segunda-feira, dezembro 18, 2006

Inaugurando Matilde

Quando se trata de um viciado em números e matemática como eu, comunicólogo/pequeno artesão da palavra/músico que deve ter sido matemático em outras vidas, tudo vira número. Tudo vira ranking, classificação, estatística, pioneirismo...uaaaooou, pára aí. Falei pioneirismo?
Sim. Pois amigos viajantes ao desconhecido ( nomenclatura para um querido grupo de amigos nossos), babem. Fui o primeiro viajante ao desconhecido a viajar na Matilde, nome provisório para a Kombi que o Lino está usando em sua viagem brasileira. Não sabemos até quando o nome será provisório, mas quando perguntado por meu sogro sobre qual seria o nome de sua Kombi, o Lino já soltou logo " Matilde". Devia estar lá no seu sótão cerebral, esperando para sair. Por isso, acredito que deve ficar. Mas sem pressões...
Voltemos então a esta foto. Estava eu na piscina do Hotel Veredas em Paracatu ( sim, voltei lá ), quando na saída encontro com este querido amigo da foto aí ó, o Lino.
Como vocês podem ver na foto, tive que censurar com uma " tábua branca" a outra tábua, por não saber quais efeitos causariam em todos os que colocassem o olho nela.
Pois finalmente conheci a " Matilde", essa Kombi maravilhosa, a mais " fashion" das estradas brasileiras, bela companhia para meu amigo.
À noite fomos para o local do show, onde o Lino entrou como sendo meu " personal manager". E parece que o nome dado a ele fez com que ele encarnasse no perfil. Tirou fotos maravilhosas, que devido ao fato da fonte de ter queimado , não puderam ainda serem reveladas ao mundo. Mas na próxima parada do Lino de sua viagem, ele nos mandará as fotos, e eu devo publicar uma delas aqui.
Horas depois, acabado o show, não esperamos o desmontar dos equipamentos ( vocalista é folgado, não tem que carregar nada, sai antes de todos, e ainda atrai as atenções do público) e saímos andando pelas ruas de Paracatu até chegar no hotel.
Já foi uma primeira viagem ao desconhecido, a pé.
Uma dormida, um café da manhã poderoso, onde aprendi vendo o Lino devorar quase uma dezena de frutas que a viagem está fazendo muito bem a ele. O modo de vida natural que todos devíamos ter, mas que cedemos aos " encantamentos " dos refrigerantes.
Enfim, a viagem, Paracatu-Araxá.
5 horas na Matilde.
Calculei, num determinado trecho da viagem ainda testemunhando a beleza das chapadas perto de Paracatu, que ficamos 12 minutos sem passar por outros carros.
Ou seja, recomendo esta estrada aos amantes das viagens de carro.
É o trecho entre Paracatu/Guarda-Mor/Vazante/Coromandel.
Maravilha.

Hoje, o Lino não está mais aqui em Araxá, destino final-temporário desta viagem relatada aqui.
A viagem continua.
Assim como continua o crescimento deste amigo tão especial, que encontrou nesta viagem outras almas tão especiais quanto Adeline e Romain, pessoas marcantes, e que em relato linesco, me fizeram chorar de emoção.
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