quarta-feira, novembro 15, 2006

Longas perguntas, curtas respostas

Um poema longo pode ser como as pernas intermináveis de um polvo?
Ou variadamente extenso como as intermináveis partes de uma teia?
Deve atingir todas as vontades e esperanças de arte dos leitores?
Ou decifrar as entranhas malucas de um momento ímpar que vira par?

Se soltar veneno, demora demais
Se for pegajoso, não gruda
Não é diplomata, o poema
Virou matemático, pronto

Um pensamento que começa usa o poema para ser terminado ou alonga-se nele?
Um trecho de vida é eternizado nos versos por onde passa ou apenas interpretado?
Quantas versões existem nos olhos que encaram os versos dos mais diversos locais?
O poema é degustado a seco, ou acompanhado de gostosuras, como o passar de um filme?

Cada poeta, cada sentença
Use-o para o que quiser, caro
Não sei responder a esta
Se alimentar, já vale

Amanhã já serão novas perguntas que terão o poder de crescer a cada momento de formulação de suas palavras?
Vivo para tentar descubrir estas respostas
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