quinta-feira, maio 14, 2015
Aprendendo a torcer pelo Galo
Em momentos como o de hoje, muitos irão aprender a torcer para o Atlético Mineiro. Torcemos contra o vento, mas torcemos também contra as palavras faladas na emoção, sem ponderação. Torcemos pelo Galo nas vitórias e nas derrotas. O Campeonato Brasileiro vem aí e o time precisa de apoio total da Massa. É um título que queremos há 44 anos. Com nosso apoio ele virá. Não temos um elenco composto apenas por Pelés. Mas temos grandes jogadores que nos proporcionaram os maiores títulos de nossa história. Como Luan, Jô, Victor, Ronaldinho Gaúcho, Marques, Guilherme, Cerezo, Kafunga, Dadá Maravilha, Dátolo, Guará, Réver, Mario de Castro, Rei, nosso eterno Rei. O mínimo a se fazer é louvar suas conquistas. E claro, cobrar, como torcedor inteligente, da melhor forma possível: marcando presença na arquibancada e torcendo, levantando a moral de nossos jogadores e gerando tremor em quem vir nos enfrentar. Nossa torcida é famosa no mundo todo, não pelas atitudes de Maria. Largar o time em uma derrota e só voltar depois de 3 boas partidas. Isso não. Jamais. Nossa torcida mais antiga, a que torceu pelo Galo em inúmeros campeonatos perdidos e soube comemorar como ninguém, já sabe o que é torcer pelo Galo. Outros muitos aprenderam hoje. Não aprenderam nas conquistas. Aquilo foi somente a coroação de tantos anos de dedicação. Vaia no estádio é absolutamente inaceitável. Quer ajudar um jogador a se recuperar no elenco? Envie um e-mail a ele, uma mensagem inteligente nas redes sociais, com uma análise realista, mas respeitosa. É a única forma que você mostrará o verdadeiro grandioso torcedor que é, parte integrante da magia da Massa. E claro, compareça ao estádio nas partidas de meio de tabela, contra uma Chapecoense, da mesma forma que comparece depois de vitórias consecutivas. Afinal, elas só chegam com seu apoio fundamental nas derrotas. O grito que empurra o adversário pra fora do estádio e levanta nosso time. Aqui é Galo, sempre, acreditando. E apoiando. De verdade.
segunda-feira, março 02, 2015
A lição da torcida mista do Gre-Nal
Ok, sabemos que muitas pessoas nem ligam para futebol, ao contrário de outras muitas que são apaixonadas por este esporte desde que nasceram. Como é o meu caso. Acompanho diariamente e converso muitas vezes dentro de um mesmo dia com meus amigos mais próximos sobre o esporte. E ainda converso com quem nunca vi na vida. Futebol é o idioma universal, eu já disse isso uma vez. Porém, um grande porém na vida dos torcedores do bem, se é que podemos nos rotular assim, sempre foi aquela manchete fatídica aparecendo no final dos jogos, no dia seguinte ou até antes dos jogos, nos avisando que algum torcedor morreu. Que uma família irá ficar marcada para sempre e por qual motivo? Porque o seu filho que se foi queria ter alguns momentos de diversão no dia, talvez para esquecer uma vida tumultuada lá fora? Ou simplesmente queria 2 horas de abstração. Tudo bem, poderia ser um fanático também, que ia em todos os jogos de seu time do coração. Lá isso é motivo de assassinato? O fato é que os dirigentes do futebol têm pelejado com este problema violento há tanto tempo e nunca conseguiram zerar as mortes nos estádios.
A foto que ilustra este post é emblemática. Mostra um casal, composto por um colorado e uma gremista, e ao lado um senhor folclórico, daqueles que sempre fizeram parte dos principais capítulos escritos nos estádios. Esta foto só foi possível graças a uma iniciativa no Rio Grande do Sul de se tentar torcida mista no estádio. Com todos os torcedores juntos e misturados. Mas aí podem se perguntar os mais fanáticos como que fica a magia de se ver uma torcida provocar a outra e gerar aquele espetáculo competitivo para se descobrir qual torcida deu um show maior? Pois quero sugerir, caros mais fanáticos, que peguemos este fanatismo para entender que infelizmente, por enquanto, este espetáculo deve dar vez ao cenário da torcida mista. O nosso país do futebol não precisa no momento de uma foto desta?
