...
Lico: Uma e meia da manhã. Todo mundo dormindo. O porteiro também, né, tenho reparado no seu Astolfo. Sempre acorda assustado quando eu chego.
Cláudia: E o pior é que eu tenho estágio amanhã cedinho.
Lico: O que vamos fazer? Já te contei do meu dia de trabalho, da minha família toda, ex-mulher, meus dois filhos. Contei das minhas férias. Você também já me relatou boa parte de sua vida recente.
Cláudia: É, há males que vêm pro bem.
Lico: Eu gostaria de pedir para tirar minha camisa. Tá começando a ficar quente. Você se incomoda?
Cláudia: Bom, o que posso dizer? Tá quente mesmo. Fica à vontade. Vou tirar meus saltos altos, que estão me matando.
2 da manhã...
Lico: Será que fomos esquecidos aqui? Caramba. Cláudia, eu sei que fica estranho, mas não estou aguentando. Posso tirar a calça?
Cláudia: Eu já não sei o que pensar, Lico. Tá ficando bem quente por aqui. Tira, tira. O chato é pra mim. Sou mulher, e já encharquei esta roupa.
Lico: Olha só, Cláudia, estamos numa situação anormal. O que eu posso te falar é que não sabemos quando alguém nos socorrerá. Então creio que teremos que alongar o tempo. Esta sua roupa toda aí não vai ajudar. Com todo respeito. Fica tranquila. Apagarei da minha memória o que aconteceu aqui.
Cláudia: Ai, ai, paciência então. A coisa tá difícil.
E Cláudia tirou a saia, e a blusa.Olhares foram trocados.
Passou mais meia hora.
Lico: Cláudia, acho que esqueceram da gente. Tá difícil ficar aqui sem nada pra fazer. Que tal se eu tirar a cueca, e você tirar suas peças que ainda restam? Não, não, péra aí, calma, é como eu te disse. Devemos esquecer o que se passou aqui. É tudo atípico. Pelo menos uma visão nova pode nos acalmar.
Cláudia: Caramba, e eu que nunca tinha imaginado como é difícil estar nessa situação. Mas não tiro sua razão. Pelo menos não fiquei presa aqui com um velho gordo. Eu topo.
Cláudia ficou nua, depois de Lico.
Lico: Com toda sinceridade, Cláudia, você é a mulher mais bonita deste prédio. E com toda a licença que eu posso te pedir, os teus seios estão entre os mais bonitos que já vi.
Cláudia, quase roxa de vergonha: Aiiiii, aiiii, aiiii. Obrigada!! Caramba!! Você também tem um corpo que eu vou te contar...
Lico: Vamos passar o tempo então? Posso chegar mais perto?
O tempo foi passado. Duas horas. A imaginação dos dois, aguçada pela situação, proporcionou uma selvageria, onde inexplicavelmente o elevador não caiu. Sexo puro, curioso, inalcançável.
Não fosse o Beto do 10o. andar chegar de uma festa em plena terça-feira, às 4 e meia da matina, o início do romance de elevador de Lico e Cláudia jamais teria fim. Pelo menos pra eles.
A partir deste dia, e com mais alguns meses, Lico e Cláudia passaram a economizar um dos aluguéis.

3 Perguntas Políticas

1-Com a mudança no número de deputados, os Estados Unidos começarão a se desembushar?
2-No Brasil, governar para os pobres seria cortar impostos de produtos como o pãozinho, Presidente?
3-Ou cortar impostos dos combustíveis, que levam os pobres ao trabalho, já que se tivéssemos os impostos de combustíveis do Chile, o preço do litro da gasolina cairia em aproximadamente 1 real?

sexta-feira, novembro 10, 2006

Da manteiga ao oxigênio, e volta

Manteiga derrete. Como os nossos corações com a beleza.
Existe uma boa semelhança entre a manteiga e o ser humano.
A manteiga é muito mais humana que a margarina, por exemplo, que se parece mais com o plástico. Ao menos nas lendas da web...
Basta acrescentar uma mólecula, e teremos uma ex-margarina, atual plástico.
O que nos faz lembrar as plásticas.
Que faz os seres humanos menos humanos, mais emplastificados.
Com uma pequena interferência nos lábios, eles parecem mais bocas de botos.
Pela beleza, vale, na cabeça de alguns.
Entre boto e botox só fica faltando mesmo um x.
O x da questão ou x de X-Men?
X-Men me fez lembrar The Omen
E a diferença entre Omen e Homem é que, homem é com h.
O que faria a Profecia não tão macha assim, diminuindo o medo que sentimos ao ver tal filme...
Fato é que começamos falando de manteiga e fomos parar em botox.
Que rima com inox , que é pouco consumido pelo brasileiro, em média 1,3 kg ao ano.
Será que consumimos mais botox do que inox?
Certamente mais do que botox ou inox, consumimos oxigênio.
Que também é uma rádio portuguesa, com um site colorido.
Cores que são o forte de Jackson Pollock, que era lóki, mas você pode pintar como ele.
As cores dão o tom à alma, que vibra com a beleza, levada aos nossos corações.
Que se derretem como manteiga.
E assim como em nossas vidas, ou na música do Raul, tudo acaba onde começou.

quinta-feira, novembro 09, 2006

10 apertos de mão que não deveriam existir


Neste momento de profunda reflexão, cito aqui os principais apertos de mão que deveriam ser extintos:

10-O aperto de mão com as pontinhas dos dedos. A compressão dos dedos se parece com a compressão dos lábios, fazendo um biquinho revoltante de poodle.
9- O aperto de mão com o exagero na força. Para se mostrar força, pode-se usar o olhar ao invés disso.
8-O sujeito acaba de " limpar o salão" quando percebe que tá na hora de te cumprimentar. Terrível. Ele esconde a meleca na unha, mas um restinho ainda fica nas pontas dos dedos, que encostam tristemente em sua mão.
7-A pessoa não tem paciência de esperar a mão secar, mesmo com uma toalha ao lado. Vai de mão molhada mesmo, e sai um aperto gosmento.
6-Um aperto de mão que demora muito longos segundos a mais do que os muitos segundos a mais normais aos quais você está acostumado a esperar, porque a pessoa quer demonstrar que está feliz por te encontrar.
5- O aperto de mão com o olhar e a conversa voltados para outra pessoa ao lado, o aperto chamado desmemoriado.
4- O aperto de mão de meio segundo. É o aperto de mão por obrigação.
3-O aperto de mão de cigarro. Não temos escolha se o fumante vem direto te cumprimentar, e enquanto não chegar uma pia, faltará a coragem de aproximar o seu próprio nariz à sua mão. ( os fumantes meus amigos não estão sem graça porque esta é uma torcida de nariz antiga minha).
2-Pula este, pra que eu consiga chegar aos dez. Haja imaginação, pô.
1- Este é o aperto de mão hours-concours dos horrorosos. Candidato maior à extinção. É o aperto de mão sem força nenhuma. Completamente desprovido de emoção, dado geralmente por uma pessoa que não tem a menor noção de que está dando um aperto de mão campeão de uma lista dos apertos de mão a serem extintos.Ela apenas deixa a mão para ser apertada. E a vontade, esta sim, é de esmagar a tal da mão inerte.

