segunda-feira, novembro 13, 2006

A experiência solitária muscular


Se o lenço enxuga as lágrimas secas
O silêncio umedece a tristeza breve
Os cantos da casa não cantam hoje
Corro com a vagarosa velocidade
Neste trecho de descanso exigido
Exaurido me dedico a nada dedicar
Exilo minha mente no escuro
Procuro a clareza da luz do sono
Entendo os deuses invisíveis
Começo a conversa com as estrelas
Nos quilômetros da distância
Espero o melhor para os queridos
Recolho-me ao meu mundo sozinho
Temporário
Contando a volta da energia em passos
Sempre eles, cadenciados
Assim volto ao mundo
da velocidade a que pertenço
Lá viverei rodeado
Lá e aqui, sem parar
Onde encontro a alegria em folhas
Em árvores
Nos amores do meu peito
E no barulho
Dos músculos novamente rodeados
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