Você pode até não concordar comigo, assim como está na falta de concordância entre colorados e gremistas, atleticanos e cruzeirenses, corinthianos e palmeirenses, a magia do futebol: tripudiar, rolar de rir da derrota do rival para um time de menos sucesso, gerar histórias novas para decorar sua vida com momentos inesquecíveis. Isso tudo não só é permitido, como é fundamental ao futebol. Assim como devo dizer que se você não concorda comigo em relação à torcida mista, deve concordar em relação à magia da disputa saudável dentro do estádio pra ver qual torcida proporciona um espetáculo mais bonito, não é? Um espetáculo só dela, goleando a outra em vibração, em cânticos criativos, em levantar seu time quando ele mais precisa?
Pois o que tenho a acrescentar a este debate, no momento, é que o espetáculo da torcida mista, proporcionado pelo Gre-Nal de ontem, foi uma belíssima solução aí escancarada para que não voltemos a ter que ler mais as notícias de mortes envolvidas a um momento tão sublime de celebração à vida. E que, pelo menos para o momento, se você é realmente fã de se ver uma disputa saudável entre as torcidas para ver qual se destaca mais, se você quer ficar somente entre os torcedores do seu time para levantá-lo para mais uma vitória, eu te diria que é momento de louvar a torcida mista. De agradecer pelo que ela pode trazer ao futebol e entender que ela pode ser a única salvação para que você possa um dia torcer para seu time em um canto do estádio reservado somente à torcida do seu time. Se é que isto ainda será necessário, tamanha a beleza do espetáculo de ontem da torcida mista. Que a única coisa que destruiu mesmo foram os arrombos de machismo exacerbado, de mostrar que "sou mais bruto". Isso pode ficar destruído e guardado em um lugar inacessível mesmo de nossas memórias. É para o bem de todos. Entenda, torcedor. Pois pode ter certeza que as milhares de famílias brasileiras, que não podem sequer ver o cenário de um estádio de futebol, de seu entorno e de suas torcidas brutais, pois perderam seus filhos em tempos anteriores, estas famílias certamente não só entenderam. Elas também podem ter visto, com lágrimas nos olhos, que aquela vontade desde então retida pela tristeza em seus corações, de voltar a gostar da magia do futebol, pode ter sido escancarada de novo, pela sensacional idéia que foi, este espetáculo da torcida mista.
quarta-feira, maio 28, 2014
O Outro Superclássico e mais um capítulo especial
E aí o futebol continua me presenteando com aqueles momentos especiais. A pedido de um amigo sergipano (o +Eddie Azevedo da Casulo), fui conferir o 5o. Cinefoot, na sessão de segunda-feira, para conferir in loco a estreia do curta "O Outro Superclássico", que ele produziu executivamente. A sessão em que "O Outro Superclássico" foi exibido foi também a sessão onde o homenageado do festival no ano, o mestre Júnior, receberia uma tão merecida homenagem em vida. Como ele mesmo disse, ser homenageado em vida é muito melhor.
Pois 31 anos depois de meu pai levar este fanático por futebol a uma final de brasileiro ( Flamengo 3x0 Santos, maior público da história dos Brasileiros e obviamente não afetou o atleticanismo de um torcedor de 9 anos, pois Galo é Galo), lá estava eu, depois da sessão de homenagens, para ver os filmes da noite.
E por esta razão, a cena que presenciei foi um daqueles momentos especiais a que me referi no começo do texto.
O filme "Stoichkov", sobre a genial trajetória do maior craque búlgaro da história, seria exibido naquela sessão. E por esta razão, o mestre Júnior decidiu ficar após as homenagens feitas a ele, pelos seus 60 anos.
E assim, na fileira abaixo da minha, sentou-se Júnior e assistiu o filme todo. Nas cenas mais emocionantes, eu fiz questão de observar a reação do mestre. Alegria pura de ver um filmaço, com uma história similar à sua no quesito sucesso.