Pra não falar que sou um chato, existem dezenas de apertos de mão dos quais sou fã. Só que meu pai me dizia que não existe tal coisa como a unanimidade. Então, de vez em quando, preciso me esforçar para parecer chato. Como acabei de fazer para alguns, prováveis donos dos apertos de mão acima.

Se você gosta de listas dos dez mais, confira os " 10 golaços que eu gostaria de ver"

quarta-feira, novembro 08, 2006

O beijo congelado

As carnes, as almas, líquida mente
Caverna onde passam e voltam
Os desejos, as vontades num passeio

Anseio pela próxima onda de calores
Dois amores trocando sabores

Sente a menta na boca contente
As línguas torneadas se olham
De cada lado risos, o amor no meio

Um jogo somente com vencedores
Um cenário com muitas cores

E quando páro, olho para o lado
Guardo em minha história
O beijo congelado
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* Todos os meus registros amorosos em poesia possuem uma única e eterna musa: Aline

terça-feira, novembro 07, 2006

Sushis que eu gostaria de comer-4


Tenho dúvidas se acho o nome interessante, ou desvirtuado demais da cultura nipônica.
Mas no fim gostei, e suas invenções sushizísticas fizeram com que eu obtivesse mais um sucesso nesta busca desesperada pelos sushis mais criativos disponíveis na Internet, que eu gostaria de comer. O nome do restaurante: I Love Sushi.
Na verdade o que mais aguçou meu apetite não é exatamente um sushi, mas uma salada de sashimi.
No site, eles dizem que é uma salada mista primavera com atum, hum, camarão, humm, caranguejo, hummm, polvo, hummmm, tudo isto com um molho de missô, aquele mesmo feito á base de queijo de soja.
Agora tinha em inglês o nome de um dos peixes: surf clam. O tradutor do Google me veio com um tal de " molusco do surf".
Será que é para surfar nas ondas do molho de missô?
Fato é que, ainda mais perto do almoço, fiquei com uma enorme vontade de surfar nesta salada de sashimi.
Mais uma dica pro único chef especializado nesta arte culinária por aqui em Araxá.

Fred Neumann surfou aos 194.120 artigos em português da Wikipédia.
Para pedir ao seu chef favorito o " Sushis que eu gostaria de comer-3, clique aqui "

segunda-feira, novembro 06, 2006

Poefrase-7

Se você estiver com frio, um xale faz bem.
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Se você achou que esta poefrase possui um alto teor de estapafurdia, tente aqui a Poefrase-6

domingo, novembro 05, 2006

Minha vida de palhaço


O circo da minha vida começa a cada manhã
Cumprimento os macacos, os elefantes
Os transeuntes que me cercam
O que preciso fazer para ser notado?
Pinto a cara, visto blusa laranja de lã
Não tenho a cara que tive antes
Os teus olhos que me cegam
O picadeiro que foi desmontado
Sumiu a outra metade da maçã
Do meu rosto, ligado a barbantes
Aos colegas que me alegram
Não deixam meu dia parado

O escuro e o claro do que eu faço
As facetas da minha vida de palhaço

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Uma foto em Três versões

Foto de Mônica Santos

Textos de Fred Neumann, Ghiza Rocha e Monica Santos

Como a Monica Santos descreveu esta experiência em seu blog:

Esta é uma brincadeira, onde procuramos observar como se dá a leitura de uma mesma foto por 3 participantes diferentes, três amigos blogueiros e a sua maneira particular de sentir e traduzir em palavras, o que foi registrado em luz...Vamos conferir?

sábado, novembro 04, 2006

Onde está o a?

J´ imginrm o que contece qundo some um letr?
O texto mud, fic quse mud
Um novo mundo surge, concordo
Ms diferente
Fico contente, ms o novo urge
Se s pessos hoje fazem "vc tc e bjs"...
resumem tudo como se o stress corresse tr´s dels
Pq n~o sumir com o _ de vez em qundo?
hhhhh, eu tô mluco!

Escrito pelo líder do " Sindicto contr o uso d letr _ neste di de hoje".

sexta-feira, novembro 03, 2006

Marlborough Gallery


Quando formos a Nova Iorque, e tivermos que escolher uma galeria para ir, porque não teríamos tempo de ir a mais de uma, a Marlborough Gallery deve ser a escolhida. Afinal, não é qualquer galeria que vai na contramão das outras, e topa expor o trabalho fantástico do Fernando Botero, que desta vez foi polêmico também. Ora, como ele mesmo disse em entrevista, se o New York Times, a revista Time ( que hoje mesmo ilustra matéria sobre Abu Ghraib) e todos os outros jornais que denunciaram a violência de Abu Ghraib não são anti-americanos, ele também não é.
Além de não ser anti-americano, ele é sensacional.
Se eu fosse bem gordinho ( afinal um quilinho ou outro a mais eu já tenho), não teria trauma, por causa de Fernando Botero.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Notícias que só existem aqui-8

O Ministro dos Transportes Que Não Existem Ainda, Dambou Dore, informou que encaminhará para seu colega Ministro dos Tranportes um transporte que não existe ainda, mas que existirá dentro de uma semana, trocando assim de ministério.
Depois de quatorze anos sendo aperfeiçoado, chegou a hora de ser efetivado, principalmente após as filas intermináveis nos aeroportos, e as estradas precárias cheias de automóveis distraídos.
O transporte se chama " tatuação ". Ele será feito através das " tatuvias" que foram construídas nestes quatorze anos, embaixo das estradas de rodagem.
É um transporte primo do metrô, porém feito através de " tatarros", um tipo de veículo que comporta até 6 pessoas.
Na saída da viagem, o " D.E.Tatu", ou Departamento de Estradas Tatuvias, avisa ao motorista qual será o tempo previsto até o destino escolhido.
Não serão precisos controladores de trânsito.
Serão usados sensores ultra-modernos, que impedem um " tatarro" de colidir com o outro.

Acredita-se que com esta medida, os demais transportes voltem à sua normalidade.

Fred Neumann inventou exclusivamente para este blog, aos 192.631 artigos em português da Wikipédia
Clique aqui para viajar na " Notícias que só existem aqui-7".

quarta-feira, novembro 01, 2006

Poefrase-6

Fama é algo meio difícil de medir em cidade do interior, porque
metade da cidade é famosa, a outra metade é falada.
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Para conferir a Poefrase-5, clique aqui

terça-feira, outubro 31, 2006

Significados similares

Se menta, cimento
Concreto doce
Cá falo, cavalo
Eqüina conversa
Borra a boleta, borboleta
Voando o pagamento
Tá tudo bem, tatu do bem
Cavou a paz
Se rosa, cirrose
Mulher bebum
Má e ame, Miami
Compra de chicote
Já vai, javali
Obelix apressado
Sussurra, sua surra
Violência silêncio
Mal dita, a maldita
Professora nervosa
Lá vai, a lavoura
Praga em sua frente
Se vão, cifrão
Desperdício
No final
Tudo interligado

Pintura Corporal pelo mundo


Do mundo dos blogs, ou blogosfera, cada um chama de um jeito.
Deu no Verdes Trigos , que já leio há algum tempo e no Blog do Noel ( não o Papai Noel), que acabei de descobrir: realizaram um festival mundial de pintura corporal , na cidade de Seeboden, Áustria. O link para o site oficial está aqui.
Pra quem quer um resumo, o festival começou europeu, em 1998, e sem competições. Em 2006, oito anos depois, o festival é mundial, e uma verdadeira referência para turismólogos. O festival, além de sua beleza visual, atraiu 15 mil visitantes em 3 dias. Ele aconteceu na verdade em Julho, mas o prêmio mundial foi anunciado neste último fim-de-semana. Como podemos ver pelos tatuadores, grafiteiros e pintores de corpo: ser artista hoje em dia não é somente pintar quadros. A arte da pintura aumentou e diversificou-se. Não podemos esquecer, claro, que os índios já pintavam seus corpos muito antes de Cabral.
Pra quem quer conhecer mais, confiram este site britânico de pintura no corpo.

