terça-feira, janeiro 09, 2007

O mar bloqueou a rede

Abri a porta do e-mail
Segui em frente nos corredores das mensagens
Alguns cantos escuros nelas
Outros coloridos demais
Lidos demais
Buracos que levam a outros cantos
Buracos links
Na lista que desce a escada de endereços
Outros links
Deixados por vários que passaram ali
Olhados por outros que espiaram correndo
Nadando por spams não navegados
Com redes dentro de barcos
Fisgando por olhos que filmam
A dupla logo ali
Os blogs que vou lendo
Os "você-tubos" que não mais entro
De dentro do quarto sem porta
Com a chave de ser favorito
Neurônios controlam a entrada
Memória-guardiã decide convidados
A história sem roupa, filmada
Pelada causa estragos
A ela, aos outros
O mar bloqueou a rede
A rede não discerne sereias de piranhas
Tudo cai nela
Não é rede de pescador
Não pode bloquear
Não pode ser destino final
Não, não
Precisa ser destino
Desde o menino
Aos peixes que transitam livres
Aos seres que transam vivem
Sim, sim, sino
Tocou, acordou, salvou
O vídeo em forma de estrada
A estrada que leva ao mar
O mar bloqueou a rede
Congestionou, melhor assim
Sim
Com tantos acessos
Agora liberados
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Totalmente inspirado pelas notícias de recentemente, sim.
Esperando não ser censurado, não.
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