Bom, quase similar. Ele foi Campeão do Mundo, Stoichkov perdeu pro São Paulo naquela histórica final de 92. Vale dizer que, assim como na semifinal da Copa do Mundo de 94, quando Stoichkov carregou a Bulgária para este feito histórico e não mais repetido, o cara também fez o gol do Barça na final de 92. Ou seja, o cara era um monstro, fez tudo o que pode fazer indivualmente, em um esporte que não é individual. Por isso mesmo que fica a chatice de não podermos ver o Bale e o Ibra na Copa deste ano, por exemplo, apesar de toda a maestria individual deles.
Foi então formado mais um capítulo bacana de minha história de vida, relacionado ao futebol.
Sempre digo que o idioma universal é o futebol, e não o inglês. Pois quando você veste o manto sagrado do seu time em uma Londres, por exemplo, mesmo não falando inglês, é bem possível que alguém fale "Reinaldo, Cerezo"... e agora Ronaldinho Gaúcho.
Se for a camisa da Seleção Brasileira, que alguém fale "Ronaldo, Romário, Pelé"... e agora Neymar.
Este capítulo especial mais uma vez me provou esta teoria.
quarta-feira, dezembro 14, 2011
A 12 horas da última rodada do Brasileirão 2011
(coluna escrita 12 horas antes da rodada final sensacional do Brasileiro-2011 de Futebol)
Está congelado este momento do futebol brasileiro. Faltam exatas 12 horas para o início da derradeira rodada que definirá o Campeonato Brasileiro de Futebol da Série A de 2011. Resolvi acordar para escrever sobre isso, parece. Pois o momento me chama a atenção. Realmente não existe um campeonato de futebol no mundo tão equilibrado quanto o nosso. Vamos fazer o teste indo de time a time.
O Campeonato Brasileiro de Futebol da Série A é composto por 20 times. Antes de começar esta emocionante última rodada, com todos os jogos começando no mesmo horário ( tirando o de um ou outro cartola que acaba atrasando o jogo de seu time por alguns minutos sem punição), o Corinthians aparece na 1a. posição. Mas não aparecia no início do campeonato como favorito absoluto, como Real Madrid e Barcelona aparecem na Espanha. Quem é a principal estrela do Corinthians? O goleiro Julio Cesar? O sheik das botinadas Emerson, que estará suspenso para o último jogo? O Corinthians precisa de um empate para o título, mas foi colocado o ingrediente a mais, pois assim como o bando de loucos enfrentará o maior rival para tentar ganhar o título, assim será com a maioria esmagadora dos demais.
O Vasco, que é o único time a ter chance de tirar o título do Corinthians, não estava só nesta posição há 5 rodadas apenas, quando tinham 8 times disputando o título. Novamente aí, uma estrela diferente a se destacar, saindo da zaga: o grandalhão, mas rápido, decisivo e goleador Dedé. Para apimentar ainda mais, o Vasco precisa vencer a última partida, mas não contra qualquer time. Vai definir tudo contra o time dos torcedores que mais o chamaram de “vice” nos últimos tempos: o Flamengo. Só por isso já tem aquele super ingrediente de decisão.
Vamos ao terceiro lugar da tabela, o Fluminense. Apesar de ser um dos poucos sem almejar muita coisa, pois não tem chances de título e já está classificado para a Libertadores, pode consolidar o Botafogo de fora dela, pois o time alvinegro ainda tem (poucas) chances.
O quarto colocado da tabela é o Flamengo, que já citamos. Precisa de um empate contra o Vasco. Mas qualquer resultado é imprevisível.
O quinto colocado foi a grande surpresa da última rodada. Qual campeonato no mundo consegue reservar uma surpresa para a penúltima rodada? De repente, quando ninguém esperava, o Coritiba galgou todas as posições até a quinta, e agora “só” precisa de uma vitória para confirmar sua vaga na Libertadores. Incrível, ok, mas joga contra quem? O furacão Atlético/PR, seu maior rival, lutando desesperadamente para não cair. Na imprensa paranaense, muitos qualificam este como o Atletiba do século. Um amigo meu torcedor do Furacão preferiu refugiar-se em uma praia a ver este jogo. É só para quem tem certeza do bom funcionamento do coração, se é que isto é possível.
