quinta-feira, abril 13, 2006

A descida da barra lateral

Poeta moderno não lida mais com tinta
Dor nas costas, nos dedos, nos mistérios do dia
Poeta atual lida com a descida da barra lateral
Para os cafundós de um blog, deu uma finta
Driblou os meus conhecimentos, tirou minha alegria
De mentira, não deprimo, tento, não passar mal

Poeta tecnológico dribla códigos, negocia detalhes
Se tira uma letra lá atrás, outras vinte mudam de lugar
Os colegas poetas favoritos, os sítios prazeirosos desceram
Passaram a ocupar lugar antes reservado a encalhes
Cheios de poeira, quase não tendo direito ao ar
O poeta não tem culpa, ninguém tem, se emudeceram

Mas Starr ou Cocker cantando ensinaram o trajeto
Com pequena ajuda dos amigos a barra é suportada
Enquanto mensagens de fumaça entram em trâmite na rede
Os convenientes conhecimentos tramam a volta ao teto
A nova subida trará o final da conspiração, abortada
A descida da barra lateral acaba, volta a sede
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