Fred Neumann pintou corporalmente aos 192.145 artigos em português da Wikipédia.
A foto é de Harry Laub.

segunda-feira, outubro 30, 2006

NostraFred agora no tênis



Gostei desse negócio de ser Nostradamus dos esportes. Ficarei apenas no tênis e no futebol, que são os dois esportes que acompanho.
A primeira experiência neste sentido vocês viram quando antecipei(xe) que Romário gostaria de encerrar sua carreira no Maracanã jogando pelo Vasco, 15 dias antes dele revelar isso para a mídia.
Eu também acompanho o mundo do tênis desde pequeno, quando John McEnroe e Ivan Lendl dominavam a cena.
Meses atrás, quando Juan Martin Del Potro começou a dar seus primeiros passos no tênis, eu tive a chance de vê-lo jogar pela televisão. Desde então, coloquei minhas fichas no garoto.
A aposta aqui pode ser considerada de Nostradamus, ou NostraFred, se eu acertar a aposta.
Meses atrás, talvez até um ano, na lista de discussão que participo, a TDO, eu disse que esse garoto chegaria ao Top 10 do tênis mundial.
Na época, ele era o 158o. do ranking.
Hoje, ele ainda não ganhou nenhum título da ATP. Ou seja, confirma mais a nostradamice da coisa.
Mas já chegou a 82o. do ranking, nesta semana atual.
O que não diminui o índice nostradâmico da coisa, pois na época quando eu apostei ele era o 158o.
Pronto, agora tá registrado. Podem me cobrar.
Del Potro cavalgará o ranking até o Top 10 da ATP antes de Julho de 2008.
Agora mesmo vão começar a me chamar de Jucelino!Ou Sollog!

domingo, outubro 29, 2006

Sugestão para as Clotildes

Incrivelmente postarei duas vezes consecutivas de forma curtinha. Esta é uma sugestão de nome para as Clotildes que quiserem criar um blog sobre a vida diária: Clotildiano.
Atualização: fui sugerir antes de pesquisar...dá nisso! Achei uma Clotilde que, se não tem um blog com esse nome, tem uma coluna mensal chamada assim. Depois de achar esta informação em seu currículo, tentei e consegui entrar no seu site. Dei risada com o título: " enfim, um site assumidamente narcisista."
Muito bom.

sábado, outubro 28, 2006

Inventaram a capa da invisibilidade!

Pra quem gosta de Harry Potter e/ou de ciência, deu na Galileu :inventaram, ou quase, a capa da invisibilidade.

Os zero-zeros


A maquininha de votação é o espelho
Reflete os eleitores, suas cores
Pensativos, indecisos, revoltados
Sem esperança, confiantes
Ou o que faço aqui?
Números variados, escolhas
Mesmo um mar infinito
De escolhas
Só peço aos astros, deuses,
Energias, santos
à arte
de perdoar ou esquecer
Por paciência
os zero-zeros
Confirmo minha tolerância
Se não perço a esperança

Foto de Eduardo Augusto Oliveira de Carvalho

sexta-feira, outubro 27, 2006

Estapafurdias-1

Não que eu me considere um blogueiro dos oitenta mais sérios, mas mesmo assim, lanço aqui a seção " Estapafurdias".
Pra ficar menos sério ainda.
Alguns neste mundo precisam fazer este trabalho sujo, pô.
E pra explicar algumas letras, coisas, expressões, etc.
Hoje eu gostaria de perguntar a vocês: qual é a melô do cara feio, pobre, que mora com sua amante linda e rica?
" Como uma deusa...você me mantém..."
É, você sabe, né, este blog tem se especializado em gastronomia...
A música é um clássico, fez parte do meu imaginário oitentista, e se a Rosana quiser, eu retiro esta homenagem a ela, tá?
Mas quem tiver gostado, nem que seja um pouquinho, nem que tenha sido uma mínima risada, comente logo abaixo, e talvez a Rosana, ao invés de pedir pra retirar tal estapafurdia, vira leitora do blog também.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Antecipei(xe)


Mostrando sua nova faceta nostradâmica, este blog aqui antecipou o local do milésimo gol do Romário.
Ou melhor, o local onde ele gostaria de fazer o milésimo gol.
Isso se ele realmente for até o milésimo.
Ele já dá indícios de que pode parar antes.
Só por charme...
Ele é bom de bola, mas de vez em quando, haja paciência para estas senhoras de salto plataforma chamadas " estrelas do futebol ".
Enfim, a notícia que o blog antecipou, no dia 9 de outubro, aqui.
E aqui, a notícia falando da idéia dele de fazer o milésimo no Maracanã.
Podem comparar as notícias e me chamar de Nostradamus do futebol.
Obrigado.

quarta-feira, outubro 25, 2006

E a ilha vai para...


Andei pesquisando por aí, e coletei respostas interessantes para a seguinte pergunta: se você fosse um sheik árabe, daria uma de suas 800 ilhas para quem, sendo que você seria vizinho de ilha? Ou para que?

Confiram cinco delas:

1-Ah, eu daria uma ilha vizinha aos integrantes do Pink Floyd. Imagina poder ir lá direto, e assistir aos ensaios da banda. Ainda por cima ressuscitaria os dinossauros!

2- Eu daria uma ilha vizinha para a Gisele Bundchen. 1 ano depois, eu pediria para ela se vestir com as roupas do meu melhor amigo. Daí eu falaria: Zeca, cê não sabe quem eu encontro todo dia! A Gisele Bundchen!

3- Sou louco por futebol. Eu daria a ilha para a Champion´s League. Duas vezes por semana, jogariam os melhores times da Europa na ilha, e eu pegaria meu iate, seguiria para a ilha, e teria claro, acesso livre.

4- Na ilha mais feia que eu tivesse, colocaria o Fidel Castro e o Kim Jong 2 lá, com comida contada ( 1 colher de arroz no almoço, sem café da manhã, 1 jiló no jantar, pro resto da vida), morando numa barraca, sem carro, sem nada, bem socialista mesmo. Ou com o " socialismo" ou " ditadura" em que eles acreditam. Eles teriam que me garantir viver pelo menos mais dez anos. Senão, o sofrimento não teria graça.