Inter/RS e Figueirense ainda tem chances de Libertadores, na sexta e sétima posições. E jogam contra quem? Seus principais rivais, Grêmio e Avaí. Na oitava posição, o São Paulo jogará sua última chance de Libertadores também contra um grande rival, o Santos. E aí que o Campeonato Brasileiro chama muita atenção. Antes de falar do Santos, só lembro que o Botafogo é o último time na nona posição a ter chance de Libertadores. Vamos ao Peixe então, décimo colocado. O que atrai a curiosidade do mundo todo é que a maior estrela do campeonato, o Neymar, pode ser coroado durante a semana como o melhor jogador do Brasileirão-2011, tendo seu time ficado em décimo lugar. É o mesmo que dizer que um jogador do Genoa na Itália, ou do Getafe na Espanha levariam o cetro de melhor jogador do Ibra ou do Messi.
Indo então para a 11a. posição, temos o Palmeiras. Bom, se fosse em outro campeonato, para que jogaria o 11o. colocado? Só que aqui ele fará um dos maiores clássicos do futebol brasileiro, contra o Corinthians, e deverá fazer de tudo para tirar o título deles. Emocionante ao extremo.
Na 12a. e 13a. colocações, o mesmo vale para o Grêmio e para meu time do coração, o Galo Atlético Mineiro. Disputarão seus maiores clássicos, contra Inter e Cruzeiro, decidindo muita coisa. No caso do Galo, para muitos torcedores é um dos momentos mais importantes das últimas décadas. É poder jogar o seu maior rival na Série B, e devolver algumas piadinhas de quando o time caiu para este mesmo lugar 6 anos antes.
Na 14a. posição, alguém poderia considerar que se trataria de um time sem muitas aspirações históricas, o Atlético/GO, mas mesmo assim jogará para consolidar sua vaga na Sulamericana, um feito inédito na história do clube.
Quer respirar? Impossível, pois o Bahia, o 15o. lugar, terá papel fundamental na vida de Ceará, contra quem joga, Cruzeiro e Atlético/PR. Caso perca o jogo para o Ceará, pode decretar 4 times nordestinos na Série A de 2012.
Em 16o. lugar, vem Cruzeiro, jogando com torcida única uma das partidas mais importantes de sua história sem seus dois maiores ídolos, Montillo e Fábio.
Em 17o. lugar o Ceará fará esta partida histórica para o Nordeste contra o Bahia fora de casa.
Em 18o. lugar, o furacão Atlético/PR fará o Atletiba do Século para muitos, como falamos.
E aí sim, Avaí e América, os dois únicos já rebaixados, e mesmo assim farão jogos históricos neste Domingo.
O momento está congelado. Posso voltar a dormir, pois é o melhor jeito de conter a ansiedade das próximas 10 horas e 35 minutos. Sim, para quem gosta de matemática e faz contas, levei 1 hora e 25 minutos para escrever esta coluna de novecentas e quarenta palavras.
terça-feira, junho 21, 2011
Atlético 2x2 Atlético-GO- as notas

Diferente das primeiras quatro partidas, o Galo não foi bem e foi um alívio o empate de 2x2 no final. Talvez uma partida perfeita para explicar que nem sempre 3 volantes e 1 meia será mais defensivo que 2 volantes e 2 meias. Ontem, mesmo com essa mudança, começando com 2 meias ( Giovanni Augusto e Daniel Carvalho), o Galo não atacou muito até o Dorival fazer alterações no 2o. tempo que deixaram o Galo extremamente ofensivo, e coroou até Magno Alves que estava errando demais no jogo, mas no final foi o autor dos dois passes para os dois gols do Galo no jogo.
Vamos ás notas, lembrando que o sistema de atribuição de notas aqui não é como no Cartola, mas premia somente as jogadas que realmente foram importantes no jogo. Passe errado simples, passe certo simples, chute pra fora mas por pouco...não conto isso, somentes as jogas importantes.
Renan Ribeiro: (+1): Fez uma defesa muito difícil, minutos antes de levar o gol do montinho artilheiro, expressão quase esquecida no futebol brasileiro, mas que justifica um erro estranho.
