sexta-feira, setembro 29, 2006

A excursão do poema pela casa afora

O poema entrou pela sala de estar
Cadeira dourada, mesa decorada
Seguiu seu caminho pela escadaria
Subiu os degraus, voando pelo ar
Antes dos quartos, foi para a sacada
O vento na cara aumenta a poesia

Já recarregado, o poema volta novo
Pronto a descrever as curvas do banheiro
Banha nas águas do chuveiro, limpo
No quarto do menino, cheiro de ovo
No quarto da menina, rosa por inteiro
O do casal, envelhecido pelo tempo

O poema se infiltra pelo concreto
Volta outro a céu aberto
Nunca foi tão intenso como agora
Na excursão pela casa afora
Aflora
Hora
Ora
Postar um comentário