5- Colocaria todo o elenco de Lost pra morar lá, e eu mesmo faria o roteiro da quarta temporada.
Certamente as coisas começariam a andar um pouco.Quando viessem os Outros pra me aterrorizar, eu voltaria para a minha ilha, logo ali...

Quando eu acabava de fazer esta postagem, o Schumacher saiu na varanda da casa dele na ilha vizinha, e acenou para o iate-blog ambulante, de onde estou postando.

Foto de Vitor Oliveira

terça-feira, outubro 24, 2006

Chocolates que eu já comi-1

Será que o blogueiro-titular ( esta expressão eu coloquei em homenagem meio às avessas à expressão "colunista-titular", como se tivesse um reserva à espreita esperando sua passagem pra outro lado. Bom, pode até ter, mas que é uma expressão cafona, isso é. Ah, deixa eu achar que é!) deste blog não menos blog que outros blogs vai aparecer hoje com outro chocolate que ele nunca comeu, e vai ficar fantasiando como seria o chocolate que talvez ele nunca comerá em sua vida?
Hoje não, mas prometo voltar com a seção " Chocolates que eu gostaria de comer ( vide uma delas aqui) muitas outras vezes. Fantasiar não custa nada.
Mas enquanto eu não ganho uma fantástica fábrica de chocolate, muito menos uma ilha de presente, pelo menos, e um delicioso pelo menos, fico aqui em casa comendo um fantástico chocolate brasileiro, de uma empresa muito bacana chamada Cacau Show ( não, eu não sou um feliz proprietário de uma franquia deles. Acabaria morrendo se fosse dono de uma, 120 quilos a mais e algumas semanas depois).
O chocolate a que eu me refiro em específico é uma mini-barra do tipo " Belga".
Você pode achar uma delas em qualquer loja da CacauShow no Brasil, e tá aí o pecado.
Se eu for viajar de férias ou fazer uma viagem de negócios, não adianta.
A barrinha " Belga" estará sempre me perseguindo.
Ó, lembrei da Belgian Beer Paradise, suas cervejas maravilhosas, o mexilhão com bacon...
Mas isso já dá outra postagem...

Fred Neumann belgamente postou aos 190.743 artigos em português da Wikipédia

segunda-feira, outubro 23, 2006

O indeciso misturador

Tô com um pedaço de frango na mão, o que faço?
Besunta no shoyu, rapagão
Tô com um ovo na mão, o que faço?
Omeleta isso, caro jovem
Arranjei manjericão e vagem, e então?
Algo verde sairá, tenha certeza
Muito sal ou pouca açúcar, o que ponho?
Tente os dois, indeciso misturador
É a minha ansiedade, desconto na comida, sabe?
Começo a saber, começo
Se coloco cinco restos, perco o sabor?
É, não resta nada, nem dúvida
Preciso de algo com leveza, o que faço?
Tome uma cerveja, uma
Sou fraco pra bebida, acompanho com queijo?
Queijo, pão, tudo que o diabo amassar!
( aqui, um indeciso misturador boquiaberto)
( este fechou a porta, saiu, espumando)

domingo, outubro 22, 2006

A outra origem do nome " Praia do Francês "


Os alagoanos e quem já a visitou sabem que a origem do nome " Praia do Francês " foi o fato da praia ser um porto para navios piratas franceses que exploravam pau-brasil aproveitando a falta de habitantes na região.
Bom, isso é o que a crença popular foi passando de geração em geração.
Fato é que esta praia tem este nome devido a um fato um pouco mais recente.
Era o final da década de 50, quando chegou em Maceió um francês adepto das culturas um pouco mais alternativas.
Seu nome era Phillippe IpeUrrê. Despojado, praticante do naturalismo, coisa que não se fazia mais no Brasil desde a época em que os índios começaram a ser dizimados.
Chegou a Maceió mas não se adaptou muito, visto que viera ao Brasil depois de uma dica de seu amigo Mógli Tarjean. Queria mesmo era algo mais selvagem. Resolveu sair de Maceió pela costa, caminhando, às vezes nadando, dependia da dificuldade do percurso.
Acabou chegando nesta praia paradisíaca. Nunca tinha visto nada igual. Águas claras, silêncio.
Veio solteiro. Tinha esperança de encontrar uma ou várias " amigas" brasileiras. E encontrou, mas isso você verá um pouco mais à frente neste texto.
Resolveu se instalar no local montando uma " pajuçara", nome que ele deu à sua barraca de palhoça, ou digamos, com telhado de palha. É que o francês não entendia português direito ainda, e escutava muito falarem de " cigarrinho de palha", " caiçara", cajú". Destes três nomes, ele criou o termo " Pajuçara". Principalmente porque ficou alguns meses sem contato com os nativos, esqueceu um pouco a língua e inventou tal nome.
Quando os primeiros alagoanos começaram a chegar na praia nos fins-de-semana, o francês, sempre muito sociável, explicava que sua barraca se chamava " Pajuçara".
O nome ficou tão popular entre os alagoanos que regressavam à Maceió, que uma das praias mais populares da capital recebeu o nome " Pajuçara", nome que permanece até hoje.
Vendo que os primeiros grupos de alagoanos não vieram apenas esporadicamente, e que a coisa estava ficando popular, Phillippe IpeUrrê transformou sua pajuçara em ganha-pão.
Começou a vender lá água de côco, camarão e peixe assado, e sua especialidade: a batata frita. Ficou tão famosa que turistas americanos que vieram visitar a já famosa praia dois anos depois, e apaixonaram-se com a batata frita. Levaram a idéia para lá, apelidando-a de " French Fries ".
Obviamente que tanto o nome Pajuçara quanto o nome " French Fries", como vocês que visitaram os links podem perceber, não citam esta que é a verdadeira origem de seus nomes.
Muito menos então o nome " Praia do Francês".
Phillippe IpeUrrê morreu aos oitenta e cinco anos, depois de quatro casamentos com morenas alagoanas que conheceu no local: Luisa, Veridiana, Heloisa e Roseana. Teve 10 filhos com elas.
Os quatro casamentos eram simultâneos, todas viviam no local. Os filhos também.
Foram eles que, após enterrarem Phillippe com uma bela cerimônia final, resolveram popularizar a praia, abrindo-a para o turismo para que não precisassem sair de lá, e ainda assim ganharem um bom dinheirinho.
Esta saída não é muito exaltada pelos alagoanos mais tradicionalistas.
A praia hoje não é tão " iluminada" quanto antes, dizem.
E a origem do nome, esta sim, os descendentes de Phillippe IpeUrrê preferem que a história continue a creditar para os piratas dos navios exploradores de pau-brasil.
Assim não precisam passar o resto de suas vidas distribuindo autógrafos e tirando fotos com turistas do mundo inteiro.
Vivem felizes, no complexo exclusivo de " pajuçaras", montado num cantinho da praia.
Preparando camarões e peixes assados, e claro, les French Fries.
Para consumo próprio, e de alguns alagoanos sortudos que conquistaram a amizade dos herdeiros.

* O autor reconhece a " fantasia" da coisa, e dedica esta postagem ao Sergio , amigo morador de Maceió e apaixonado pelas Alagoas.