Roger: (+1) Para sua estréia no profissional do Galo, pelo menos começou com nota positiva. Um pouco tímido, participou pouco do jogo.
Rever: (+6) Impressionante sua regularidade. Defende muito bem, vai para o ataque, cobra dos companheiros, um líder que o Galo achou.
Leonardo Silva (0): Desta vez não compôs tanto as Torres Gêmeas. Participou um pouco menos do jogo. Então faz assim? Desconta contra o Flamengo, tá?
Leandro:(+2) Fez uma boa jogada, algumas participações, alguns aplausos, outras caras feias para ele. Continua a saga das laterais...
Gilberto (0) Teve a infelicidade de participar negativamente do primeiro gol dos goianos. Não foi uma estréia como titular para se vangloriar. Pelo menos não se queimou como um bom reserva.
Serginho (+5): Voltou a ser o Serginho de sempre. Roubador de bolas, super participativo, indispensável ao time do Galo já há um bom tempo.
Giovanni Augusto (-1): Coube ao garoto inaugurar as notas negativas aqui deste blog. Por não ter arriscado muito, e só participado de lances simples, tendo errado mais que acertado, negativou. A torcida do Galo até voltou a gostar de outra jovem promessa para o lugar dele na próxima partida...
Daniel Carvalho (0): gera expectativas das melhores na torcida do Galo, que torce por sua plena forma, pois tem muita categoria. Não foi grandioso ainda ontem, mas faz a torcida almejar por resultados melhores com a presença dele em campo.
Magno Alves (+5): Sumidíssimo no primeiro tempo, o que até gerou aquelas vaias precipitadas que já incomodam os atleticanos verdadeiros, depois de 3 passes muito errados. Mas de repente, com as mudanças do Dorival no 2o. tempo, simplesmente deu os passes para os dois gols do Galo. deve ter pensado no meio do jogo: não tô concluindo bem, vou virar garçom. Isso só mostra a inteligência dele.
Mancini: (0) Ah, Mancini.
Guilherme: (+8) Não só fez seu primeiro gol, como participou de mais 3 bons lances no jogo, quase fez seu segundo gol, e finalmente, fez a torcida do Galo lembrar que é um grande atacante que estava dormecido ainda da fria parada na Europa. Melhor em campo, pelo talento, vontade e gol.
Renan Oliveira: (+6) Fez o seu gol acordando a torcida do Galo. É aquela jovem promessa que citei no começo, quando falei do Giovanni Augusto. Coloca uma enorme interrogação na cabeça do torcedor. Será que ele vai voltar a prestar para ser escalado de titular desde o começo? Ou está predestinado a ser um talismã?
Jogador mais atuante, com mais participações importantes no jogo: Serginho, com 9.
Foto:Portal Uai
domingo, junho 12, 2011
Bahia 1x1 Atlético MG-notas

terça-feira, setembro 21, 2010
Futeboladas
O Santos ganhava tranquilamente e de virada do Atlético Goianiense.Final da partida.Sua maior estrela, contando com a super avançada idade de 18 anos, holofotes do mundo todo voltados a ele, desfila mais uma crise de rebeldia, por entender que “poderiam” querer tirar os holofotes de cima dele.Afinal, “pênalti sou eu quem bato”.Como o “professor” passou este direito ao centroavante, a estrela Neymar, de 18 anos, começou a rebolar mais que dançarina de axé.Foi substituído e literalmente “xilicou”.Se fosse apenas um integrante de uma família brasileira, seria apenas considerado como mais um adolescente acometido dos problemas da transição para a vida adulta.Mas o treinador do time derrotado o chamou de “ um possível futuro monstro”.Seus colegas de time perderam a paciência e vão cobrar uma atitude mais razoável.E por incrível que pareça, nada anormal.Afinal, o que se esperar de um profissional que ganha mais de R$300 mil por mês, só de salários, fora o resto? Tem 18 anos, mas representa muitos interessantes.Tem que ser mais preparado que príncipe de Gales. Enfim, futebolada número 1 da semana.
