domingo, janeiro 21, 2007

Circense Nonsense

Na adega existem nádegas
No clube cheio de regras
Nada de nádegas nuas na adega
No lombo da égua, medido com régua
Fatia-se um lombo, mortadela
Morta dela se uma cobra a pica
Ao picadeiro para um show derradeiro
Derrama um sangue verdadeiro
Sob a sombra da mão branca
Recapitulemos então
Em breves capítulos
Nádegas na adega, no clube não nuas
Piquenique de mortadela no lombo
Carne em cima da outra
A morta égua vai ao circo
Em última homenagem
do dono russo antigo
Acreditamos com isto
tratar-se da saga heróica
de uma bêbada égua
em adega para animais
da fazenda onde nasceu
Seu guloso proprietário
um frustrado matemático
mais para lunático
em cima da égua comeu
e depois ela morreu
Pobre fazendeiro
Ficou sem o dinheiro
De um futuro equino sucesso
No circo do russo mão-de-vaca
Melhor uma vaca na mão
Do que uma égua morta em vão
Incenso, sem senso
Circense Nonsense
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