1001 jornais ou mais

Mil e um jornais ou mais
Esparramam-se os sais
Todos os cantos do mundo
Daí pinta uma cena destas
Nas nossas testas, colada
Apaixonada pinta, rabisca
Coloca a cara da Ásia no peixe
Redonda pode ser sabonete
Ou algodão do cotonete
Artístico
Vai lá e descubra outros
depois volte e traga
Os ouros

O site
E o jornal onde está a ilustração acima

sábado, outubro 21, 2006

Plantão do Galo


O Plantão do Galo informa: segundo os matemáticos, faltam apenas nove pontos para a volta do Galo para onde nunca deveria ter saído: a Série A.
Além do novo recorde de público de todas as séries do Brasileiro, levando mais de sessenta mil pessoas ao estádio, A Massa viu o amadurecimento do Eder Luís, com dois gols.
Nome de ídolo atleticano ele tem.
Duplo.
Eder pode vir de Eder Aleixo, inesquecível ponta esquerda e seu famoso canhão furador de redes.
Luis pode vir de Luizinho, zagueiraço que jogou por dez anos no Galo, conquistando nove títulos estaduais.
Com estes dois nomes, Eder Luis está bem servido.
Para finalizar, tivemos ainda Marcos, o zagueiro, fazendo um golaço de primeira, e Marinho mais uma vez confirmando sua fome de gols, incrivelmente fazendo sempre do mesmo lado do campo. Do outro, ele, por enquanto, com o Galo, ainda não fez.
Deve estar guardando pra fazer o gol do título.

Fred Neumann, dedicando pela primeira vez uma postagem exclusiva ao seu time do coração, aos 190.060 artigos em português da Wikipédia.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Naya é um, Nahas é outro




Resolvi fazer hoje um serviço de utilidade pública. Devido ao fato do mega-investidor Naji Nahas ter voltado à mídia , um amigo meu citou a falta de memória do povo brasileiro, e começou a perguntar no local onde trabalha quem era Naji Nahas.
" Que palavrão é este? ", foi a primeira resposta recebida. Só que meu amigo tropeçou em suas lembranças. " Foi aquele cara do Palace 2", disse ele.
Biiiiip! Sinal de alerta.
Os nomes são parecidos, mas os fatos são bem diferentes, ambos nada glamourosos.
Em Junho de 1989, a empresa de Naji Nahas, Selecta Comércio e Indústria, resolveu passar um cheque sem fundo de na época 38 milhões de cruzados. Pediria a ajuda de algum amigo economista, como o Márcio Pimenta, para fazer a atualização para os valores de hoje.
Com isso, ele simplesmente quebrou a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Em 1997, foi condenado a 24 anos de prisão, mas nunca cumpriu a sentença por mais que pequenos períodos.Na época, chegou a ficar 102 dias fugido da polícia. Até onde sei, a sentença já foi anulada.
Já o caso do ex-deputado Sergio Naya é ainda mais grave, dependendo do ponto de vista. Em 1998, o prédio Palace 2 desabou, matando oito pessoas e deixando oitenta e duas famílias sem moradia. Em Março de 2004, Naya, dono da construtora Sersan, responsável pela obra, foi preso tentando fugir para o Uruguai. Ficou 108 dias na carceragem, mas foi solto. A pena total seria de dois anos e oito meses. Mas no ano passado, foi absolvido.
Como vocês podem ver, Naya é diferente de Nahas.
O que não difere é o tratamento dado.
Será que nenhum destes dois mereceu ficar tempo maior na cadeia?
Pergunta que não respondo. Apenas coloco pra refletirmos.

Fred Neumann diferenciou aos 189.767 artigos em português da Wikipédia.
Foto do Naya do JB Online.
Foto do Nahas, do Terra
Foto do desabamento no Rio, da Folha

Atualização: E o desabamento dos 3 prédios agora? Quem são os culpados? Vão aparecer? Ou será mais um capítulo para esta triste história? Link para o infográfico sobre a tragédia.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Notícias que só existem aqui-7

O secretário mundial da Saúde, Lung Heart, acaba de anunciar a cura para o ataque cardíaco. A Organização Mundial de Saúde, comandada por ele, revelou a criação de uma vacina chamada " Wake up, Lion", ou em português, " Acorda, Leão", que poderá ser usada por qualquer paciente com ataque cardíaco. A vacina será gratuita e disponível em todas as repartições públicas, empresas e escolas. Será colocada à venda também por R$10, que irão para combater a fome nos últimos dois países em que ela ainda existe: Coréia do Norte e Venezuela. Acredita-se que a venda de 10 milhões destas vacinas no mundo inteiro resolverá este problema.

Clique para conhecer " As Notícias que só existem aqui-6"

10 golaços que eu gostaria de ver

Infelizmente não brotam Pelés, Maradonas e Romários todos os dias no mundo, para podermos acompanhar golaços a rodo. Sendo assim, listo aqui 10 golaços que eu gostaria de ver os craques fazendo. Não sei quem os fará, ou se farão um dia, mas ao menos nesta lista, eles existirão.

Qual destes você acha que seria O Gol?

10- O lateral habilidoso cruza a bola para o meia bom de bola posicionado na boca da grande área. A bola vinha um pouco alta, mas o vento diminuiu um pouco sua velocidade. Com isso, o meia se viu de costas para a bola. Deu de calcanhar, e a bola foi no ângulo.

9- O zagueiro de 1m95 cm de altura vai para a área cabecear. A bola chega com perfeição, ele cabeceia na trave, a bola volta pra ele, que cabeceia de novo, a bola volta exatamente pra ele de novo, que marca de barriga pra acabar com isso.

8- O centroavante pequenino, craque, dribla o zagueiro grandalhão, que cai no chão. Vai em direção ao gol. Encobre o goleiro com um chapéu, pega a bola de cabeça, e a leva estilo foca até lá dentro do gol.

7- O cobrador de falta oficial do time chuta a bola de antes do meio de campo. Falta 1 minuto pra acabar o campeonato, o gol dá o título pro time dele. Cruza a bola pro craque centroavante do time, que tá de fora da área, de costas pro gol. Mas resolve dar uma bicicleta emendando a falta, e a bola bate numa trave lateral, na outra, e entra.

6- O time fica 8 minutos com o domínio de bola, até que a bola sobra pro camisa 10, bem longe da grande área, uns trinta metros. Ele resolve pegar a bola, dá três balõezinhos, chuta pro gol, e acerta de cobertura o goleiro, que tava atordoado com os oito minutos de bola com o adversário.

5- O lateral cobra o escanteio na cabeça do volante na lateral da grande área. O volante cabeceia para dentro da área. O zagueirão também cabeceia, a bola indo pro outro lado do gol. O lateral de lá, esperto, não deixa a bola sair e toca de cabeça pro centroavante, que arremata em gol, de joelho, no ângulo.

4-Cobrança de falta perto da grande área. O cobrador levanta pro lateral esquerdo, que emenda com um cruzamento forte e alto pro lateral direito, que manda uma bomba no canto esquerdo. Que golaço.

3- Escanteio cobrado lá do outro lado do gol. O lateral, fã do Rene Higuita , recebe a bola, resolve dar um pulo pra frente, e acerta a bola com os dois calcanhares juntos. O goleiro desprevenido ainda espalma a bola, que entra no cantinho de forma ainda mais bonita.