A número 2 veio lá da Itália.Assisti na íntegra e em italiano á discussão entre o ex-técnico da seleção italiana e atual comentarista, Arrigo Sacchi, e a nova estrela do Milan, o Ibra. Devido ao meu italiano macarrônico, não entendi tudo, mas ter assistido ao vídeo me fez entender mais do que se tivesse apenas lido a matéria que saiu na imprensa brasileira (com pouca variação entre uma e outra).O Ibra me pareceu estar engasgado com o Sacchi devido a um acúmulo de opiniões negativas nos últimos tempos, parecendo a ele uma perseguição do veterano.Assim, pegou a chance que teve como um esfomeado diante de um prato cheio.Foi divertido de assistir.Divertido e incômodo.O Ibra se vingou ao vivo.Pode até comemorar o fato com seu amigo Piqué, do Barça.Futebolada número 2 da semana.
Passo agora ao jogo entre Fluminense e Corinthians. Era um dos jogos mais esperados do campeonato. O Fluminense conseguiu perder uma invencibilidade contra times não cariocas que vinha desde Agosto de 2009.Mas o que me chamou a atenção mesmo foi o belo gol do corinthiano Jucilei.Não se pode realizar um gol destes por pura sorte.Não há como não constatar talento.Quando eu estava longe do Brasil, vi a convocação do Mano Menezes e não entendi a presença dele e a não presença do Elias.Agora começo a entender um pouco mais. Existem coisas que os técnicos profissionais enxergam muito antes de nós, milhões de técnicos amadores.Nem sempre muito depois dos empresários dos jogadores, mas isto é uma outra futebolada (para quem?), digo, uma outra história.
Para finalizar a coluna sobre futeboladas, não desejo a você receber uma futebolada nos testículos. Deviam inventar um escudo super leve para proteger esta parte do corpo masculino.Empreendedores, pensem a respeito.
domingo, maio 23, 2010
Futebol é amor, não é guerra
Desde o primeiro momento em que resolvi abordar este tema, pensei em escrever logo na primeira frase: gosto do Dunga como pessoa. Para não deixar nenhuma dúvida de que, caso eu venha a ter a oportunidade de conhecê-lo, ele já sabe que este aqui tem simpatia por sua figura. Mais que simpatia, eu admiro sua carreira, é um vencedor como poucos. Daqueles que têm um objetivo na cabeça tão sólido que nada o abala. Acho também que o Brasil e o brasileiro devem, a cada dia, prestar atenção na forma como tratam seus ídolos. Devemos assistir à trajetória do pensamento até o momento em que se transforma em palavra, e caso a palavra não tenha sido de nosso agrado, tratemos de corrigir isso logo. Ou seja, ao falarmos de Dunga, Ronaldo e Romário, para ficarmos só em exemplos mais recentes, é preciso lembrar apenas de: Copa de 94, capitão, Fenômeno, Melhor do Mundo 3 vezes, maior jogador da história dentro da área, exemplo de superação, vencedores. Quando pensamentos envolvendo estas palavras aparecerem em nossas cabeças, devemos deixá-los brotar em palavras. O resto se descarta, já no pensamento.
Dado o devido reconhecimento ao passado destes grandes brasileiros, vamos ao tema de hoje. O futebol é um esporte com mais de 100 anos de história. Quem começou a praticá-lo lá na China, ainda sob o nome de cuju, ou na Inglaterra um pouco mais tarde, certamente não poderia imaginar que os donos da riqueza não seriam mais apenas os nobres. Ou os barões do comércio. Que os donos das mansões seriam também as estrelas do futebol. Essa já é uma mudança grande na forma como este esporte interage com a sociedade. Porém, uma das grandes vantagens do futebol brasileiro em relação ao resto do mundo foi sempre tratar a bola com carinho. Com verdadeiro amor. Da mesma forma que Picasso, Paul McCartney ou Niemeyer, em outras artes, nossas gerações ininterruptas de gênios da bola colocam sempre muito amor em seu relacionamento com a bola. Uma partida das super novidades Ganso e Neymar nunca é igual a outra. Ao prestar atenção nas reações dos adversários do Santos, um dia após as partidas, é fácil perceber a empolgação de quem pôde assistir mais de perto a mais esta geração de gênios da bola. Sim, pois quando o Santos joga contra o time de alguém, em vez de gerar rivalidades históricas o que tem acontecido são narrações das pinturas realizadas na noite anterior. Por tudo isso, futebol é amor, não é guerra.
