segunda-feira, agosto 14, 2006

A vida de Quatromila depois de Dark Silvester

* Continuação das andanças de Manoel Quatromila, cujo primeiro post está aqui

Manoel Quatromila apostou quatro mil reais no Dark Silvester. Só para não fugir à tradição da família. Um bom Quatromila que se preze acredita profundamente no número quatro mil.
Vezes cento e vinte que cada real dava ao apostador do Silvester, totalizaram qua-tro-cen-tos-e-oi-ten-ta-mil reais. Foi desta maneira mesmo que o Quatromila acompanhou a leitura labial do Guto Maia, organizador do GP de São Paulo, ao anunciar seu prêmio.
Ao mesmo tempo, os seus neurônios também processavam assim, silabiando expressões de êxtase.
Ca-raaaam-ba. Puuuuu-ta-meeeeer-da.
Tô-rrrrrriiiiiii-cooooooooo.
Em silêncio, claro. Os cientistas ainda não inventaram neurônios que se despedem temporariamente do cérebro de seu dono e vão tomar um açaí na esquina, voltando em vinte minutos.
Neste momento, eles ganhavam tempo para começar a organizar a festa de comemoração do prêmio do Quatromila.
Convocaram reunião urgente do sindicato dos neurônios quatromilaneses, para que a coisa não descambasse para um possível conflito de interesses.
Já há um certo tempo que os neurônios da ala direita-leste queriam partir para um lado mais sombrio da vida, de baladas e bebidas, sendo segurados fortemente pelos neurônios da ala esquerda-norte. Estes sim, os grandes vencedores, foram os que conseguiram convencer Quatromila a seguir para uma vida de apostas em corridas de cavalo.
Tá, foi algo recente, logo na primeira aposta ele já ganhou. Mas o número qua-tro-centos-e-oiten-ta-mil-reais tilintava na reunião do sindicato. O favoritismo era todo para a ala esquerda-norte.
E ela defendia apenas um jantar italiano para os amigos mais chegados de Quatromila.
Regado de vinho. Moderado. Chileno. Suave. Custo-benefício.
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