2- O goleiro, desesperado com o 1x0 que levará seu time para a segunda divisão, toca a bola pro zagueiro. Este, meio perdido, não sabe o que fazer. O goleiro pega a bola de volta. Passa pro volante. Este encera. O goleiro toma a bola dele, dribla três, e manda pro camisa 10. Este dribla mais dois, cruza na pequena área. O goleiro dá de ombro, a bola bate na trave, no nariz do outro goleiro, e entra. O time se salva.

1-O goleiro lança o tiro de meta. O meia pega sem pulo do meio-campo. O time todo corre pro ataque. A bola voa até o gol adversário, bate na trave. Volta para o começo da grande área. O centroavante pega sem pulo, de bicicleta, faz um golaço, fura a rede, e encerra a carreira ali mesmo.Foi o seu milésimo gol, sem contar as peladas.

Fred Neumann goleou, aos 189.537 artigos em português da Wikipedia.

terça-feira, outubro 17, 2006

A saga do amor entre ditados


O rato roeu a roupa do rei de Roma
Mas não roeu o amor
Nem um olho
Socorram-me, subi num ônibus em Marrocos
Com um maço de brócolis
Se eu tivesse com pressa
Perderia a amizade
Com a perfeição
Em tempos de guerra
Temos que correr atrás dela
Nunca se vence uma guerra
Lutando sozinho
O amor não transforma urubu
em frango
Mas com orangotango em cada galho
O amor está no ar
E o pássaro na mão mais vale
Que dinheiro no caixa
Ao comprar alhos com mãos frias
Levou bugalhos no coração quente
Quem te viu, quem te vê
Já não sabe se é o amor
Ou se é caso da TV
Na dúvida, chame o médico
Peça um riso de remédio
E amanheça caminhando...
Se espirrar
É o mar
Saúde

Foto de Breno Peck
Para ler " A saga da pulga entre ditados", clique aqui

Amor, Paz

Fui um dos que ouvi falar, e li notícias a respeito, do evento cósmico que está acontecendo hoje.
Não consegui achar nos grandes portais notícias a respeito.
Mas desejos de amor e paz para todas as pessoas deste universo são algo que não faz mal a ninguém.
Ainda não ouvi falar de alguém morrendo aqui na Terra por excesso de amor positivo.
Sendo assim, quero aqui aproveitar a proximidade do auge desta energia cósmica, e desejar a todos vocês hoje, amanhã ou que algum dia se depararem com esta postagem, muito amor, paz, prosperidade, cura.
Pensamentos positivos ao infinito.
Que a estadia de cada um aqui na Terra, e para quem acredita em outros mundos e vidas, seja a mais bela possível.
Hoje, mais tarde, ainda dentro desta faixa cósmica de 17 horas, voltarei aqui, para aumentar ainda mais estes pensamentos positivos que desejo passar a todos.
A todos, sem exceção.

Foto de Rufino Uribe

segunda-feira, outubro 16, 2006

O porteiro viu


O porteiro viu dois idosos garbosos
Todos dias ois iguais
Antes deles patinava nada escrava
A universitária Clara, um vôo
O cachorro com dona falatória
Ele viu
O mendigo Rodrigo obteve
O pão número mil
Pelé das ruas
Das árvores piava seu amigo
Língua das aves porcas
O porteiro viu e ouviu
A última chegada da advogada
O namorado despedaçado
Ficou no chão do apartamento
O que a polícia perdeu
O porteiro viu

domingo, outubro 15, 2006

Sushis que eu gostaria de comer-3


A busca pelos sushis originais com cara apetitosa continua firme. Exige uma pitada de perseverança, pois na web achamos muitas fotos daqueles niguiris tradicionais, peixe em cima do arroz, não menos fantásticos. O " sushi que eu gostaria de comer" de hoje foi achado num blog chamado My Epicurean Debauchery, muito bem escrito, em inglês, pela Alice.
Ela precisava criar uma receita com a cor laranja, e resolveu usar ikura ( ovas de peixe) e salmão também. Foi outra que colocou salmão defumado: eu teria colocado salmão cru, como sempre.
A esta receita ela deu o nome de Triple O, ou " Orange Oyako Over-rice". Oyako é a combinação entre frango e ovo dos japoneses. Mas ela fez um oyako laranja, por isso o nome.
Os ingredientes que ela usou foram os outros motivos para eu ter escolhido este sushi: salmão, aspargos verdes, manjericão, ikura, arroz, vinagre e shoyu. Isso deve ser muito bom. Tomara que algum sushi-man leia esta postagem e adote em seu cardápio. Aí é só me avisar, e ganharás um cliente fiel.

Fred Neumann sushizou aos 188.831 artigos em português da Wikipédia.

Para ler o "Sushis que eu gostaria de comer-2", sushize aqui.

sábado, outubro 14, 2006

O jantar de comemoração

Terceira postagem sobre as andanças de Manoel Quatromila. A segunda está aqui.



Manoel Quatromila não conseguia visualizar qual seria a trajetória a seguir. Muito menos o seu próximo passo, se colocava primeiro o pé direito ou esquerdo.
Se dependesse da vencedora ala-esquerda-norte de seus neurônios, o caminho é para a esquerda e avante.
Por enquanto só haviam pulos. Dezenas deles. Ganhar quatrocentos e oitenta mil reais não é para qualquer um, e são precisos pulos, muitos deles.
Os neurônios, mesmo os vencedores, estavam completamente chacoalhados.
Mas o jantar italiano estava marcado, após a reunião do sindicato dos neurônios quatromilaneses.
A situação pós-pulos foi então direcionada para o restaurante Putanesco, favorito da família quatromilanesa.
Era lá que ele encontraria todos os poucos queridos para quem ele ansiava por contar sobre a virada em sua vida.
Um a um, foram chegando os queridos.
Em primeiro chegou Júlio Carlíssimo, filho de italianos, não perde estas bocas por nada.
Amigo de infância de Quatromila, dono de uma curiosidade implacável, que ao se juntar com seu desejo latente e diário por massas fez com que ele chegasse em primeiro lugar no Putanesco.
Ruivo, um metro e sessenta e cinco centímetros de altura, de onde saem piadas ácidas sobre todo o círculo de amizades quatromilanesas.
Que começou a chegar.
Sarah Lichevski, representante da colônia polonesa na mesa. A roda de amigos de Quatromila é mundial, mesmo tendo nascido toda ela em São Paulo. Características da Gotham brasileira.
Morena só no cabelo, branca muito branca de pele, com sardinhas. Júlio Carlíssimo nunca conseguiu comer suas massas do topo da cabeça de Sarah: um metro e noventa. Motivo até de piadas invejosas dele. As pernas lichevskianas reservaram a ela o apelido de Lirafa.
Coisas do destino os colocaram em primeiro e segundo lugar na ordem de chegada do jantar.
Quando Renato Meyer chegou, a temperatura na mesa já passava de quarenta e dois graus, na sombra.
Sarah branca já avermelhada com a acidez do Carlíssimo.
Tudo bem. Renato era o amigo mais tímido de Quatromila, não menos fiel.
A mistura era boa.
Carlíssimo ácido, Lichevski vítima de sempre, Renato amenizador.
O quarteto fantástico estava completo.
Chegou a vez da família quatromilanesa chegar.
O pai Antônio Quatromila, que viera de Portugal trinta anos antes.
Que conheceu sua mãe Lucia na fila dos pastéis da feira da Vila Mariana.
Que pariu os irmãos gêmeos Pedro e Plácido antes de Manoel.
Três anos antes.
Três anos depois de Manoel veio Maria, fechando o ciclo.
Todos chegaram no Putanesco.
Quatromila prometera a si mesmo só revelar a grande notícia com a presença de todos.
Pediu a atenção com uma colher tilintando no copo.
- O clima hoje deverá ser de alegria, muita. A farra eu quero que role noite adentro. Mas a notícia...essa eu não vou gritar não. Vou falar no ouvido de cada um, pra não despertar muita atenção dos outros convivas aqui do lado.
E assim foi. Quatromila correu para o ouvido de seu pai, que iniciou a maratona de beijos em Quatromila com a boca já grudada no ouvido da mãe. Ele sabia que precisaria correr. Este tipo de emoção não é fácil de conter.
Lucia, a mãe, começou a chorar. Os irmãos receberam a notícia em seguida.
Depois Sarah, Renato, e para o final Carlíssimo.
Só de sacanagem.
Se curiosidade mata, Carlíssimo precisou se beliscar pra ver se ainda estava vivo por ser o último da fila.
Dos quatrocentos e oitenta mil do prêmio, uns mil iriam embora só hoje.
A festa começou.