E assim eu chego à conclusão da coluna de hoje. Quando o nosso caro Dunga divulgou a lista dos 23 convocados para a Copa do Mundo da África do Sul, ressaltou, durante grande parte da entrevista, o amor à pátria. “Eu amo o Brasil. Já morei fora e quis voltar por causa das minhas raízes. Por causa da minha brasilidade.” Mas quando o treinador da Seleção ressaltou o amor à pátria, de uma forma que fica parecendo estar acima do amor ao futebol, contraria o que nos deixou únicos no mundo do futebol: a beleza plástica. É muito provável que, mesmo não tendo começado a Copa do Mundo, muitos brasileiros prefiram ficar com o escrete canarinho de 82 que com a seleção vencedora da Copa de 2010, mesmo que isso aconteça. E se futebol é amor e não guerra, o brasileiro certamente prefere ver Ganso, Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Tardelli, Hernanes que uma seleção composta pelos 23 que mais têm amor à pátria. Brasileiro não quer ver guerra, quer ver amor. Brasileiro não quer ter que torcer para um dos sete meias defensivos se machucar, para entrar Ganso ou Ronaldinho Gaúcho. Mas, mesmo sem querer, vai se pegar nesta torcida. E isto não é amor. Por isso, Dunga, meu caro Dunga que admiro, espero que este texto chegue a suas mãos algum dia, e lhe ajude a batalhar pela beleza plástica do futebol. Esta,com certeza, será uma luta que vai além da pátria.
domingo, janeiro 18, 2009
O fã de futebol, para quem está de longe
Confesso que sou fã de futebol. Nada anormal no país do futebol. Mas tudo toma um novo sentido quando visto do ângulo de quem não assiste tanto assim aos espetáculos entre as quatro linhas.
Vejamos o caso do Kaká, que acaba de receber uma proposta gigantesca pelo seu passe.
Passe ou impasse? Para o fã de futebol, neste caso o dono do Manchester City Xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, é apenas uma megalomaníaca compra de um passe. Para quem não é fã, só pode ser um impasse.
Pego até o site do Globo Esporte como fonte para explicar o impasse. Imagina se você tem 336 milhões de reais na mão. O que você compraria com eles? Poderia comprar 685 apartamentos de quatro quartos no nobre bairro do Morumbi, em São Paulo-SP.
Já este apaixonado pelo futebol quer comprar apenas o Kaká.
Quem acompanha diariamente as manchetes do futebol há muitos anos, leva este assunto apenas como mais um recorde que pode ser batido no milionário mundo das transferências dos top jogadores entre os principais times do mundo.
Quem não é fã fica indignado. Ainda mais quando pensa que, ao invés de comprar o Kaká, o bilionário poderia comprar 15.445 carros populares 0km. E que se carro popular não for a sua praia, ele poderia comprar 500 Ferraris 599 GTB.
Bom, caso você fosse um fã da rede McDonald´s, poderia abrir aproximadamente 300 novas lojas com este dinheiro.
Mas o bilionário prefere comprar o Kaká.
E antes que você, não-apaixonado pelo futebol, chame-o de louco, movido pelas minhas palavras que até agora pareciam crucificar o “ rico coitado”, é preciso lembrar dos ganhos que ele tem com o Kaká em seu time. O Xeque comprou o time do Manchester City, que antigamente era chamado de “ primo pobre” do Manchester United, auntêntico papa-títulos mundial. Poucos ainda ousam chamá-lo de “ primo pobre”, porque a dinheirama rola solta.
Não satisfeito em apenas comprar um time que completou um século de vida em 1994, o Xeque começa a montar um super time. Gastou R$110 milhões de reais para comprar Robinho, e ainda levou Elano e Jô por outras elevadas quantias.
