domingo, dezembro 03, 2006

Pós Paracatu


( termina neste o trio de postagens sobre Paracatu. Espero que tenham gostado)

Existe uma diferença entre turismo e curiosidade.
Se você fica numa cidade por algumas horas, e no único momento livre que tem, a chuva castiga a cidade, aí é curiosidade.
Mesmo assim, saí do hotel para conferir o centro de Paracatu. Não resisto. O que achei:

- Afonso Arinos não achei.
- Três igrejas evangélicas no mesmo quarteirão.
- Um lugar que se diz cantina, mas que oferece comida a quilo. E não é decorado por verde e vermelho.
- Uma loja de langames, com " Virtual" no nome...parece linguagem universal colocar nomes iguais em determinados tipos de comércio. Por ter caminhado à noite, não vi lojas de tecidos com nome de " Mercadão dos Tecidos". Ou locadoras com o nome de " Cine Vídeo". Desculpem-me se algum feliz proprietário de lojas com estes nomes acharem esta postagem nas buscas. Mas não resisto. E vale como dica para pensar em nomes mais criativos.

Voltei ao hotel depois de alguns vários pingos de chuva.
O instinto turístico-curioso aliviado.
Cenas do hotel que posso contar:

- Um hóspede reclamou que o preço estava igual aos Íbis e Parthenons da vida, mas que a qualidade não chegava ao chinelo deles. Concordo, mas mesmo assim me diverti.
- Só tinha uma moça atendendo a todos no restaurante do hotel. Ficou maluca. E pegou manhas de rapidez como: de pança cheia, ao agradecer a ela pelo serviço, me respondeu: " tudo bem". E só. Deve ser truque pra poder atender o próximo cliente. Como não sou dependente do humor dela, dei risada. E o filé mignon com fritas, arroz e ovo estava delicioso. Como este prato é simples, e como agrada em cheio aos esfomeados na maioria das vezes.
- O Romário passou a segunda partida lá na Austrália sem marcar gols ( a outra postagem nostrafredâmica sobre o Baixinho aqui ). Mas com um time como o Adelaide, haja faro de gol pra não passar em branco. Vi essa partida na TV a cabo do hotel. É, ele tem algumas coisas boas sim.

Depois do hotel, veio o show. Alguns detalhes:

- O moço do som dormiu em cima da mesa de som. Fiquei preocupado com a aparelhagem dele, pois deve ter entrado em contato com sua baba não desejada.
- Não gosto de gelo seco em cima dos artistas ( essa sim, pode ser lida por todos os produtores de som. Afinal, engasga qualquer cantor. Não façam isso com os coitados dos cantores). Mas gosto de gelo seco nos cocktails. Me diverti com uma batida de cajú e seu gelo seco no lugar certo.
- Não existe show em que não peçam Raul Seixas ou Legião Urbana. Que bom, eu gosto e temos músicas dos dois no repertório, apesar de nem sempre tocá-las.

O ouro subiu 7,23% em Novembro. Fico feliz, pois assim o contratante do show, que tem no ouro sua principal atividade, poderá nos contratar muitas outras vezes. Assim espero.

* Nesta foto que tirei lá no restaurante do hotel, o filé mignon já tinha quase desaparecido. Não pensei em tirar foto antes. A fome era grande.
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