sexta-feira, outubro 13, 2006

As vias de fato


As vias de fato são o concreto dos humanos
A teoria termina com algo que ia
A prática começa com pra, alguém
Ás vezes não achamos causas e choramos
Muitas das outras acabam na boemia
Mesmo sem esforço, vamos, sempre além
O dia não acaba quando queremos, infame
As vias de fato são construídas, não depois
Se deixamos para alguém talvez não exista
Não insista, alma pequena, desarme e ame
Ah, poxa, não acredito, mesmo? ora, pois
O que eu faço deve ser suave pra minha vista

As vias de fato são estradas que precisam de asfalto
Os buracos são os teóricos que nos pegam de assalto

* acredito que esta foto veio do blog Meus Dois Cêntimos. Se o autor a achar aqui, já peço licença.Senão podemos conversar, chegar às vias de fato da negociação autoral.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Dia das Crianças no mundo


O Dia das Crianças não é celebrado em todos os cantos do mundo no mesmo 12 de Outubro.
A ONU sugere um Dia das Crianças Universal: 20 de Novembro.
Diz para ser um dia a ser observado como de fraternidade mundial e entendimento entre as crianças.
No Brasil, foi escolhida a data de 12 de Outubro por comerciantes interessados em aumentar a venda de brinquedos e outros produtos infantis.
Em Portugal, onde o Dia das Crianças é no dia 1o. de Junho, achei um blog chamado Pais&Filhos, que fez uma postagem ( do ano passado), que gerou uma discussão muito interessante sobre dar ou não presentes.
Concordo com várias das opiniões, mesmo opostas umas às outras.
Viva o não-radicalismo, vivendo e aprendendo.
Na Nova Zelândia, por exemplo, até 2006, o Dia das Crianças era no último Domingo de Outubro.
Passará em 2007 para o primeiro Domingo de Março.
Lá do outro lado do mundo, na China, o dia é comemorado no 1o. de Junho.
Já aqui em casa, prefiro dar um presente que pode ser útil para o raciocínio, educação, coordenação motora do nosso filho.
Um só, pra não passar batido. E completamos o resto do dia com várias outras atividades em contato com a natureza.
São as vantagens de se morar no interior do país.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Placar Wikipédia


15 dias depois, aí vai mais uma atualizada do placar português x espanhol na Wikipédia:

Artigos em português da Wikipedia: 188.069
Artigos em espanhol da Wikipedia: 159.828

Diferença atual: 28241

A diferença diminuiu em 911 artigos, em 15 dias, ou 60,7 artigos a mais sendo publicados por dia, em espanhol.
A média de publicação diária de artigos em português, que era de 328,7 na última postagem, caiu para 182,5.

Será que a dominação do português sobre o espanhol na Wikipédia foi somente algo inicial?
Continuarei acompanhando, e trazendo para vocês notícias quentes sobre o fantástico mundo matemático-linguístico da Wikipédia!

Fred Neumann matematicou aos 188.069artigos em português da Wikipédia.

terça-feira, outubro 10, 2006

A conversa-17-da greve dos bancários

Estamos no meio de uma greve nacional dos bancários. Certamente cada um que ler isso aqui deve ter passado por algum tipo de situação diferente nos bancos nos últimos dias.
Esta aconteceu comigo ontem, em um banco aqui de Araxá.
Passando em frente a um deles, percebi que havia uma fila do lado de fora do banco.
Fora mesmo, não era na parte interna dos caixas eletrônicos.
Vi que dois amigos meus esperavam do lado de fora.
Na mesma hora perguntei o que estava acontecendo, afinal eram seis horas da tarde, horário em que não há mais banco funcionando comercialmente para o cliente do lado de dentro.

Eu: O que está acontecendo aí, amigo 1, o botão que abre a porta não está funcionando?
Amigo 1: Que nada, Fred, tá funcionando, mas olha o aviso ali...
( na porta de vidro, tinha um aviso " estamos em greve".
Amigo 2: Olha lá, Fred, o guarda só deixa um entrar por vez no setor de caixas eletrônicos, do lado de fora.
Fred: essa foi boa, trata-se então da primeira greve nacional dos caixas eletrônicos! Vou ligar para o C. , amigo meu lá da Rede Globo, pra ver se rola uma reportagem sobre este fato inusitado.

Eu ainda estava com o celular na mão quando a porta foi liberada, e a fila de dez pessoas começou a entrar nos caixas eletrônicos.
Não existiu reportagem da Rede Globo local, mas pelo menos passa neste humilde blog, que pode ser acessado no mundo inteiro...
Como esse banco está cheio de profissionais competentes e amigos, não revelo o nome do banco, né. Até porque, eles mudaram de idéia rapidinho.

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A conversa-16 foi entre três vereadores de uma cidade do interior.Engraçadíssima.

Poefrase-5

Irmão é igual mala em viagem: é mala também, porém você sempre precisa de sua bagagem.
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Para ver como foi a poefrase-4, clique aqui

segunda-feira, outubro 09, 2006

Romário consegue a 11 no Adelaide


Lembrando a todos que este é um futeblog também, apesar de ter descansado um pouco após a série de poemas da Copa, quero aqui soltar uma notícia quente, e ver em quanto tempo a mídia, no caso a Globo.com, corrige a notícia em que diz que o Romário não teria conseguido a camisa 11 no Adelaide United, time da Austrália pelo qual fará 5 jogos.
Pois o Romário já conseguiu convencer seu time a dar a camisa 11 a ele.
O ex-camisa 11 do time, o atacante reserva Dez Giraldi, topou com muita facilidade, até porque seu próprio nome tem mais a ver com outro número.
Disse ele que se o Romário pedisse suas chuteiras, daria também, em troca de umas lições do Baixinho sobre como marcar gols.
Só pra todos acompanharem, esta notícia aqui foi descoberta às 12:40 de hoje, segunda-feira, 9 de outubro de 2006.
E vamos acompanhar a mídia durante o dia, tô gostando desse jogo!!