É preciso lembrar que o sujeito é multi-bilionário, e este pode ser apenas um hobbie sofisticado para ele. O time pode perder dinheiro por algumas temporadas, mas o Xeque pode esperar. E caso ele consiga realmente formar um mega-time vencedor da Champion´s League da Europa, aí sim passa de hobbie a mega negócio consolidado.
Como este tipo de empresário que chegou no futebol recentemente está acostumado a fazer investimentos a longo prazo mudando totalmente o foco do local que recebe o investimento ( leia-se Dubai, de investimentos em petróleo a quase chegando a ser a capital mundial do entretenimento e esportes), é perfeitamente crível que ele deixará de ser chamado de “ participante do programa antigo do Silvio Santos-troco 685 super apartamentos pelo Kaká”, e passar a ser chamado de visionário.
Ele não parece querer morrer como Van Gogh.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Rápida-Dia ou noite
quinta-feira, novembro 20, 2008
Dunga e os jornalistas tendenciosos
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Rápida futebolística
* O jogador uruguaio Acosta chegou ao Corinthians, time paulista da Série B do Brasil, e até o momento fez dois gols, ambos de costas, um contra e outro a favor.
terça-feira, novembro 13, 2007
Futebol brasileiro

Será que o grande sucesso histórico do craque brasileiro justifica-se na incrível capacidade do brasileiro para a improvisação?
* Foto de Guilherme Dionizio
sexta-feira, outubro 19, 2007
terça-feira, maio 01, 2007
A diferença entre o frango e o Galo
terça-feira, abril 03, 2007
Romário da Gama

Eu sempre achei muita falta de espírito olhar para um gol de Romário e dizer:
- Olha lá, ele faz gols porque fica na banheira esperando fazer gol.
Pois o Baixinho está a um gol de fazer mil gols, já ultrapassou Pelé em gols em jogos oficiais, e ainda tem neurônio-curto pensando assim.
Um " gol de Romário" não é pra qualquer um. Para quem é um observador mais atento, basta ver nos ataques das outras equipes, para testemunhar inúmeros centroavantes perdendo gols embaixo das traves.
O Baixinho pega é de primeira, quase sempre, e surpreende suas vítimas-goleiros.
O milésimo gol agora pode ser contra o Gama.
Com o Baixinho jogando pelo Vasco. Da Gama.
Se isso acontecer...Romário da Gama.
* Imagem pertencente ao site oficial do Club de Regatas Vasco da Gama
** Blogueiro torcedor do Atlético Mineiro e fã do futebol do Baixinho desde o começo de sua carreira.
Atualização: o Baixinho não fez o milésimo contra o Gama. Como ele quer fazer o milésimo no Maracanã, já tô na torcida para ele não fazer o milésimo neste finalzinho de Carioca. Pois aí, ele resolve jogar o Brasileiro para fazer o milésimo, e segundo suas próprias palavras, ele só vai parar depois de fazer o milésimo e completar o campeonato no qual ele fizer este gol...
domingo, janeiro 28, 2007
Fábula do Futebol Moderno
Kaká bebeu água. Rezou.
David Beckham ficou emburrado com a manicure. Errou no esmalte.
Cafú tomou uma Coca-Cola e passou a bola.
Ronaldinho Gaúcho tomou uma Pepsi, comeu um sanduíche do McDonald´s e deu de trivela, guardando o celular Nokia dentro da cueca.
Cristiano Ronaldo driblou a bandeirola do escanteio vinte e duas vezes, até que ela afundasse no chão, formando uma ilha polinésia francesa no local.
Luxemburgo recebeu seu novo terno, sua nova carteira de couro macho, um alisa-ego via telemarketing e uma manicure também. Ué, já ouvi isso antes...
Ronaldo, tirando seu relógio Nike, pegou um sanduíche do Burger King, um café da Starbucks, um açaí da Bibi Sucos, um chocolate da Godiva, um milkshake de ovomaltine do Bob´s, um sorvetaço da Shaika, deu um leve arrotinho, pegou o avião para Milão e ainda queria a titularidade.
Silvio Santos, esperto que só ele, ofereceu a titularidade ao Gorducho.
É o Baú, ahai!
* Nada deste texto é verdade. Ficção pura. Ou suja um pouquinho.