Atualização: o Romário tá realmente a fim de mídia hoje. Acaba de anunciar sua transferência para o Tupi, de Juiz de Fora, antes de jogar pelo Adelaide United. Mas esta transferência, já acertada entre as partes, pode dar errado. Esta novela promete...

Atualização 22 horas depois: a notícia não foi corrigida. Ficou ultrapassada pelo fato de maior chamariz: a decisão de Romário de ter contrato com 3 equipes ao mesmo tempo, em países diferentes: Miami, Tupi e Adelaide. EUA, Brasil e Austrália. Pra encerrar esta postagem, não importa qual será o final, basta jogar pelo futebol profissional, em qualquer time, que Romário terá feito o que todo o resto do mundo do futebol profissional em sua geração não fez: 1000 gols.
Provavelmente o fará no Maracanã, jogando pelo Vasco ou Ameriquinha. Esse é o meu palpite.

domingo, outubro 08, 2006

A silenciosa vitória no tabuleiro que cresceu


Peão, chame a rainha
Sem campainha, lá da torre
No grito, rasgando garganta
O que era uma pracinha
Agora pula, cerca, morre
Se não pensar, nada adianta
Do meu poder, chamo o rei
O bispo chamará o povoado
Virão a pé ou à cavalo
Se for preciso gritarei
Torcedor lá sentado
Do banquinho grita, eu calo

No tabuleiro que cresceu
De um lado o adversário bate
Do outro, o calado xeque-mate

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Foto de Denis Murczak

sábado, outubro 07, 2006

Sushis que eu gostaria de comer-2


Continuando minha busca pelos sushis perfeitos e distantes ( hey, um dia eu chego até eles), venho hoje com o segundo capítulo desta busca.
Eu realmente gostaria de comer este sushi pois, primeiramente comemos os sushis com os olhos. E nisto não digo que o peixe é tão cru que seus globos oculares vêm junto.
Eu falo daquela expressão popular onde diz que, se a comida não parecer boa, não acomodar-se-á bem lá dentro do nosso estômago.
Então de primeira, me pareceu muito bonito. Deverei gostar.
Depois, esta receita possui ingredientes que gosto em separado, e que juntos prometem muito.
O nome desta beleza é " mushi sushi".
Pra começar, quem " carrega" os ingredientes é um banquinho de cogumelo shitake. E o recheio é galáctico: pequenos filetes de shiitaki, salmão, queijo e dashi, aquele caldinho que é a base do missoshiru.
O salmão da receita é defumado, mas aí não. Na minha pedirei salmão cru mesmo. Bem melhor, acho.
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Para deliciar-se com o primeiro " capítulo " desta série, venha aqui.
Esta foto e a receita do mushi sushi você acha aqui.

sexta-feira, outubro 06, 2006

A conversa-16

Câmara dos Vereadores de uma pequenina cidade do interior.
Conversa entre três vereadores.

Vereador 1: Estava conversando com um dos meus correligionários, e gostaria aqui de sugerir um projeto-lei, para a mudança do curso do rio. A cidade tá crescendo muito, ele precisa ser desviado " pra modo " da cidade crescer " mió".

Vereador 2: Hey, não podemos aprovar essa lei não sô, já existe uma que fala disso: é a lei da gravidade.

Vereador 3: Chi, caros companheiros, mas não podemos mexer nessa lei não. Ela é uma lei federal...

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Venha aqui para conhecer A Conversa-15

quinta-feira, outubro 05, 2006

Três paus


Três paus
Armam o gol do malabarista
Roteiro de novelista
Três paus e pose de xis
Floresta em volta e bola no meio
Pés nada sutis
Bolhas, unhas soltas, o craque veio
Três paus armam a pelada
De um lado
Do lado oposto
Seis paus
Sem calçados
Com seus rostos
Suados
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Foto de Mônica Santos

quarta-feira, outubro 04, 2006

Se sou

Se sou Lúcio
Soluço
Se soul music
Stevie Wonder
Se faz sina
Fascina?
Faxina
Faz Sol?
Faizão
Se sou Nilson
Sumiço
Missoshiru
Se sou Fred
Solfeje
Se sou João
São João
Se sou Luis Inácio
Ah, só posso ser um ficcionista...

A conversa-15

Este diálogo foi travado entre o prefeito de uma cidade bem lá no interior, e uma aeromoça, há quase 40 anos. Aeromoça entrega dois algodõezinhos para o prefeito.
O prefeito deposita os algodõezinhos na boca.
Aí começa o diálogo, ótimo pra ser contado em rodas de amigos, e verídico:

Aeromoça: Senhor, os algodõezinhos são para você colocar nos ouvidos.
Prefeito de uma cidade bem lá no interior: Eu sei, minha senhora, eu só tô untaaando!
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Conheça A conversa-14

segunda-feira, outubro 02, 2006

Eu aqui, Bento lá

Araxá está a 1521 quilômetros de Bento Gonçalves.
Bento Gonçalves hoje é populada por 102 mil habitantes. Por aí.
Em Araxá residem 85 mil habitantes. Por aí.
Em Araxá, neste momento, estou eu.
Em Bento Gonçalves, neste momento, está o XIV Congresso Brasileiro de Poesia.
Fred em um canto, Bento em outro a mais de 1500 quilômetros.
Quem me avisou desta distância foi a Mônica Montone
Ela manuseia as palavras. Brinca com elas, que agradecem.
Ela está lá em Bento.
Eu quero estar lá ano que vem.
Com muito vinho, família, poetas do mundo inteiro.
Vinhos. Poesia. Vinhos. Poesia.
Poemas. Poetas.
Quem sabe um showzinho no John Bull Pub Bento Gonçalves ?
Nem sei como é o local, mas foi o nome de bar que mais gostei na cidade.
Algum cidadão de Bento poderia me informar?
Prefeito Alcindo Gabrielli?
E qual é o gentílico de Bento?
Perguntas para as quais adorarei achar respostas, no prazo máximo de um ano.
Em última instância, ao vivo.
A cores.
Aos poemas.

Fred Neumann escreveu aos 186.442 artigos em português da Wikipedia.

Foto de Jeff Belmonte

domingo, outubro 01, 2006

Ciclo de vida da eleição

Candidato super-sorriso, antes, depois
Antes muito ocupado, depois todo lado
Carro, restaurante, hotel classe A
A pé, a quilo, beija criança, um, dois
Uma palavra, pouca paciência, chato
Um programa, horas a fio, proseará
Paga Paris, Paga Praga, Paga Londres
Paga ticket, paga pirulito, paga malas
Sem tempo, sem aumento, sem cimento
Viva as horas, viva comissões, horrores
Visita hospitais, visita casas, até valas
Deixa pra depois do voto o sofrimento

O ciclo de vida da eleição se fecha
O político desaparece como flecha